sexta-feira, 27 de julho de 2018



RELATOS DO SUICÍDIO


É doloroso para mim ter que relatar e lembrar de tudo que passei antes e após desencarnar. Doloroso, mas necessário. Precisava dessa comunicação que me foi permitido, pois as sequelas são grandes e o processo de refazimento é muito lento.
Quero gritar aos quatro cantos para que as pessoas não cometam atos insanos como eu cometi. É muito sofrimento, muito doloroso e de nada adianta.
Na verdade, tudo começa com uma grande perturbação em nossa cabeça. Parece que uma voz vem até nosso ouvido dizer o que temos que fazer para amenizar as nossas dores, é uma voz do mal que não devemos escutar, mas ela toma conta de nós e passamos a dar crédito a tudo que ela nos fala. Claro que é tudo fruto da nossa mente perturbada e, ao darmos crédito, cometemos, muitas vezes, atos insanos.
Sei que fui um fraco. Acho que passei a minha vida sendo um fraco. Não foi da noite para o dia. Nada é assim tão de repente, tudo é um processo.
Não damos crédito ao que sentimos, nos deixamos ser conduzidos e, quando percebemos, já é tarde demais. Não nasci para morrer assim dessa forma. Deus não me deu a vida para que eu a tirasse, assim, sem pensar. E aí temos que pagar por esses atos errados que cometemos.
Preciso dizer que é muito sofrimento. Fui recolhido, muito tempo depois, de um vale escuro e gelado. Acho que me jogaram ali para eu pensar. Pensar em tudo que fiz com a minha vida. Esses pensamentos geraram dor, muita dor.
A todo momento me senti vivo e arrependido. Qual a razão de tirar a minha vida se eu me sentia vivo? Agora sim, o sofrimento foi muito maior.
Pensava eu... Que fazer agora?  O que eu fiz com a minha família? O que eu fiz com os meus amigos queridos? O que eu fiz comigo?
Quantas lágrimas deixei. Quanto sofrimento deixei.
Não feri só a mim, mas a todos que me amavam. Será que foram muitos? Não sei, pois não tive mais a consciência de ver. Fui tolhido de tudo. De amor, de amparo, de notícias. De tudo mesmo, até chegar à verdadeira exaustão e ao verdadeiro arrependimento. Só assim fui recolhido e amparado.
Estou em tratamento, pois muitas feridas consegui provocar no meu corpo e no meu espírito. Meu espírito está triste. Sinto um grande vazio. Minha cabeça está oca.
Meu coração pulsa em ritmo acelerado. Quantas coisas sinto hoje que não sentia antes e não posso mais tirar minha vida novamente, porque ela se foi. 
Queria dizer à minha família que meu arrependimento é imenso e peço desculpas por tanto sofrimento causado. Ninguém tem culpa. A culpa é totalmente minha. Somos responsáveis pelos nossos atos.
Queria dizer a meus amigos do coração, a falta que me fazem. Não existe mais aquele papo gostoso e é muito dura essa separação.
Estou aqui a caminhar em passos lentos, mas vencerei.
Fé e força é o que estou pedindo agora e obterei.
Fiquem todos na paz.
Retornarei um dia com uma bela mensagem.
Abraços eternos.

Roberto.

Psicografia recebida em 2018.
Médium: Regina.

sexta-feira, 13 de julho de 2018


O  MENDIGO

          Triste história a minha. Vim a esse mundo para mendigar. Mendigar o pão, mendigar o olhar de alguém, mendigar abrigo.
          Mendigo que fui, mendigo que sou.
          Mendigo eu maldisse a Deus, ao mundo, às pessoas.
         Certa feita estava eu à porta de uma igreja mendigando. Aproximou-se de mim uma moça segurando as mãos de uma menina linda. A menina estendeu os braços para mim, ao que a mãe retrucou: “Filha vamos, é um mendigo, não precisa de nada... ele ganha tudo...”.
          Eu me assustei! Como ganha tudo? Não ganho nada! Não me dão moedas para me ajudar e sim para se verem livres de mim. Nunca vi ninguém me olhar com amor e respeito. Só aquela menina.
           Passou o tempo e eu envelheci. Fui levado para um albergue publico, e lá vi aqueles olhos daquela menina, agora moça. Era uma enfermeira daquele albergue.
           Ela se aproximou de mim e perguntou: O quê o senhor quer de mim? Alguma coisa que eu possa dar? Uma sopa, um copo d’agua?
           Eu perguntei àquela enfermeira. De onde conheço seus olhos? Ao que ela me respondeu: Da porta daquela igreja. Eu não me esqueci do senhor e hoje eu posso lhe dar o que o senhor quiser.
            Eu lhe disse: Não quero nada, porque eu já ganhei tudo com sua dedicação.
            Daí a alguns dias a morte com seu semblante de zombaria veio me levar.   
            Eu me assustei e pedi que me trouxessem aquela enfermeira. Ela veio com seu semblante doce, se aproximou de mim, tomou minhas mãos e quando parei de respirar ela fechou meus olhos.
            Os céus se abriram para mim, eu estava feliz e podia descortinar um lugar de muita paz onde eu nunca mais precisei mendigar.

            Carlos, ou melhor, Cacaio.   
        
                                                          
          Psicografia recebida em 2018.                                     
          Médium: Catarina.

sexta-feira, 6 de julho de 2018



NUM  ACIDENTE  EU  MORRI

         Chovia muito e anoitecia. Queria chegar em casa de qualquer  maneira antes do anoitecer.
      Mas não conseguira. Um carro cruzou meu caminho e os faróis feriam meus olhos. O veiculo em que eu estava titubeava, escorregava na lama da estrada. Essa estrada de chão é muito boa enquanto não chove, mas se chove é um verdadeiro escorregador.
          Eu pisei mais forte e acelerei. O carro deu uma quinada e rodou, eu perdi completamente o controle. Eu estava só e meu corpo preso ao cinto de segurança ia para lá e para cá. Eu não enxerguei nada ao redor, só escuridão. Os pneus de meu carro pareciam não tocar no chão. Fui assim desgovernado, quando ouvi um estrondo, um estrondo em meus ouvidos, em minha cabeça. E eu não sei como aconteceu eu desmaiara.
         Fiquei por muito tempo assim sem sentidos. Até que ouvi vozes que se aproximavam (eu recuperara os sentidos, pensei.). Veio o socorro. Imobilizaram-me e puseram-me numa maca, todo amarrado. Levaram-me para a UTI de um hospital local. Fiquei algum tempo lá, não posso precisar quanto. Mas enquanto lá estive fui cercado de toda assistência, só que agora sei que não resisti. Morri.
          Vim para uma colônia espiritual que fica sobre a minha cidade. Ainda continuo lá em recuperação.
          Sou cercado de todas as atenções de meus antepassados. Vivo ainda como uma pessoa que se adapta. Ainda não me adaptei.
          Avise aos meus que estou bem, sinto muita falta de meus parentes e amigos.
          Breve darei mais noticias porque hoje é só o que posso falar.
          Estou bem e em paz.  

          Ramiro Duque.         
                                                           
 Psicografia recebida em 2018.                                     
 Médium: Catarina.

sexta-feira, 29 de junho de 2018


FELICIDADE NOS PRAZERES FÁCEIS


Tudo o que eu sinto é remorso, muito remorso, acho que não sou digna de ajuda, estraguei a minha vida, fui um pote onde toda a sujeira era depositada e com a minha permissão, como eu errei, não tenho perdão, tudo se acabou pra mim, já não há esperança no meu coração.
Vou contar-lhes a minha historia, embora muito me envergonhe, mas quem sabe um ser misericordioso poderá me auxiliar nesse momento.
Nasci num lar muito humilde, tudo nos faltava, passei muita fome, muitas vezes vi choro de dor da minha mãe por não ter o que nos dar de alimento. Vivi assim até os quatorze anos, nunca me conformei, queria ter uma vida diferente, queria poder ter prazer de me alimentar, sentia muita fome.
Um dia tomei uma decisão, achei que eu não precisava passar por aquilo tudo e naqueles dias fui amadurecendo uma ideia que me surgia como solução, depois de muito pensar decidi que tudo mudaria a partir daquele dia. Esperei que anoitecesse e me deitei como de costume no quarto com mais cinco irmãos tão sofridos quanto eu, tão famintos e tão carentes do básico, quando o silêncio reinava e percebi que meus pais dormiam e meus irmãos também, sai de casa levando comigo além da roupa do corpo e de um chinelinho velho no pé, mais uma muda de roupa.
 Morava numa pequena cidade, que prefiro não citar o nome, fui para a beira da estrada que passava próxima a minha casa. Pedi carona e um caminhoneiro parou o caminhão me levando com ele. Aquele homem quis indagar de mim onde eu pretendia ir e quantos anos eu tinha. Menti nas duas respostas, disse que já tinha mais de dezoito anos e que precisava visitar a minha vó que se encontrava doente. Não foi difícil de fazer que ele acreditasse, eu era alta e o sofrimento pelo qual vivia me amadureceu as maneiras, por isso ele acreditou, eu acho, se não acreditou me levou assim mesmo.  
Chegando à cidade grande comecei dar o meu jeito e como já estava tudo bem planejado descobri com bastante facilidade onde eu precisava chegar. Chequei naquela casa nutrindo esperanças de uma vida melhor, a mulher me acolheu e logo eu já estava trabalhando. Ali permaneci por um tempo, sendo muito explorada, trabalhava em troca de comida e era obrigada atender homens de todo jeito.  
 Com o passar do tempo consegui, num momento de invigilância daquela mulher, a sair dali e fui procurar outra casa. Desta vez eu já era uma moça muito bonita e a alimentação que eu agora recebia me fortaleceu. Fui aceita e lá minha vida começou a mudar, os clientes eram homens finos, cheiravam bem e confesso que gostava daquele lugar e daquela vida.
E assim fui levando, muitas vezes pensava no lar que abandonara, da minha família, na dor que minha mãe deveria sentir, mas logo me distraía como brilho da noite o torpor que o álcool me dava e com aqueles homens.   
Muitas vezes engravidei e cada vez que isso acontecia eu tinha um problema, a dona da casa se irritava muito e logo providenciava uma maneira de me livrar daquele problema, eu não hesitava e aceitava de bom grado a ajuda oferecida.
O tempo passou depressa e eu já não era mais aquela jovem linda, começaram a aparecer moças novas e em mim novas rugas, assim sendo eu era facilmente substituída e não tinha mais clientes.
Sofri muito, e sem piedade fiquei doente, fui tomada pela sífilis até morrer de forma miserável morando num cômodo fora da casa, um lugar insalubre e cheio de ratos.
Retornei a Pátria espiritual e hoje me encontro assim, uma figura horrível, deformada, corroída pela doença.
Vejo todos aqueles seres me xingando sem parar, eles não me perdoam de os ter abortado e sei que sofro porque  eu procurei, mas mesmo assim resolvi escrever essa carta para alertar muitas moças que como eu não tiveram a força de aguentar a vida que Deus determinou, trocando pela felicidade dos prazeres fáceis.
Ainda tenho esperanças mesmo com muita vergonha de que Deus me ampare um dia.

Joana da Luz.             
 
Psicografia recebida 2018.
             Médium:Débora S C.

sexta-feira, 22 de junho de 2018



UM  RAIO  ME  MATOU

  
         A luz se fez mais forte, ressoou o trovão.
         O que aconteceu comigo? Não sei explicar.
         A tempestade amainou e tudo veio a se acalmar. Tudo era silêncio. Passou.
         E eu aqui estou atônito e sem entender nada. 
         Veio alguém muito bondoso que me explicou: “Acabaram os sofrimentos, aqui o ar não vai lhe faltar, tudo vai ser explicado. Tudo está a contento. Você passou para a eternidade, descanse filho meu, eu velarei o seu sono”.          
        E como que por um milagre eu dormi tranquilo e quando acordei já achava num leito alvo, muito aconchegante, tendo a meu lado um rapaz bem simples, bondoso e que velou o meu sono. Ele se dizia meu primo, do lado materno, portanto sobrinho de minha mãe, mas eu não o conhecia.
         Esse rapaz cuidou e cuida de mim, zela por mim e me esclarece todas as minhas dúvidas.
      Ainda estou hospitalizado até hoje, mas em boas condições; acredito que daqui a pouco voltarei, ou melhor, irei para um lugar onde eu possa ser útil às pessoas do lugar. Sei que é um lugar especial onde estou, mas conheço bem pouco. Tudo aqui é novidade para mim, pois eu jamais pensei que depois da morte (pois sei que morri e ninguém escaparia nas condições que fiquei), mas nunca mesmo pensei que depois da morte existisse algo assim.
        Eu sempre acreditei no nada, morreu acabou. Mas não é assim, estou vivo, tenho desejo de rever os meus amigos, meus parentes e sei que um dia isso vai acontecer.
       Agradeço de coração quem pediu por mim e só tenho uma coisa a dizer: Estou vivo e bem vivo, orem por mim.
         Obrigado.  
   
          Joaquim. Um espírito bem vivo.
                                                            
       Psicografia recebida em 2018.                                     
       Médium: Catarina.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

BALADA  E  DROGA


Como recusar um convite de uma amiga querida, jamais poderia dizer não, então fui à tão sonhada festa e esperada por mu0itos jovens.
Quando cheguei fiquei deslocado, fui entendendo mais ou menos como seria uma festa banhada no álcool e nas drogas. Tentei avisar Dolores de que não era lugar para nós e nem um ambiente onde se encaixava com nossas vidas e conduta, mas infelizmente Dolores não me ouvia, fui obrigado a ficar, pois jamais deixaria uma amiga num lugar onde só se via luxuria, sexo e drogas.
Fiquei assustado, pois não tinha conhecimento que Dolores conhecesse tal galera e que era tão querida e aceita no grupo.
Bem! A festa rolou e Dolores sumiu por uns instantes de minha vista, comecei a preocupar e logo sentou uma linda moça do meu lado e foi muito simpática, conversamos muito, tomamos alguns drinks deliciosos, sendo que um deles estava com uma droga colocada em meu copo. Tomei e entrei em completo transe e não me lembro de nada mais que ocorreu na festa. Não mais vi Dolores, fui despertar em um hospital algemado, sendo tratado como um criminoso. Eu me desesperei, queria uma explicação do quê estava acontecendo comigo, precisava de uma resposta. Meus pais onde estariam?
Fui tratado como um cachorro, ninguém falava comigo, mas um dia veio a mãe de Dolores conversar comigo. Em primeiro momento fiquei feliz e logo perguntei por Dolores e o que havia acontecido, pois estava preso e me encontrava em um hospital de recuperação para drogados, sendo que nunca usei droga alguma, foi quando me lembrei da moça simpática e dos drinks. A senhora começou a chorar do meu lado e havia em seus olhos uma revolta e ao mesmo tempo o por quê? Eu sem saber o que havia acontecido fui e perguntei: “Por que chora? E me crucifica com o olhar? O quê fiz para tanto ódio e tristeza, pois estou aqui sem saber o dia do mês que estou vivendo?
Quando ela resolveu falar que Dolores havia falecido na festa de overdose, fiquei em choque e que eu estava do seu lado inconsciente e totalmente drogado. Fiquei louco, como? “Eu não faço uso de drogas, colocaram em minha bebida e eu não conhecia ninguém naquela festa, fui convidado por Dolores, ela sim conhecia todos.” Comecei a falar, gritar e não me lembro o que aconteceu  depois, fiquei desacordado por dias.
Permaneci preso naquele hospital injustamente, tudo que falava para me defender era levado contra mim. Minha família pouco me visitava, enlouqueci naquele lugar e hoje sou um fraco que infringi as Leis de Deus, pois fui covarde, não encontrei mais palavras para me defender e provar a minha inocência.
Fui tratado como um assassino e cruel, fui condenado por trafico e homicídio, depois do julgamento fui colocado em uma cadeia horrível, imunda e não tinha como sobreviver em tal lugar.
Tirei minha vida consciente da minha inocência e um criminoso para Deus.  
    
Luiz Teixeira.

 Psicografia recebida em 2018.
             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 9 de junho de 2018

A MORTE  NUNCA EXISTIU


Venho narrar minha  experiência para que os desavisados saibam um pouco mais da vida.
    Ouvíamos ao longe os sons do fronte de batalha. Todos  os companheiros expressavam um olhar de pavor. Aguardávamos nossa ora, hora que não desejávamos.
    No tique-taque do relógio, não sei bem qual, o comandante ordenou nossa partida. Alta noite; faces transtornadas pelo pavor...
    A cantilena de dor logo se fez presente. De arma pronta fomos nós.
    Tive tempo de poucas reflexões: quem vou matar? Por que vou matar?
    A escuridão,  o frio e o som da guerra tornava o ambiente assustador. Não sei o tempo que durou mas, de repente, senti algo muito estranho. Não descrevo minha estranheza por falta exata dos fatos, embora, asseguro que, sentia-me vivo.
    Soube mais tarde que já não pertencia a terra, apesar de continuar vivo.
    Quero aqui, não descrever os horrores da guerra, pretendo com esta singelas linhas, contar para todos, em particular para os  que acham que tudo acaba no túmulo que a vida continua. A morte nunca existiu.
    Termino dizendo que, vivam com responsabilidade, com amor ao próximo, com ações construtivas e sabedores de que a cada um cabe tarefa na terra. Obrigado por essa oportunidade. Rogo a Jesus a proteção para todos vocês.

Um irmão que sobreviveu a morte.

Psicografia recebida em 2018.
Médium: Aldo.

sexta-feira, 1 de junho de 2018


MEDO  DA   MORTE


A partida é inevitável, portanto o nosso preparo para a partida começa imediatamente após a nossa chegada.
Preparemo-nos então, tentando viver cada dia como se fosse o último. Qualquer um está para morrer independentemente da idade, basta que estejamos vivos que podemos morrer.
Somos no plano espiritual o que fomos aí, nem mais nem menos.
Se a vida foi pautada na caridade, no amor ao próximo e no cumprimento dos deveres não há o que temer.
Seremos recebidos pelos que nos antecederam e que amamos, ninguém fica desamparado, o auxilio chega para todos, mais dia menos dia.
Portanto digo-lhes uma coisa, ter medo da morte é ter medo da própria vida. Imagine quantas vezes já passamos por esse processo.
Já vivemos e voltamos inúmeras vezes, não há porque temer.
Quem vive regradamente e com fé em Jesus, é com toda certeza que estará amparado.     
E a alegria do reencontro dos que nos precederam é muito maior do que  a alegria do reencontro na carne, pois que aqui estamos somete de passagem, o nosso verdadeiro lar é a Pátria Espiritual.

João de Jesus.

             Psicografia recebida em 2018.                                      
             Médium: Débora. 

sexta-feira, 25 de maio de 2018


PASSOU PELOS PORTÕES DA ETERNIDADE


         Coração batia forte, eu estava vivo.
         Fiquei feliz com isso. Depois o descompasso e de repente a parada.
         Será que não dá para resolver a situação? Vi os médicos tentando fazê-lo bater, mas ele não bateu. Antes começou a dar pancadas que pareciam arrebentar meu peito. E eu observava tudo. Do alto do meu quarto de hospital eu via a movimentação e quando cobriram o rosto do meu cadáver eu entendi. “Estava morto”, mas como “morto”? Eu ainda via tudo, sentia tudo.                         
         Estava admirado, quando um senhor muito bem apessoado chegou perto de mim e me chamou: “Vamos”. Vamos para onde? Perguntei-lhe. “Para sua casa, para os seus.”
         Só que não fui para minha casa, fui para um lugar desconhecido onde haviam outras pessoas, a me esperarem alegres.
         Quem são vocês? Perguntei. Responderam-me: “Sua família espiritual, você já passou pelos portões da eternidade e vai ficar junto a nós”.
         Eu aceitei, pensei nos meus, na minha operação. Aí comecei a sentir dor, tristeza, incerteza,... Muito ruim. Eu havia morrido, mas estava vivo e queria os meus filhos ao meu lado. Minha esposa já havia morrido. Eu senti sua falta ali comigo.
         Como fazer nessa situação? Eu não tive o hábito de rezar, de ir à igreja. Eu era um homem integro, cumpridor de meus deveres, mas nunca fui religioso.
         Me disseram que eu devia repousar, que todas minhas dúvidas seriam sanadas, desde que eu me acalmasse. Meu irmão, que não conheci porque nasceu e morreu antes de mim, me disse que minha esposa estava em outro lugar, melhor do que aquele em que eu estava, mas se preparava para vir me visitar.
         Quero com essa carta dizer a meus irmãos: Continuem estudando como estudam, sobre as Leis de Deus, sobre a vida, sobre a sobrevida. Estou ciente e consciente de que a vida não se acaba, antes se prolonga.
          Espero em futuro próximo me preparar para dar notícias a meus familiares, quando eles assim quiserem.
         Agradeço a oportunidade que me foi dada.
         
        Um espírito presente à reunião.

                                                           
 Psicografia recebida em 2018.                                     
 Médium: Catarina.

quarta-feira, 23 de maio de 2018



VIDA PRESENTE DE DEUS



O vale estava banhado de luz.
O céu azul coloria o olhar dos homens,
As flores abriam-se em corolas azuis
As aves gorjeavam aos homens de bem.

Primavera, oh primavera florida.
Como floresces a minha alma também,
É como eu estivesse em outra vida
Alegre, cantando canções pra meu bem.

Vou de porta em porta anunciando
 Querem flores pra casa enfeitar?
Vendo flores viçosas e mui formosas
Levando a todos um doce amar.

Amemos a Deus que nos encanta,
Nos dá as estações do ano floridas,
Nos dá a noite e os dias
E nos presenteia com nossas vidas.

Autor desconhecido 
(Espírito presente a reunião)

                                                  Psicografia recebida em 2018.                                
                                                  Médium: Catarina.

sexta-feira, 18 de maio de 2018


VIDA  SIMPLES
 

 Eu sempre quis ser um homem importante com dinheiro e com muito sucesso profissional e que pudesse gastar muito dinheiro. Trabalhei tanto que criei um patrimônio gigantesco. Constitui uma família, uma esposa amável e completamente humilde, não ligava para badalações, nunca foi de esbanjar dinheiro, sempre evitava aparecer em jornais e revistas, ela gostava mesmo era do anonimato. Veio os filhos e a eles se assemelhavam tanto no caráter como no modo de viver a vida com simplicidade.
Eu não, eu queria mais, gostava de provocar ciúmes, inveja nas pessoas com os meus carros, roupas e principalmente com o meu poder que era o dinheiro, o poder de comprar. Eu era totalmente enlouquecido com dinheiro, para mim o dinheiro era tudo, não importava os dias, noites e finais de semana no trabalho eu queria mais, agora sempre muito correto, sempre paguei meus impostos, fui um empresário de sucesso com o meu trabalho, tinha orgulho em falar para todos em palestras e conferências, batia no peito com a minha honestidade.
Mas eu como homem, pai, companheiro falhei com minha família, não cuidei dos meus bens mais preciosos, que hoje tenho a sabedoria e o discernimento para dizer que fui a falência.
Quando fui capaz de ouvir o grito de meu filho primogênito que eu ia perder o anjo que Deus tinha colocado em minha vida e eu tinha consciência do amor que estava perdendo. “Pai, pai ajuda minha mãe, por favor! Minha mãe está morrendo de solidão, de desamor, salve minha mãe pai, ela precisa do seu amor e não do seu dinheiro, acorda para nós, sua família, seu sangue, chega de poder, dinheiro, vamos viver como seres normais, vamos fazer coisas simples como um jantar na varanda de casa, vamos jogar uma bola no campo de nossa casa, vamos para piscina e tomar um suco ou vamos passear em volta do lago. Veja quanto conforto tem em nossa casa, agora para quê?  Se minha mãe é esquecida dentro de um quarto em completa solidão, onde a depressão está consumindo-a e deixando minha mãe em completa tristeza. Pai pare e pense um pouco em nossa família, eu lhe peço seja um homem de família e um homem simples onde é capaz de enxergar as belezas que o dinheiro foi capaz de proporcionar ao senhor.”
Eu fui levado até minha esposa, onde encontrei uma mulher em completa tristeza, dor e solidão. Já se encontrava muito debilitada, onde pouco pude ajudar, nem com todo dinheiro que possuía fui capaz de salvar um “anjo”.        
Hoje estou aqui a procura do meu anjo para rogar o seu perdão. Depois de sua morte fui capaz de perceber como fui tolo e cruel com a minha amada mulher. Quero poder encontra-la e dizer como senti sua falta e através do seu desencarne fui capaz de renascer para uma nova vida e com outros valores. Fui um pai mais presente, um avô onde brinquei de bola no campo, nadei com eles na piscina e no lago pesquei enormes peixes com meu primogênito.
Foi no desencarne de um anjo que fui capaz de renascer para a vida simples de viver.  

Luiz Fernando.


            Psicografia recebida em  2018.
             Médium: M. Nicodemos

sexta-feira, 11 de maio de 2018



MÃE,  O  FABIN    VIVO

Mãezinha querida,
Sou eu, seu filho, aquele que nunca deixa de lembrar de ti e, ao contrário do que você pensa, não estou morto, mas vivo e, apesar das saudades de todos, sou feliz.
Ah, mãe! Como fui tolo nos dias em que vivi sobre a terra. Perdi tanto tempo com coisas que não deveria ter perdido, dei importância a tanta coisa que não valia a pena; enfim, agora não adianta dizer nada disso, o importante é saber que todos nós temos uma nova chance, um novo recomeço, e isso me alegra e me deixa em paz.
 Sei que muitas coisas passam por vossa cabecinha, mas, por favor, esvazia vossa mente de tantas preocupações que de nada valem neste momento, não tente entender o que houve, esqueça os inúmeros “SI” que sempre povoam sua cabeça. Não existe “SI”. Tudo foi porque tinha que ser; não fui antes da hora, não era muito novo, não. Eu, como aprendi aqui, parti no momento certo e esse momento só Deus sabe quando será.
Mas você, o que anda fazendo de sua vida...? Ah, mãezinha querida! Você precisa viver sua vida com toda felicidade do mundo, você também é muito jovem para deixar que as tristezas abreviem seu tempo.
Mãe, você tem a nossa família para cuidar, para dar exemplo. Você é a fortaleza desta casa. Então, não deixe para amanhã, comece hoje, abra um belo sorriso, abra toda a nossa casa, renove se achar necessário, mas, acima de tudo, seja feliz porque seu filho aqui está feliz e minha felicidade só será completa quando vocês todos sentirem-se felizes.
Diga a todos que os amo e que o Fabin tá vivo.

Saudades.

Fabio Luís.

Psicografi recebida em  2018.                                     
            Médium: Luciano C.

sábado, 5 de maio de 2018


PRESO  INJUSTAMENTE


 Inferno!
O que dizer sobre o inferno? Eu sei, pois que vivi longos anos da minha última existência em um. Vou contar-lhes o que passei e o que sofri.
Eu era casado, pai de dois filhos, tinha emprego, vivia modestamente, mas muito feliz. Morava em uma cidade de porte médio, onde as pessoas eram sempre apressadas e não se sabia nada de ninguém, por outro lado ainda existiam os que se conheciam principalmente na periferia.
Um certo dia foi encontrado o corpo de uma moça, foi assassinada após um estupro, essa moça era filha do meu patrão e eu como nesse dia estivera na casa dele prestando meus serviços de eletricista, fui o primeiro e infelizmente o único suspeito.
Como poderia está acontecendo isso comigo? Por mais que eu gritasse e esbravejasse para provar que eu era inocente ninguém acreditava. Fui recolhido a prisão, deixando minha família sozinha, desamparada e apontada nas ruas. Sem que pudesse fazer nada fui julgado e condenado por um crime que eu jamais cometi.   
Minha mulher diante aquela situação passou a sentir imenso ódio por mim e alimentava desse ódio os meus dois filhos. Sofri muito diante da atitude dela, era minha companheira, me conhecia tão bem, como podia não acreditar em mim.
 Hoje as coisas são diferentes, nesses casos através de exames conseguiria eu provar minha inocência, mas naquele tempo o que mandava era a evidência.  Minha mulher diante isso foi embora com meus filhos e eu nunca mais voltei a vê-los. Jamais consegui provar que era inocente, muitas vezes me desesperei, por muitos anos eu bradava que era inocente.
No entanto, quando fui recolhido ao presídio sofri coisas inimagináveis, humilhações sem conta, me envergonho só em pensar o que passei naquele lugar infernal. E assim os anos foram passando, depois de algum tempo a minha situação foi melhorando, já não sofria violências e ofensas. Outros eram presos e acabavam por ficar no meu lugar.
Eu que sempre fui uma pessoa religiosa, crente em Deus, fui perdendo a fé diante de tanta injustiça. Alguém pode imaginar o que é pagar por um crime que não se cometeu? Perder a família, o emprego e a dignidade? Sofrimento e dor me acompanhavam dia a dia, já não orava mais, imaginava que Deus havia se esquecido de mim.
Assim os anos foram passando, quando ganhei a liberdade já não era mais o homem que um dia, por uma infeliz coincidência, entrara naquele lugar, forte, saudável e com muita vontade de viver. Sai dali e não havia ninguém a me esperar, perdi tudo, estava velho, sozinho e sem ter para onde ir. Tentei de toda maneira conseguir um emprego, você já viu alguém dar emprego para ex-presidiário e ainda por cima morador de rua?
Acabei me acomodando e passei a viver de caridade alheia, quando ganhava dinheiro fazia refeição, às vezes o que ganhava mal dava para tomar um café com pão. No entanto eu nunca, nunca coloquei um gole de álcool em minha boca, graças a Deus tive forças de não me entregar ao vício tão comum aos que moravam nas ruas, que muitas vezes bebem para que não veja a vida passar.  
 Alguns anos passaram e numa madrugada fria de inverno, meu espírito era recolhido de volta a Pátria Espiritual. Acordei em um local limpo, estava deitado numa cama descente, meu Deus a quanto tempo não sabia o que era desfrutar do aconchego de uma cama. Achei tudo muito estranho, mas perante tantos carinhos e conforto logo me entreguei a nova situação sem questionamento, somente agradecido que Deus finalmente olhava pra mim, senti crescer de volta a fé que antes eu nutria em Deus. Ah como me sentia feliz! 
Posteriormente entendi que não tinha mais meu corpo, esse ficara na Terra. Com o passar dos tempos fui esclarecido e consegui entender o porquê de ter passado por toda aquela situação. Entendi que precisava passar por aquilo tudo, seria uma parte de acerto de contas de um passado de erros.
Hoje feliz aqui, entendendo, aceitando e agradecendo a Deus pelo que passe e me sinto muito bem. Agora trabalhando em presídios aí na Terra auxiliando aos que como eu estão presos por engano. Não pensem que hoje isso não ocorra mais, ainda existem muitos que como eu sofrem por uma condenação pelo que não cometeram. São tantos os que sofrem o que eu sofri.   
Irmãos que hora leem minhas palavras,  o, orem por eles. Peçam proximo,ofri. e como eu sofrem por uma condenaço de ca a fas perante tantos carinhos e conforto logo meajudem o próximo, tantos há que sofrem frustrações, injustiças e ingratidão, orem por eles e peçam em suas preces para que essas pessoas consigam passar pela provação com dignidade e sem perder a fé em Deus.
Muita luz.

Oswaldo.   

             Psicografia recebida em 2018.                                     
             Médium: Débora S C

sábado, 28 de abril de 2018


MATEI POR GANÂNCIA

          Voar, voar, é o que desejo. Amar, amar é também o meu desejo...
          Mas como aconteceu algo muito grave, foi-me cortado o vínculo da vida física e meus desejos desapareceram.
           Hoje desejo viver, viver. Mas como se o fio da minha vida foi-se cortado.
           Não me lamento apenas por isso, me lamento por mim. Tive todo o tempo do mundo e o desperdicei. Tive também um emprego digno que me dava o suficiente para viver, mas perdi a vida.
          Foi em um tempo remoto que nem mesmo eu sei dizer quando. Eu morava em um casebre muito pobre. Ouvi passos de cavalos e se me apresentou um cavaleiro muito nobre e esse cavaleiro pediu-me pousada. Mas qual o quê? Pousada em meu casebre? Eu não tenho nada, mas mesmo assim pedi que ele entrasse, fiz-lhe um café forte e pedi que retirasse o cassaco, que estava úmido para por perto do fogão para secar. Arrumei uma cama em uma enxerga e o cavalheiro dormiu.
         De manhã ao acordar ele já tinha ido embora. Saiu de mansinho para não me acordar, mas esqueceu uma bolsa com sua fortuna. Depois eu soube que o cavaleiro era rico, e havia saído de casa para comprar uma herdade. E eu achei sua bolsa em minha casa. Pensei: “vou ficar com ela e mais tarde vejo o que vou fazer.” Cavei um buraco no terreno ao lado e a enterrei.
         O cavaleiro voltou e disse que achava que havia esquecido a bolsa e eu disse que não estava ali. Ele insistiu e eu pedi e ele que revistasse tudo. E realmente ele não achou. Mas ficou desconfiado.
         Mais tarde enviou um capataz que me fez perguntas agressivas, me apertou de todo jeito para eu falar, mas eu não falei. Fiquei muito medroso que ele voltasse e ele voltou. Só que eu já havia posto um machado atrás da porta e eu o golpeei. Ele ficou ensanguentado e acabou morrendo. Eu sem saber o que fazer fiquei desesperado e me matei também.
        Entendo hoje que se meus sonhos não se realizaram é por causa desse meu passado.
        Hoje vejo com clareza que a gente não deve ser desonesta, não deve roubar e nem mentir porque nós ao assim fazermos estamos marcando nossa alma para sempre. Foi por isso que tanto sofri, foi por isso que aqui estou para alertar a todos que lerem essa pequena carta não cometam esses erros. Pra encontrarem a felicidade é preciso que sejam leais e pratiquem o bem. Não pela metade como pratiquei, mas por inteiro.
        Foi muito fácil para eu dar meu leito para aquele homem dormir e secar suas vestes. Mas muito difícil vencer a tentação do ouro, pela ganância, pela mentira e chegar a morrer e matar por causa disso.

        Chico. Um irmão que agradece pela oportunidade do desabafo.                                                                                   
                                                         
          Psicografia recebida em 2018.                                      
          Médium: Catarina.

sexta-feira, 20 de abril de 2018


SAUDADES  DOS  BEIJOS  DA  MAMÃE




Dor,  sinto muita dor, a dor da saudade. Queria ter a oportunidade de estar com os meus familiares, amigos e principalmente com a minha mãe. Sentir o seu cheiro, o colo, o colo macio, seus carinhos em minha cabeça e ouvir sua voz e sentir os seus lábios em meu rosto com seus beijos estalados e molhados, confesso que não gostava muito, lembro que sempre limpava, mas hoje daria tudo que não tenho mais para sentir seus beijos.
Sinto uma dor no peito que chego a ficar sem ar, se eu não estivesse morto talvez eu pensaria em perder a vida, mas já não posso mais. Como dói a dor da saudade. Hoje estou aqui com a permissão de amigos de luz, desconhecidos e anônimos e não sei o real motivo disso.
Eu agora posso dizer que a dor é bem maior, pois as lembranças estão vivas em minha memória, sinto vontade de chorar e gritar, mas uma coisa eu posso dizer, não trago mais a revolta. Estou sereno e agradecido pela oportunidade. Não conheço a Doutrina, não tenho conhecimento da psicografia que poderia expressar os meus sentimentos e que outra pessoa viva poderia sentir e ouvir, escrever exatamente o que digo, isso é incrível. Estou bem leve apesar da dor da saudade.
Eu desencarnei menino ainda, vitima de uma doença grave e desconhecida para a época em que eu vivi. Hoje tenho conhecimento porque fui esclarecido que “morri” a muitos e muitos anos. Fui envolvido por lamentos, me sentia um coitado, revoltado e não queria acreditar mais em nada, eu queria meus pais, minha vida. Era um menino sonhador, queria constituir família, ter filhos e esposa, ter um trabalho onde poderia ajudar meus pais e de repente fiquei doente e quase levei minha família para o buraco comigo, em dividas e tristezas. Nossa família era muito querida, recebíamos ajuda de todos financeiramente, com palavras amigas, carinho e muitas orações. Lembro de muitas reuniões religiosas em nossa sala e depois todos deixavam doações em dinheiro ou algum alimento, até mesmo biscoitos e balas para mim.
Chequei aqui e recusei todo o tipo de ajuda, não me reconhecia, pois não me sentia um menino e sim um rapaz com barba, eu me recusava, não me enxergava de forma alguma. Foi aí que fui levado para algum lugar, onde permaneci em tratamento, não sei qual, talvez dormindo, não trago lembranças, mas depois vim para esse local. Somente hoje sei que fui me recuperando de uma forma mais consciente e com muito carinho destes amigos estou aqui para relembrar dos doces e deliciosos beijos de minha mãe.  
Sinto saudades da senhora minha mãe e muita dor, mas hoje sei que foi para o meu crescimento espiritual que parti de uma forma tão dolorosa e prematura. Obrigado por todo o seu carinho e dedicação. Muito obrigado pelas suas lembranças, não esqueceu de mim em suas orações noturnas. Foi sua fé e seu amor que me resgatou do mundo da revolta.
Obrigado minha querida mãe.
Como dói a dor da saudade!

Humberto Luiz.

 Psicografia recebida em   2018.
             Médium:  M. Nicodemos.