sexta-feira, 15 de março de 2019


O  APEGO  A  PESSOAS  FAZ  MAL


  Apego, ah o apego! E não falo do apego material, do apego ao dinheiro. O apego que falo é o apego a pessoas.

Passo agora a contar-lhes a minha história. Conheci meu marido, o grande amor da minha vida, ainda muito jovem e logo nos apaixonamos, que amor sentíamos um pelo outro. Namoramos alguns anos e como meu amado desde bem jovem trabalhava com o pai em promissora empresa, logo tivemos condições de realizar nosso sonho. Casamos num dia lindo, pra mim o mais lindo que vivi.
Vivíamos felizes, muito felizes, logo alguns poucos anos depois nasceu nossa primeira filha, linda e muito amada. Alguns anos mais tarde Jesus nos presenteou com mais uma filha, tão linda e amada quando a primeira.
Que vida feliz tínhamos, eu vivia pelos três e meu marido sempre muito carinhoso dava-nos amor incondicional.
Devido ao trabalho na empresa tínhamos vida confortável, tínhamos condições financeiras que podia nos propiciar muitas coisas, viajamos com frequência e tudo era alegria e prazer.
Acompanhávamos o crescimento das nossas meninas. Eu poderia ter quem cuidasse da casa e das refeições, tinha sempre alguém a me auxiliar, mas mesmo assim fazia questão de estar no controle de tudo, cuidando com amor do meu companheiro e das minhas meninas que já se tornavam lindas moças. Mesmo com tantos anos juntos eu e meu marido vivíamos como eterno namorados.
E assim a vida ia passando.
Um dia tive uma dor de cabeça alucinante, nunca tinha sentido uma dor de proporção tão forte. Fui imediatamente levada a emergência de um hospital e após exames constataram que eu estava com um aneurisma e precisava de intervenção cirúrgica imediata. Consegui ainda que meio zonza entender a minha situação, via no olhar do meu marido um desespero muito grande e nas meninas um choro desesperado de medo, ainda consegui consola-los, dizer que logo eu estaria bem e que tinha certeza de que Jesus me restabeleceria a saúde.
Assim segui rumo a sala de cirurgia. Daí pra frente já não mais sabia de nada, perdi completamente a consciência. Tempos depois acordei em um quarto de hospital, vi uma enfermeira que me olhava carinhosamente, logo lembrei-me o que havia acontecido. E uma felicidade tomou conta de mim, então eu havia acordado e com certeza a cirurgia teria sido um sucesso, logo perguntei pela minha família e solicitei que eles fossem avisados que eu havia acordado e que viessem me ver. A enfermeira sorriu-me um tanto diferente e me disse que isso não seria possível, e de indagação a indagação acabei entendendo o que aconteceu. Tinha morrido! Não, não podia ser verdade, desesperada gritei, chorei e acabei adormecendo, e assim os dias foram se passando até que consegui entender definitivamente que nada mais podia ser feito.
Estava num lugar de tratamento e me convinha ficar ali, para que pudesse me recuperar, mas aí veio a saudade, o desespero e de repente me vi em minha  casa, via a tristeza e dor naquele ambiente antes tão feliz, vi os três juntos a falarem em mim e como seria a vida deles. Meu Deus, acho que foi o pior momento que vivi, resolvi então que eu ficaria ali, continuaria no meu lar com os que eu tanto amava.
Mas as coisas não funcionam assim e a cada vez que eu me aproximava do meu marido, ele ficava pálido e acabava deitado na cama sentido imenso mal estar. A mesma coisa acontecia com as meninas, elas eram invadidas por uma tristeza sem limites e eu cada vez mais apegada aquele ambiente que não mais me pertencia. Muitas vezes fui amparada e aconselhada por espíritos amigos a ir com eles a deixar aquela casa. Que dor sentia quando acontecia isso.
Até que algum tempo depois uma das meninas, a mais nova, entrou em depressão profunda para loucura da mais velha e do meu marido que já não sabiam mais o que fazer para que ela recuperasse. Ver minha menina naquela situação doía-me a alma.
Só depois de passar por isso, foi que resolvi atender aos apelos da minha vozinha que implorava para que eu a acompanhasse. Resolvi então seguir com ela e pude ver a minha filha se recuperando e a alegria devagar retornando na vida deles, mesmo com muitas saudades de mim.
Continuo amando-os muito, continuo recebendo dos três enorme amor e lindas preces que me reconfortam. Aí digo pra vocês, amar é muito bom, mas não com tanto apego, Deus tem planos distintos para cada um nós, eu regressei, mas eles continuam e precisam seguir em frente, o meu tempo com eles fisicamente acabou, mas a vida deles tem que seguir em frente.
Quanto sofrimento teria sido evitado se esse apego imenso não existisse.
Meus amigos o apego excessivo não é positivo não, somos seres individuais e temos que atentar para isso.
Quanto sofrimento, quanta dor passei por não entender isso.

Luíza.

           Psicografia recebida em 2019.                                     
            Médium: Débora.

sexta-feira, 8 de março de 2019





ERA TÃO  JOVEM PRA MORRER

Passei e como passei. Entre arranhões e solavancos passei a porta estreita. Tão estreita que eu seria incapaz de calcular que nela passaria.
Meus amados, meus amigos e parentes correram para me salvar, mas foi em vão. Rolei por tantos lugares que nem sei dizer, até que enfim me encontraram.
Eu estava muito mal, mas eu me via qual fosse alguém que não eu. Eu não era capaz de sentir mais meu corpo, no entanto eu o olhava.
Fui levado ao IML, e lá me reconheceram. Era incapaz, e sou incapaz de transmitir as sensações de dó e de pena que senti ao ver meu irmão reconhecer meu corpo. Eu morrera.
Sofri muito, porque era tão jovem para morrer. Tinha tantos planos, mas fui pego de improviso, não sei se pela morte ou pelas circunstancias de minha morte.
Sou hoje amparado por irmãos maiores que me amparam e acobertam, por isso tive a condição de aqui estar. Já estive aqui outras vezes, mas não tive como me comunicar.
Peço a vocês que sempre se lembrem de mim, não como alguém que falhou, mas como alguém que procurou acertar e não conseguiu.
Espero estarem mais conformados e peço perdão por algum deslize por mim executado, mas que lhes digo com sinceridade, sem intenção para tal.
Façam o que desejarem com alguma coisa que ainda restou de mim aí na Terra, mas eu peço que se for possível doem os meus pertences e ajudem alguém em meu nome para que eu possa me sentir melhor.
Mais uma vez me perdoem e Deus nos abençoe.

Luiz.   

(Assassinado aos 19 anos de idade).
                                                               
 Psicografia recebida em 2019.                                     
 Médium: Catarina.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019



QUEM PLANTA  COLHE
          Vale dizer que se nessa vida sofri e sofri muito.
          Nasci uma criança especial.
          Meus pais me abandonaram e fui adotada por um casal que me amou, mas sem condições de dar o que eu necessitava para ter pelo menos uma vida melhor.     
Morei em favelas, pois meus pais, por serem pobres precisaram ir pra lá.
Tudo me era negado.
Eu era uma rejeitada pela população e por isso minha mãe me ocultava de todos.
Havia uma senhora, talvez uma dama da caridade que ia de tempos a tempos nos ver. Trazia alguma coisa para nós, alimentos, roupas,...
Um dia, eu calculo que eu já era uma pessoa adulta e não muito nova, acordei com uma sensação de estrangulamento. Não podia falar, nem engolir. Eu nunca falei nesta vida, mas gritava e minha mãe entendia. Nem isso eu podia fazer. O ar me faltava. Aquela senhora nossa benfeitora chegou e se alarmou.
Tomou as providencias e me levou ao hospital.
Lá eles me entubaram e me medicaram. Acho que fui para um lugar reservado, porque ninguém podia me visitar. Talvez uma UTI.
Lá eu morri.
Senti uma libertação, pois eu simplesmente me sentia livre daquele corpo horrível que me fazia sofrer e fazia com que todo mundo se horrorizasse de mim.  
Sente uma sensação de leveza e hoje estou bem.
Quero comunicar com meus pais e agradecê-los o que fizeram por mim.
Quero agradecer a vocês que aqui estão e dizer que é através dessa caneta que posso falar.
Nessa encarnação não fui alfabetizada, mas fiquei sabendo que em outras eu era professora.
E professora de quem? De pessoas especiais como eu fui, só que eu não tinha nem um pouquinho de compaixão por eles. Eu os suportava...
Está explicado o porquê de minha vida.

Eurides.
                                                      
 Psicografia recebida em 2019.                                     
 Médium: Catarina.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019



SEXO, DROGA  E  SOFRIMENTO


Sofrimento na carne e agora sofro em espírito, onde e como posso estar em algum lugar que eu sinta paz e não dor?
Onde eu possa ser feliz e extremamente curado de minhas chagas fétidas?
Tudo ao meu redor é triste e quando fecho os meus olhos o meu tormento ainda é pior, posso ouvir outros lamentos e ranger de dentes, gritos de socorro e principalmente o choro de mães a procura de seus filhos queridos, que é muito triste, digo que é o mais torturante para mim, é como se minha mãe me chamasse todo o tempo, como ela fazia a tempos atrás em que eu vivia uma vida de ilusões e enganos, onde tudo parecia possível e o poder era um sentimento que me deixava totalmente entregue e vulnerável.
Sinto arrependimento bem lá no fundo do meu coração, mas sei que viveria tudo novamente, pois era uma vida louca, onde não havia regras e sim a luta pelo poder e luxúria.
Sei que estou nesta condição devido o mal uso de minha vida promíscua e sem limites, drogas, sexo e tudo que me era possível, onde fiquei doente e fui deixado para trás em minhas conquistas e fui deixado também por falsos amigos.
Minha mãe e o meu abnegado pai com seu orgulho, que diante de um filho perdido, foi ao encontro dele, não havia lugar para tal sentimento, somente piedade.
Quando desencarnei? Já faz umas décadas, sim, são décadas e o estado que cheguei na espiritualidade foi de dor e perseguição de minhas vítimas, familiares que me culpavam, mulheres que enganei com amores impossíveis e todo tipo de abordagem, onde quase fiquei louco, é louco estar aqui também.
 Pra mim não faz muito sentido estar aqui, pois acredito que eu não tenha mais nenhum membro de minha família reencarnado, mas faz parte do tratamento neste momento, pois me sinto bem e não é tão torturante para mim tais lembranças.
Meus pais dedicaram suas vidas aos meus cuidados até o meu desencarne, e foi através de suas orações e amor a mim, que recebi a misericórdia de Deus.
Desencarnei com o vírus HIV, fui umas das primeiras vítimas, onde sofri muito e hoje sei que esta doença veio para que eu não fosse ainda mais afastado de Deus com os meus atos.
Estou aqui pensando um jeito de me expressar, mas fui tão louco e não havia Deus em minha vida, não havia uma luz e se houve eu não tinha a sensibilidade de ver.
Estou em tratamento, ainda não estou preparado para deixar todo o apoio, sinto que sou ainda uma presa fácil para a vida desleal e mentirosa.
Um grande abraço e muito obrigado por esta oportunidade.

Fernando Júnior.  
   
 Psicografia recebida em 2019.
             Médium: M. Nicodemos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

ENVELHECENDO


De um minuto para outro despertamos e nesse despertar a primeira grande sensação de que estamos envelhecendo, nos olhamos no espelho, mas afinal na imagem refletida estamos sim com algumas rugas a mais, o frescor da juventude já não existe mais, a alegria de outrora também não é mais a mesma, mas... Será isso o pior de envelhecer?
Não, com certeza não é, já que podemos enxergar beleza própria de cada idade, e a maturidade também tem lá seus encantos. Muitos também podem amenizar essas “marcas” com procedimentos estéticos, mas... Sentir que estamos envelhecendo vai muito além das rugas que teimosas nos marcam as expressões.   
Despertamos para a nova realidade quando percebemos que muitos afetos não estão mais conosco, olhamos para trás e dos nossos pais só nos resta a lembrança de tempos felizes, percebemos que nossos irmãos já não estão mais todos por aqui, uns já fizeram a viagem de volta, os que aqui estão, assim como nós também já estão com os cabelos embranquecidos pelo tempo, isso sabemos que tem jeito,...
Percebemos que envelhecemos quando os filhos vão um a um saindo da casa que os abrigava com tanto carinho, é a ordem das coisas, cada um indo “cuidar da vida”, ganhar o mundo, aí olhamos para nosso lar, antes com pouco espaço, agora com espaço sobrando.
Percebemos que estamos envelhecendo cada vez que nos despedimos definitivamente no plano físico de um amigo querido, de alguém que compartilhamos nossa infância e juventude...
Percebemos que estamos envelhecendo quando vamos que de tempos em tempos, e as vezes em pouco tempo, perdemos mais um ente querido...
Percebemos que estamos envelhecendo quando ouvimos mais noticias de doença entre os da nossa idade, a tempos atrás as noticias eram que uns estavam na faculdade, outros se tornavam pais, e alguns estavam casando, agora nessa fase as noticias da nossa idade são bem diferentes, alguns se tornaram avós, mas também estão sofrendo de algumas dores da idade, e muitos precisaram de algum tipo de tratamento por algum incomodo que antes nem se imaginava que existisse.
Percebemos que estamos envelhecendo também pelo numero de vezes que tristemente levamos mais um a sua última morada terrena, podemos perceber que antes quase não íamos ao cemitério, mas agora frequentamos esse triste lugar com mais frequência. Mesmo sabendo que ali só está o corpo físico, que o espírito vai muito além disso e nós ainda extremamente apegados a tudo de material sofremos...Mesmo sabendo que um dia estaremos nos reunindo a esses afetos o coração ainda dói com a ausência de tantos a que nos deixaram...
Enfim, envelhecer é sempre perder? Perde-se a beleza, o vigor? Sim, mas ganha-se em experiência, em sabedoria... Mas percebe-se que com todas as perdas e ganhos o que fica de mais concreto nesse envelhecimento é a saudade, parece que a palavra velho é igual a palavra saudade.
E assim seguimos em frente, na certeza de que estamos a cada dia mais próximos de envelhecer, de sermos a cada dia mais saudosos.
Se nascer faz parte da vida, envelhecer é a consequência dela, aproveitar cada fase com alegria, vivendo cada dia de uma vez e encarar com naturalidade todo esse processo.
Assim seguiremos... Percebendo que estamos envelhecendo.

Pelo Espírito Otávio.

Psicografia recebida em 2019.                                     
            Médium: Débora.

sábado, 2 de fevereiro de 2019



MINHA MÃE, MEU ANJO



Em meio a tanta escuridão, tanta dor e desespero lembrei-me da minha mãe. Busquei as lembranças mais remotas da minha longínqua infância.
Um filme passou em minha cabeça, me vi menino, deitado na minha cama no quarto que eu dividia com meu irmão. Vi minha mãe se aproximando, me aconchegando as cobertas e falando: “Meninos agora é hora da nossa oração, vamos orar a Jesus agradecendo pelo nosso dia e pedindo que nos dê uma noite tranquila de sono. Vamos agradecer por tudo de bom que temos, pela nossa mesa farta, pela nossa saúde e pela nossa família. Depois fazíamos a oração do Pai Nosso”.
Remexendo nessas lembranças comecei a orar como outrora, sentia que o quê eu dizia saía do meu mais profundo ser. Orei com fervor, imediatamente senti que mãos me tocavam, abri meus olhos e vi uma luz maravilhosa que irradiava daquele ser angelical, ah a luz, quanta luz, tudo era escuridão, somente escuridão a minha volta, aquela luz doeu-me os olhos ofuscando-os.
Aquele ser angelical era minha mãe, que me viera resgatar daquele sofrimento, dor e escuridão, minha mãe estava ali na minha frente a convidar-me a ir com ela, que a hora do meu sofrimento se findava, que o socorro houvera chegado, que eu confiasse e a seguisse.
Ajoelhe-me diante dela chorando e como uma criança fui por ela aconchegado. Me deixei levar naquela paz e entreguei-me por completo, me senti adormeci. Assim fui socorrido.
Meu Deus como fui feliz naquele momento, quando acordei daquele pesadelo em que vivi por tanto tempo, como uma simples oração me fizera tanto milagre.
Mãe querida como te agradeço por não ter nunca desistido desse filho ingrato, desse filho que tanto errou. O tempo passou e a minha vontade de ser melhor ia sempre ficando pra trás, até que não mais me foi possível mudar, a morte me abraçara e com ela carreguei todos os meus erros e com eles meu remorso. Como sofri!
Se pudesse voltar no tempo tudo seria muito diferente, com tudo o que aprendi, com tudo o que hoje sei, minha vida teria sido outra.
Me preparo agora, depois de longos anos de aprendizado, para um novo mergulho ao corpo carnal. Terei por mãe outra pessoa que me aceitou com muito amor. Minha mãezinha querida vai ficar daqui velando por mim, prometeu-me ajudar para que dessa vez eu não me perca e que consiga colocar em pratica tudo o que eu aprendi por aqui. Foram longos anos de preparação, espero sinceramente conseguir realizar o que não realizei da ultima vez.
Sei que quando mergulhamos no corpo carnal nos esquecemos, por hora, o que aqui nos foi ensinado, conservamos apenas ligeiras lembranças, esquecemos as promessas que aqui fizemos, mas espero que dessa vez se eu falir que pelo menos seja menos, mas tenho muita fé de que farei o melhor uso possível do meu livre arbítrio.
Que Jesus me abençoe, peço a Jesus nos abençoe nesse novo corpo que servirá de morada para esse espirito que tanto errou.  
Obrigado mãe querida por tanto o que fez e continuará fazendo por mim. Agradeço também a minha futura mãe por abraçar essa missão de me conduzir no caminha do bem com tanto amor. Sei que conto com esses dois espíritos para me ajudar, mas sei também que minha vitória dependerá somente de mim. Sigo em paz e com muita esperança de um futuro de muitas realizações.

Genival.
                                                              
Psicografia recebida em 2019.                                     
            Médium:  Débora S. C. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019



REENCARNAÇÃO É FATO


         Quando criança eu brincava com pedrinhas na varanda da minha casa. Meus pais sempre atentos e zelosos me olhavam sorrateiramente.
         A casa era uma fazenda com uma grande varanda circundada de lindas flores que entrelaçavam nas grades.
         E eu brincava inocentemente. Foi quando, não sei de onde surgiu uma serpente que me picou num relance. Apenas senti uma picadinha em minha mão direita. Comecei a chorar, minha mãe veio e não atinou no que havia acontecido. Ninguém suspeitou que eu estivesse picada por uma víbora. Comecei a me contorcer e a ter convulsões. Fiquei muito mal, quando entrou um senhor que falou para os meus pais que eu estava, ou melhor, fui “ofendida” por uma cobra.
        Não teve solução porque o veneno já estava em meu corpo todo.
        Eu via tudo que acontecia e eu tinha só cinco anos de idade. Faleci.
        Fui levada para o mausoléu da família na cidadezinha próxima.
        Meus pais ficaram desesperados e resolveram se mudar. Eu era filha única.
        Depois se mudaram para a cidade, pois acharam que eu havia morrido por falta de recursos na roça, minha mãe tornou a engravidar de um menino que eu     (na erraticidade) o chamava de Nonô. Esse menino cresceu, tornou-se um rapaz e se casou.
       Meus pais eram idosos e moravam com meu irmão Nonô e sua esposa, pois não tinham como porem outra pessoa para cuidarem deles.
      Meus tios moravam em uma fazenda, não longe daquela em que fui picada pela víbora. Tinham um filho que se casou e não tinha filhos.
       Certa feita, eu ainda na erraticidade, fui chamada ao setor de reencarnações e me foi proposto uma nova encarnação como neta desses meus tios. E eu aceitei. Vim novamente a esse mundo, e quando tinha 16 anos, o filho de Nonô me foi apresentado a mim, reencarnada, como prima.
       Nos enamoramos e casamos.
       Hoje, na erraticidade, eu cuido dos avós de meu esposo que ainda idosos não me reconhecem, mas os amo e cuido deles com todo amor, pois na realidade não são só avós de meu esposo, mas também meus pais, e meu marido foi meu irmão em reencarnação pregressa.
       Conto toda essa historia para concretizar a ideia da reencarnação que não é uma ideia, mas um fato verídico.
       Amo meus pais, amo meu esposo e amo a espiritualidade que aqui me trouxe.
       Obrigada.
       Amo vocês.

       Victoria.
                                                                    
       Psicografia recebida em 2018.                                     
       Médium: Catarina.