sexta-feira, 14 de setembro de 2018


DESCULPAS AMADOS FAMILIARES

Eu não sabia que ia causar tanta dor meus queridos. Quando resolvi acabar com a minha existência não tinha noção da dor de meus pais e irmãos.
Eu não queria fazer ninguém sofrer, eu só queria ser livre e não gostava da vida que vivia, e não conseguia enxergar novos rumos e me perdi na dor e na depressão, mas fui totalmente egoísta, não passou pela minha cabeça que era amado e que poderia causar tamanha dor.
Eu, eu e eu só tinha um pensamento egoísta sim, pensava em sair e acabar comigo, então resolvi e comecei a planejar tudo com muito cuidado e não queria sofrer numa tentativa invalida, gostaria que tudo saísse perfeito, já era uma característica minha ser, eu era,  ou melhor sou ainda perfeccionista.   
Calculei tudo com todos os detalhes possíveis e só faltava escolher o dia, eu não pensara em outras possibilidades, quando eu decidi acabar com a minha vida parei de pensar em outra atitude que não fosse o suicídio.
Veja bem, como hoje já mais esclarecido e podendo estar aqui relatando um pouco do que vive, vejo que entrei numa sintonia negra. Como deixei levar por pensamentos ruins, desânimo, e principalmente um sentimento de incapacidade? Me sentia o pior dos homens, um fracasso de pessoa. Como filho, um ser inútil, todo que fiz foi gastar o dinheiro do meu pai. Na vivência fui falência total, nos estudos sempre com muitas dificuldades e com as mulheres sempre vivendo amores platônicos, eu era um horror, um desastre em pessoa.
Um dia ouvi minha mãe falando a meu respeito com o meu irmão Luciano, este mais jovem do que eu, um rapaz sensato, lúcido, idealista e responsável. E minha mãe lhe disse: “O que teria acontecido com Joel, onde ela errou, pois sua vida passa e ele não consegue seguir, acaba da mesma forma que começou, acaba simplesmente. Luciano deixei passar a responsabilidade ou dei muitas oportunidades para ele, sem que lutasse pelos seus ideais. Me sinto culpada quando vejo ele vivendo um mundo de possibilidades irreais que só deu certo em sua cabeça.”
Vi que não teria mais jeito e que não poderia mais dar esse tipo de preocupação para minha mãe.
Marquei o dia e pronto, tirei a minha vida e fiquei ali junto deles. Não fui resgatado e nem perseguido por inimigos, fiquei todo tempo do lado da minha família e pude ver, sentir e sofrer com eles a dor de perder um querido e amado membro de uma família.
Não sei dizer quando tempo fiquei do lado dos meus, quanto tempo durou o luto, mas só sei dizer o quanto sofri por ter causado tamanha dor aos meus amados familiares.
Deixo aqui o meu pedido de desculpas e perdão a todos vocês meus queridos.  

Joel Silveira.  

Psicografia recebida em 2018.
          Médium: M Nicodemos.  

sexta-feira, 7 de setembro de 2018



ASSASSINO DE MIM MESMO


Venho aqui agradecer a infinita misericórdia de Deus, como me sinto agradecido a Ele, eu um assassino de mim mesmo. Hoje depois de tanto sofrimento me sinto leve e até feliz, feliz porque me encontro em reeducação, muitos erros cometi e pior deles, tirar minha vida por fraqueza, por covardia... Passarei agora a contar minha historia.
Estive por um tempo que não sei precisar, em lugar de muita dor e sofrimento, lugar escuro e lodacento, sem que o raio do sol se faça presente para iluminar a dor de todos os que ali têm a infelicidade de estar. Os dias são sempre noites infinitas, quando eu estava lá não sabia quem eu era, vivia numa mesma triste cena, um corpo caindo, a fração de tempo pequena era infinita numa cena única, me via me jogando de um lugar alto e me arrebentando no solo, essa cena se repetia e repetia infinitamente...  
Quanta dor experimentava minha alma aflita. Tudo era dor e solidão. Não sei quando nem como eu finalmente adormeci, assim como não sei por quanto tempo estive adormecido, sei que um dia abri meus olhos e a luz agora se fazia presente, o lugar era iluminado por raios solares, o ambiente limpo e eu estava deitado em uma cama confortável.
Nesse despertar comecei a me lembrar, sim, eu havia acabado com a minha vida, lembrei quem eu era e o porquê havia feito aquilo, quanta tristeza e arrependimento senti, que bobagem fizera, quis punir alguém e o maior punido tinha sido eu mesmo, e por motivo tão banal, que arrependimento...
Chorei muito, sofri de dor e remorso, mas estava ali naquele lugar aconchegante, lembrei de onde estava antes de adormecer, senti um frio percorrer todo o meu ser, um pavor, medo de voltar para onde eu estava, não suportaria!
Nesse momento uma luz muito grande se fez presente, e uma mulher em forma de anjo se apresentou a mim, aquele olhar ao tocar o meu fez milagres em mim, me senti envolvido em uma enorme paz, era nesse momento a misericórdia de Deus se apresentando a mim, estava sendo socorrido, senti vergonha, mas me deixei levar pelo olhar bondoso que me acariciava o ser tão dilacerado pela dor.
Fui acolhido, aceitei a ajuda, fui resgatado, e assim estou hoje, em processo de reeducação, preciso aproveitar essa bendita oportunidade que recebi, agora aprendo a valorizar a vida que um dia desprezei, aprendo a valorizar tudo o que tive e eu não dei importância.
Por isso agradeço a Deus, agradeço por ter me tirado daquele lugar e por me fazer entender o quão leviano eu fui, se tive a alegria desse resgate é porque Deus se apiedou de mim. Agora sigo aqui aprendendo e agradecendo, e espero me fazer merecedor da misericórdia que Deus teve comigo.
Estou tão feliz, hoje enxergo a luz depois de tanta escuridão. Sai de um lugar de lodo, sofrimento e dor. Que Deus continue a me auxiliar e eu possa vencer essa fraqueza, essa covardia que fiz a mim mesmo, tenho fé e esperança que tempos melhores virão e que eu poderei mostrar a minha gratidão, regressando à carne e sabendo respeitar o dom da vida.

Ricardo.

           Psicografia recebida em 2018.                                     
           Médium: Débora.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018



MATEI-ME, MAS NÃO MORRI

         Certamente todos que ouvirem minha narrativa vão me censurar, me acusar.
         Não sem que eu me justifique.
      Já não tinha nada a perder, pois já tinha perdido tudo, até minha dignidade. Nenhum homem suporta o peso de uma censura, de uma acusação. Apesar de ninguém dizer uma palavra sequer, minha consciência me acusava. Eu não pude resistir. Pensei em desertar, pensei em sumir, mas não ia adiantar, pois iam me encontrar.
       O céu para mim não era mais azul como na minha adolescência, nem os dias claros de minha infância.
       Tudo parecia nublado em minha mente, não havia solução. E então resolvi desfechar o golpe derradeiro: “acabar comigo mesmo, me matar”.
          E eu o fiz com uma frieza e uma decisão tão firme, que hoje eu não sei como tive coragem.
         Eu não suportava a ideia de matar um animal sequer, nem que fosse para matar a fome. Mas me matei.
         Vivia muito calado e acabrunhado. Aquela ideia não saia da minha mente, e mesmo depois de morto queria acabar comigo, mas não acabava. Porque na realidade eu me matei, mas me sentia vivo. Tinha ódio de mim mesmo. Porque viver? Mas vivia. Era um sofrimento atroz porque os ferimentos doíam, e como doíam. Sangravam e sangravam. Minha cabeça era como um trovão, e um relâmpago passava em minha visão.
         O que fiz meu Deus? Eu não sabia mais de nada... Será que fiquei doido? Hoje sei que sim, pois em sã consciência jamais alguém faria o que fiz. Mas acontece que me sentia realmente vivo e sofria porque eu não morrera.
        Vaquei, andei, gritei, tampei os ouvidos, mas não conseguia estancar o sangue que saia da minha cabeça.
         Venham me ajudar! Gritei um dia, depois de muito sofrimento.
        E uma pessoa, simples, na capa de um mendigo se aproximou e com a beira de sua veste rasgada me enrolou e me carregou.  Me levou à sua choupana e disse:
 “Vou te ajudar, porque você fez essa ação inconsequente levado por irmãos ignorantes e desejosos de sua queda. Você não foi bastante forte para resistir à influência deles. Vou deixar você aqui e pedir socorro a irmãos maiores, porque é a única coisa que posso fazer no momento. Beba um pouco d’água e durma.”.
         E dormi. Quanto tempo? Não sei.
       Acordei muito depois em um lugar amplo, numa maca sendo conduzido por enfermeiros atenciosos, que já haviam feito um curativo em minha cabeça e me levaram a um hospital, “hospital público”, mas muito limpo, porém onde ficavam pessoas que como eu atentaram contra a vida, mas em vias da recuperação.
      Coisas muito tristes, que não quero e não posso narrar. Mas foi lá que encontrei a paz. Estou assistindo filmes de valorização da vida, que me fazem ir às lágrimas, e que me dão a vontade de voltar atrás para recuperar o tempo que perdi.
    Vou ser transportado para outro lugar onde poderei ser útil, mas só quando estiver totalmente recuperado.
        
        José da Silva Filho.
                                                                      
       Psicografia recebida em 2018.                                     
       Médium: Catarina.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018


EU QUERO UM JARDIM


Quero ficar num lugar calmo, sem gritos e lamentações. Quero ver um lindo jardim com crianças brincando, senhoras colhendo flores, quero ver árvores gigantescas com frutas e flores. Não quero ficar onde estou, aqui é frio, escuro e tem muito choro.
Eu pensei que quando morresse iria para um paraíso, com direito ao descanso eterno. Como fui tolo em acreditar em lugar de tamanha beleza e encantamento. Deixei-me ser conduzido a um ideal onde só encontrei dores e ranger de dentes.
Fui trazido até aqui por tanto pedir misericórdia e perdão, tirei minha vida por um capricho banal e fútil, sou muito descrente de Deus, não acreditava que uma simples oração fosse me ajudar em meus problemas íntimos.
Sempre quis uma vida fácil, sem trabalho, mas gostava de ter coisas lindas, roupas, perfumes, sapatos e cobrava de minha mãe. Cheguei a dizer coisas horríveis para ela e minha mãe era uma guerreira que trabalhava como cozinheira em uma grande casa, com pessoas de grandes posses e muito ricas.
Minha mãe sempre trazia roupas doadas para mim, eu aceitava, mas não me convencia de que eram roupas usadas que queria usar. Eu queria mais e mais. Até que um dia resolvi trabalhar nesta mesma casa como ajudante do jardim, uma profissão pequena e sem importância. Fazia o que tinha que ser feito, mas sem nenhum interesse de minha parte em fazer o meu melhor.
Um dia uma linda moça veio até o meu encontro e perguntou: “Você Gabriel é um rapaz muito bonito e tem mãos boas para cuidar de meu jardim, vejo que as mudas que plantou semana passada estão fortes e querendo desabrochar para nos encantar com sua beleza e cor. Tenho uma pequena propriedade em lugar um pouco distante daqui, onde gostaria que você cuidasse para mim, você aceitaria?”. Pensei em não aceitar, sair de minha casa para viajar todos os dias e ainda cuidar de jardins? Não sei, gostaria de pensar um pouco mais e darei a resposta amanhã, você se importa? Perguntei.
Passaram uns dias ela veio ao meu encontro e eu aceitei ir morar em sua pequena propriedade. Esses dias em que fiquei pensando, comecei a desejar a pequena propriedade, comecei a ver uma possibilidade de ficar com essa linda e inocente dama, minha mente não parava de pensar até que cheguei finalmente a me casar com a pequena dama.
Fui um homem cruel e fiz tanta maldade que ela ficou louca e se suicidou, eu fiquei com toda a sua fortuna, mas enlouqueci, não encontrei a minha paz, fui ficando cada dia mais triste e por onde eu ia conseguia vê-la com seu sorriso, gentileza e o seu olhar meigo para mim, eu conseguia sentir o seu amor e  a sua confiança que ela tinha por mim. Não tive como viver mais naquele lugar e fui para cidade.
Na cidade logo encontrei um vicio, onde me deixava um pouco mais calmo, que era a bebida. Até que um dia fui encontrado em lugar escuro e sombrio, e hoje me encontro aqui em busca de um lugar lindo, onde eu possa plantar uma nova história de vida que possa florir lindas rosas vermelhas como os lábios de minha amada Julieta.
Eu amava a minha pequena dama, não tinha conhecimento desse sentimento, só depois da morte que fui capaz de reconhecer.
Sinto muito...

Gabriel Lima.        
                                                             
Psicografia recebida em 2018.
             Médium: M. Nicodemos

sexta-feira, 17 de agosto de 2018


MÃOS VAZIAS

Através dessas linhas que hora escrevo pretendo contar-lhes um pouco das duas últimas encarnações.
Começo então pela penúltima, eram os anos de 1800, por essa época nascia em uma grande fazenda de café, no interior do Brasil, cheia de vida e saúde dava meu primeiro suspiro de retorno à carne. Tinha tudo pra ter sido útil e feliz, mas me entreguei a inutilidade e a proporcionar a infelicidade daqueles pobres negros que viviam nas senzalas insalubres das fazendas do meu pai.
Não sei porque tinha tanto ódio meu coração tão jovem, me comprazia em ver aqueles pobres negros sofrer, era como se a dor deles me desse enorme prazer, minha crueldade era tanta que sentia prazer em ver aquelas costas serem rasgadas pela chibata do feitor, homem  rude e de maus modos.
Passei por essa encarnação só prá ser servido e fazer o mal, não consigo me lembrar de uma única vez que tenha sido boa à alguém, uma única vez que tenha feito alguém feliz. Casei com homem igual ou pior que a mim mesma, casamento arranjado, nunca conheci amor, nunca amei, nem mesmo ao meu único filho. Nunca consegui amar aquele ser, logo após o nascimento já foi entregue as muitas amas que ali viviam, jamais tive para com ele o menor gesto de carinho, nunca o aconcheguei em meu regaço, jamais lhe ofereci o alimento que jorrava dos meus seios. Ele foi crescendo e se tornando um lindo rapaz, mas para mim não fazia diferença, como fui má. Não cativei nem o amor do meu filho que por isso nunca me amou como se ama a uma mãe, era-me completamente indiferente.
   Os anos passaram, não cheguei a envelhecer, uma enfermidade me levou de volta à Pátria Espiritual, lá cheguei com as mãos vazias, vazias de tudo. Voltei carregando comigo o ódio daqueles pobres negros que muito comemoraram a minha morte.
Mais uma vez o tempo passou, muito sofri e muito aprendi, novamente chegou a hora de novo mergulho na carne, pensava em ser pelo menos um pouco melhor dessa vez.
Volto então a minha última encarnação. Não nasci em família muito abastada, mas com condições suficiente para que nada me faltasse, teria aí chances de através do meu esforço conseguir vencer financeiramente e moralmente, da mesma forma que me foi dada condição de ter escola, tive em casa na escola do lar mãe amorosa que ensinou a amar a Deus, ser caridosa e fazer o bem. Ela tentou, eu infelizmente não aprendi.
Era inteligente e logo me destaquei nos estudos, me formei, tive uma profissão e me casei com homem de posição, era bela, inteligente, interessante, tinha dinheiro e recebi ensinamentos, enfim tudo para viver bem e fazer o bem. O que fiz? Mais uma vez tudo errado.
Menosprezava os que tinham condições inferior a minha, não gostava de me misturar com empregados, jamais pratiquei a caridade, achava que a tudo e todos se comprava com o dinheiro. Dessa vez aprendi a amar, mas só os meus, queria ver meus filhos bem, o resto não me importava. Nunca pensei em ajudar a ninguém, achava que quem não conseguia sucesso financeiro era porque não tinha coragem, a todos julgava, achava que se não conseguiam é porque eram preguiçosos, porque faltava-lhes coragem, nunca pensei que pudesse ser por falta de oportunidades.
Pensava na minha aparência, nunca me conformei com o fato de estar envelhecendo, cada ruga que marcava meu rosto representava enorme tristeza para minha alma extremamente fútil. Outra vez ele, o tempo, passou e eu idosa, demente regressei à Pátria Espiritual. Mais uma vez retornei de mãos vazias!
Meu Deus aqui estou à tantas décadas, tanto tenho aprendido, e tanto medo sinto, vejo que em breve devo estar sendo chamada a nova experiência na carne, o que fazer? Preciso dessa oportunidade, não posso mais falhar, sei que a natureza não dá saltos, mas preciso dar um salto na minha triste existência, não posso mais voltar de mãos vazias.
Quanta vergonha e medo sinto quando olho minhas mãos, vergonha do que não fiz e muito medo do que vou fazer, mas uma coisa eu tenho certeza, não quero, não devo e não posso mais trazer as mãos vazias.

Meu nome? Prefiro não dizer!
Mãos vazias.
               
Psicografia recebida 2018.

            Médium:Débora S C.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018


O CÂNCER ME CONSUMIU


          Jesus sofreu, eu também sofri. Estava consternado com meu sofrimento. O câncer corroia-me não só meu corpo físico, mas também minha alma. Eu ainda me considerava tão jovem para morrer...
         E como sofri, cada sessão de quimioterapia e radioterapia eu ia ciente que melhoria, mas qual o que? Eu só piorava. Tinha dias que eu sentia uma pequena melhora, mas depois tudo voltava ao início.
         Meus familiares cercaram-me de carinho e dedicação. Foi uma dádiva. Até aqueles que eu achava que não me tinham muita consideração, se cercaram de mim. Faziam-me vistas tanto em casa como no hospital.
         Devo nesse momento fazer um agradecimento a meus médicos e aos enfermeiros que cuidavam de mim com tanta dedicação.
         À proporção que meu corpo se tornava debilitado, minha alma se rebustecia. Nos meus sonhos eu estava sadio. Sentia-me jovem e forte como nos velhos tempos. Mas ao acordar eu sentia as dores e a aflição.
         Meu corpo já não correspondia aos meus desejos simples de ao menos me assentar na cama. Tinha que ser ajudado. Já não podia fazer quase nada.
         Um dia vi aproximar-se de mim muitos irmãos que eu pensei serem evangélicos. Muitos felizes, falantes. O mais idoso, que achei ser o pastor se aproximou de mim e disse: “Chegou a hora, vamos liberta-te e levar-te para um lugar onde vais ser curado de teus sofrimentos. Ajuda-nos com seus bons pensamentos, pois irá torna-te mais leve. Vamos meu irmão.”    
          Eu quero despedir dos meus, da minha filha, de meus netos, dá-me essa oportunidade, respondi.
          E eles disseram: “Sim despeça.”
           E em espírito beijei a cada um deles. Eles não estavam presentes e eu não sei como percorri a distância que nos separava. Beijei-os, agradeci-os. E me fui, levado por aqueles irmãos que de uma forma desconhecida me auxiliavam apenas com as mãos.
          Só sei que fui “transportado” a uma distância incalculável. Fui ficar em lugar de muita paz. Um hospital que tinha jardins que exalavam perfumes de flores que eu desconhecia também.
           Hoje após esse tempo, sinto-me recuperado. Já posso, de meu lado, auxiliar aos que como eu padecem de câncer.
          Eu hoje agradeço a Deus a oportunidade de estar aqui nesta reunião, participando ativamente e deixando o meu testemunho de que a “morte não existe”. A felicidade é conquista nossa.
          Obrigado irmãos, muito obrigado.

           Anselmo.
              
            Psicografia recebida em 2018.                                     

            Médium: Catarina.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018



A PEQUENA GUERREIRA

Num momento tão lindo de minha vida eu fui comunicada através de médicos que minha filha tinha uma grave doença pulmonar. Eu com minha fé fui atrás de tratamentos com os melhores médicos. Tentei passar para minha pequena confiança e coragem, mas no fundo do meu coração estava descrente e sem animo para cuidar e já estava sem esperança de cura.
 Vi minha pequena emagrecer, cair os cabelos e ela com sua inocência e acredito que Deus protege intensamente as crianças, pois para ela parecia tão simples, tudo que se passava somente ouvia dela um leve choro quando os medicamentos eram venosos e como toda criança quando vê uma agulha se espanta e chora, mas ela tinha um olhar que dizia: “Tenha calma mamãe, não sofra tanto assim!”. Crente chego a ver esse olhar neste momento e quantas saudades tenho de minha pequena.
Eu sentia que ela sabia da gravidade de sua enfermidade, mas sempre mantinha a calma e com um sorriso no canto da boca dizia: “Vamos curti este momento mamãe!”.
Mas infelizmente o meu sofrimento passou a ser maior que o dela. Fui levada pela tristeza, fui totalmente covarde diante do sofrimento de minha pequena. Vi que estava doente também, num momento em que eu deveria estar forte, mostrando fé, esperança e confiança nos médicos, acabei sendo totalmente engolida pela depressão.
 Meu estado de saúde se agravou. Fui colocada em hospital psiquiátrico e minha família ficou responsável pela minha pequena. Muitas vezes fui vê-la no hospital sempre acompanhada por um enfermeiro ou médico, eu quando olhava para ela podia sentir e seu olhar o que ela queria dizer: “Mamãe tenha confiança e coragem!”, minha pequena era guerreira.
Num momento tão triste não pude cuidar de minha filha. Seu pai, um homem bom, jamais deixou de ajudar, sempre que possível estava presente, pois ele precisava trabalhar para pagar as despesas de hospitais e medicamentos.
Minha pequena faleceu em 2007, numa tarde de sol, o céu estava azul, na clínica onde eu estava os pássaros cantavam alegremente, senti a sua partida, fiquei calma e não sei explicar o que aconteceu comigo, mas eu vi o seu olhar e ele me dizia algo assim: “Mamãe estou bem, aqui não vai haver mais sofrimento, não sofra com a minha partida, estou bem, existe luz onde eu estou indo”.
Eu fiquei calma, minha doença não se agravou, mas não sai da clínica, fiquei hospitalizada até o dia do meu desencarne no ano de 2010. Nunca lamentei o falecimento da minha pequena, jamais culpei Deus por isso, mas eu me culpo e trago aqui na minha alma a tristeza e sei que deixei infeliz o meu Pai que está no céu. Ele me confiou uma pequena e eu com a minha pequenez não fui capaz de cuidar devidamente como uma mãe forte que devem ser todas as mamães.
Hoje me encontro em recuperação em uma casa acolhedora e sei que o meu encontro com a minha pequena depende exclusivamente de mim.
Tenho certeza que vou conseguir através da minha confiança e coragem e com a ajuda de toda essa equipe sinto que em breve estará em meus braços a minha pequena guerreira Gabriela.

E eu Luciana, uma mãe que aprendeu muito com sua pequena a ser guerreira, agradeço ao Pai por tudo.
  
                                                            
Psicografia recebida em 2018.
             Médium: M. Nicodemos

sexta-feira, 27 de julho de 2018



RELATOS DO SUICÍDIO


É doloroso para mim ter que relatar e lembrar de tudo que passei antes e após desencarnar. Doloroso, mas necessário. Precisava dessa comunicação que me foi permitido, pois as sequelas são grandes e o processo de refazimento é muito lento.
Quero gritar aos quatro cantos para que as pessoas não cometam atos insanos como eu cometi. É muito sofrimento, muito doloroso e de nada adianta.
Na verdade, tudo começa com uma grande perturbação em nossa cabeça. Parece que uma voz vem até nosso ouvido dizer o que temos que fazer para amenizar as nossas dores, é uma voz do mal que não devemos escutar, mas ela toma conta de nós e passamos a dar crédito a tudo que ela nos fala. Claro que é tudo fruto da nossa mente perturbada e, ao darmos crédito, cometemos, muitas vezes, atos insanos.
Sei que fui um fraco. Acho que passei a minha vida sendo um fraco. Não foi da noite para o dia. Nada é assim tão de repente, tudo é um processo.
Não damos crédito ao que sentimos, nos deixamos ser conduzidos e, quando percebemos, já é tarde demais. Não nasci para morrer assim dessa forma. Deus não me deu a vida para que eu a tirasse, assim, sem pensar. E aí temos que pagar por esses atos errados que cometemos.
Preciso dizer que é muito sofrimento. Fui recolhido, muito tempo depois, de um vale escuro e gelado. Acho que me jogaram ali para eu pensar. Pensar em tudo que fiz com a minha vida. Esses pensamentos geraram dor, muita dor.
A todo momento me senti vivo e arrependido. Qual a razão de tirar a minha vida se eu me sentia vivo? Agora sim, o sofrimento foi muito maior.
Pensava eu... Que fazer agora?  O que eu fiz com a minha família? O que eu fiz com os meus amigos queridos? O que eu fiz comigo?
Quantas lágrimas deixei. Quanto sofrimento deixei.
Não feri só a mim, mas a todos que me amavam. Será que foram muitos? Não sei, pois não tive mais a consciência de ver. Fui tolhido de tudo. De amor, de amparo, de notícias. De tudo mesmo, até chegar à verdadeira exaustão e ao verdadeiro arrependimento. Só assim fui recolhido e amparado.
Estou em tratamento, pois muitas feridas consegui provocar no meu corpo e no meu espírito. Meu espírito está triste. Sinto um grande vazio. Minha cabeça está oca.
Meu coração pulsa em ritmo acelerado. Quantas coisas sinto hoje que não sentia antes e não posso mais tirar minha vida novamente, porque ela se foi. 
Queria dizer à minha família que meu arrependimento é imenso e peço desculpas por tanto sofrimento causado. Ninguém tem culpa. A culpa é totalmente minha. Somos responsáveis pelos nossos atos.
Queria dizer a meus amigos do coração, a falta que me fazem. Não existe mais aquele papo gostoso e é muito dura essa separação.
Estou aqui a caminhar em passos lentos, mas vencerei.
Fé e força é o que estou pedindo agora e obterei.
Fiquem todos na paz.
Retornarei um dia com uma bela mensagem.
Abraços eternos.

Roberto.

Psicografia recebida em 2018.
Médium: Regina.

sexta-feira, 13 de julho de 2018


O  MENDIGO

          Triste história a minha. Vim a esse mundo para mendigar. Mendigar o pão, mendigar o olhar de alguém, mendigar abrigo.
          Mendigo que fui, mendigo que sou.
          Mendigo eu maldisse a Deus, ao mundo, às pessoas.
         Certa feita estava eu à porta de uma igreja mendigando. Aproximou-se de mim uma moça segurando as mãos de uma menina linda. A menina estendeu os braços para mim, ao que a mãe retrucou: “Filha vamos, é um mendigo, não precisa de nada... ele ganha tudo...”.
          Eu me assustei! Como ganha tudo? Não ganho nada! Não me dão moedas para me ajudar e sim para se verem livres de mim. Nunca vi ninguém me olhar com amor e respeito. Só aquela menina.
           Passou o tempo e eu envelheci. Fui levado para um albergue publico, e lá vi aqueles olhos daquela menina, agora moça. Era uma enfermeira daquele albergue.
           Ela se aproximou de mim e perguntou: O quê o senhor quer de mim? Alguma coisa que eu possa dar? Uma sopa, um copo d’agua?
           Eu perguntei àquela enfermeira. De onde conheço seus olhos? Ao que ela me respondeu: Da porta daquela igreja. Eu não me esqueci do senhor e hoje eu posso lhe dar o que o senhor quiser.
            Eu lhe disse: Não quero nada, porque eu já ganhei tudo com sua dedicação.
            Daí a alguns dias a morte com seu semblante de zombaria veio me levar.   
            Eu me assustei e pedi que me trouxessem aquela enfermeira. Ela veio com seu semblante doce, se aproximou de mim, tomou minhas mãos e quando parei de respirar ela fechou meus olhos.
            Os céus se abriram para mim, eu estava feliz e podia descortinar um lugar de muita paz onde eu nunca mais precisei mendigar.

            Carlos, ou melhor, Cacaio.   
        
                                                          
          Psicografia recebida em 2018.                                     
          Médium: Catarina.

sexta-feira, 6 de julho de 2018



NUM  ACIDENTE  EU  MORRI

         Chovia muito e anoitecia. Queria chegar em casa de qualquer  maneira antes do anoitecer.
      Mas não conseguira. Um carro cruzou meu caminho e os faróis feriam meus olhos. O veiculo em que eu estava titubeava, escorregava na lama da estrada. Essa estrada de chão é muito boa enquanto não chove, mas se chove é um verdadeiro escorregador.
          Eu pisei mais forte e acelerei. O carro deu uma quinada e rodou, eu perdi completamente o controle. Eu estava só e meu corpo preso ao cinto de segurança ia para lá e para cá. Eu não enxerguei nada ao redor, só escuridão. Os pneus de meu carro pareciam não tocar no chão. Fui assim desgovernado, quando ouvi um estrondo, um estrondo em meus ouvidos, em minha cabeça. E eu não sei como aconteceu eu desmaiara.
         Fiquei por muito tempo assim sem sentidos. Até que ouvi vozes que se aproximavam (eu recuperara os sentidos, pensei.). Veio o socorro. Imobilizaram-me e puseram-me numa maca, todo amarrado. Levaram-me para a UTI de um hospital local. Fiquei algum tempo lá, não posso precisar quanto. Mas enquanto lá estive fui cercado de toda assistência, só que agora sei que não resisti. Morri.
          Vim para uma colônia espiritual que fica sobre a minha cidade. Ainda continuo lá em recuperação.
          Sou cercado de todas as atenções de meus antepassados. Vivo ainda como uma pessoa que se adapta. Ainda não me adaptei.
          Avise aos meus que estou bem, sinto muita falta de meus parentes e amigos.
          Breve darei mais noticias porque hoje é só o que posso falar.
          Estou bem e em paz.  

          Ramiro Duque.         
                                                           
 Psicografia recebida em 2018.                                     
 Médium: Catarina.

sexta-feira, 29 de junho de 2018


FELICIDADE NOS PRAZERES FÁCEIS


Tudo o que eu sinto é remorso, muito remorso, acho que não sou digna de ajuda, estraguei a minha vida, fui um pote onde toda a sujeira era depositada e com a minha permissão, como eu errei, não tenho perdão, tudo se acabou pra mim, já não há esperança no meu coração.
Vou contar-lhes a minha historia, embora muito me envergonhe, mas quem sabe um ser misericordioso poderá me auxiliar nesse momento.
Nasci num lar muito humilde, tudo nos faltava, passei muita fome, muitas vezes vi choro de dor da minha mãe por não ter o que nos dar de alimento. Vivi assim até os quatorze anos, nunca me conformei, queria ter uma vida diferente, queria poder ter prazer de me alimentar, sentia muita fome.
Um dia tomei uma decisão, achei que eu não precisava passar por aquilo tudo e naqueles dias fui amadurecendo uma ideia que me surgia como solução, depois de muito pensar decidi que tudo mudaria a partir daquele dia. Esperei que anoitecesse e me deitei como de costume no quarto com mais cinco irmãos tão sofridos quanto eu, tão famintos e tão carentes do básico, quando o silêncio reinava e percebi que meus pais dormiam e meus irmãos também, sai de casa levando comigo além da roupa do corpo e de um chinelinho velho no pé, mais uma muda de roupa.
 Morava numa pequena cidade, que prefiro não citar o nome, fui para a beira da estrada que passava próxima a minha casa. Pedi carona e um caminhoneiro parou o caminhão me levando com ele. Aquele homem quis indagar de mim onde eu pretendia ir e quantos anos eu tinha. Menti nas duas respostas, disse que já tinha mais de dezoito anos e que precisava visitar a minha vó que se encontrava doente. Não foi difícil de fazer que ele acreditasse, eu era alta e o sofrimento pelo qual vivia me amadureceu as maneiras, por isso ele acreditou, eu acho, se não acreditou me levou assim mesmo.  
Chegando à cidade grande comecei dar o meu jeito e como já estava tudo bem planejado descobri com bastante facilidade onde eu precisava chegar. Chequei naquela casa nutrindo esperanças de uma vida melhor, a mulher me acolheu e logo eu já estava trabalhando. Ali permaneci por um tempo, sendo muito explorada, trabalhava em troca de comida e era obrigada atender homens de todo jeito.  
 Com o passar do tempo consegui, num momento de invigilância daquela mulher, a sair dali e fui procurar outra casa. Desta vez eu já era uma moça muito bonita e a alimentação que eu agora recebia me fortaleceu. Fui aceita e lá minha vida começou a mudar, os clientes eram homens finos, cheiravam bem e confesso que gostava daquele lugar e daquela vida.
E assim fui levando, muitas vezes pensava no lar que abandonara, da minha família, na dor que minha mãe deveria sentir, mas logo me distraía como brilho da noite o torpor que o álcool me dava e com aqueles homens.   
Muitas vezes engravidei e cada vez que isso acontecia eu tinha um problema, a dona da casa se irritava muito e logo providenciava uma maneira de me livrar daquele problema, eu não hesitava e aceitava de bom grado a ajuda oferecida.
O tempo passou depressa e eu já não era mais aquela jovem linda, começaram a aparecer moças novas e em mim novas rugas, assim sendo eu era facilmente substituída e não tinha mais clientes.
Sofri muito, e sem piedade fiquei doente, fui tomada pela sífilis até morrer de forma miserável morando num cômodo fora da casa, um lugar insalubre e cheio de ratos.
Retornei a Pátria espiritual e hoje me encontro assim, uma figura horrível, deformada, corroída pela doença.
Vejo todos aqueles seres me xingando sem parar, eles não me perdoam de os ter abortado e sei que sofro porque  eu procurei, mas mesmo assim resolvi escrever essa carta para alertar muitas moças que como eu não tiveram a força de aguentar a vida que Deus determinou, trocando pela felicidade dos prazeres fáceis.
Ainda tenho esperanças mesmo com muita vergonha de que Deus me ampare um dia.

Joana da Luz.             
 
Psicografia recebida 2018.
             Médium:Débora S C.

sexta-feira, 22 de junho de 2018



UM  RAIO  ME  MATOU

  
         A luz se fez mais forte, ressoou o trovão.
         O que aconteceu comigo? Não sei explicar.
         A tempestade amainou e tudo veio a se acalmar. Tudo era silêncio. Passou.
         E eu aqui estou atônito e sem entender nada. 
         Veio alguém muito bondoso que me explicou: “Acabaram os sofrimentos, aqui o ar não vai lhe faltar, tudo vai ser explicado. Tudo está a contento. Você passou para a eternidade, descanse filho meu, eu velarei o seu sono”.          
        E como que por um milagre eu dormi tranquilo e quando acordei já achava num leito alvo, muito aconchegante, tendo a meu lado um rapaz bem simples, bondoso e que velou o meu sono. Ele se dizia meu primo, do lado materno, portanto sobrinho de minha mãe, mas eu não o conhecia.
         Esse rapaz cuidou e cuida de mim, zela por mim e me esclarece todas as minhas dúvidas.
      Ainda estou hospitalizado até hoje, mas em boas condições; acredito que daqui a pouco voltarei, ou melhor, irei para um lugar onde eu possa ser útil às pessoas do lugar. Sei que é um lugar especial onde estou, mas conheço bem pouco. Tudo aqui é novidade para mim, pois eu jamais pensei que depois da morte (pois sei que morri e ninguém escaparia nas condições que fiquei), mas nunca mesmo pensei que depois da morte existisse algo assim.
        Eu sempre acreditei no nada, morreu acabou. Mas não é assim, estou vivo, tenho desejo de rever os meus amigos, meus parentes e sei que um dia isso vai acontecer.
       Agradeço de coração quem pediu por mim e só tenho uma coisa a dizer: Estou vivo e bem vivo, orem por mim.
         Obrigado.  
   
          Joaquim. Um espírito bem vivo.
                                                            
       Psicografia recebida em 2018.                                     
       Médium: Catarina.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

BALADA  E  DROGA


Como recusar um convite de uma amiga querida, jamais poderia dizer não, então fui à tão sonhada festa e esperada por mu0itos jovens.
Quando cheguei fiquei deslocado, fui entendendo mais ou menos como seria uma festa banhada no álcool e nas drogas. Tentei avisar Dolores de que não era lugar para nós e nem um ambiente onde se encaixava com nossas vidas e conduta, mas infelizmente Dolores não me ouvia, fui obrigado a ficar, pois jamais deixaria uma amiga num lugar onde só se via luxuria, sexo e drogas.
Fiquei assustado, pois não tinha conhecimento que Dolores conhecesse tal galera e que era tão querida e aceita no grupo.
Bem! A festa rolou e Dolores sumiu por uns instantes de minha vista, comecei a preocupar e logo sentou uma linda moça do meu lado e foi muito simpática, conversamos muito, tomamos alguns drinks deliciosos, sendo que um deles estava com uma droga colocada em meu copo. Tomei e entrei em completo transe e não me lembro de nada mais que ocorreu na festa. Não mais vi Dolores, fui despertar em um hospital algemado, sendo tratado como um criminoso. Eu me desesperei, queria uma explicação do quê estava acontecendo comigo, precisava de uma resposta. Meus pais onde estariam?
Fui tratado como um cachorro, ninguém falava comigo, mas um dia veio a mãe de Dolores conversar comigo. Em primeiro momento fiquei feliz e logo perguntei por Dolores e o que havia acontecido, pois estava preso e me encontrava em um hospital de recuperação para drogados, sendo que nunca usei droga alguma, foi quando me lembrei da moça simpática e dos drinks. A senhora começou a chorar do meu lado e havia em seus olhos uma revolta e ao mesmo tempo o por quê? Eu sem saber o que havia acontecido fui e perguntei: “Por que chora? E me crucifica com o olhar? O quê fiz para tanto ódio e tristeza, pois estou aqui sem saber o dia do mês que estou vivendo?
Quando ela resolveu falar que Dolores havia falecido na festa de overdose, fiquei em choque e que eu estava do seu lado inconsciente e totalmente drogado. Fiquei louco, como? “Eu não faço uso de drogas, colocaram em minha bebida e eu não conhecia ninguém naquela festa, fui convidado por Dolores, ela sim conhecia todos.” Comecei a falar, gritar e não me lembro o que aconteceu  depois, fiquei desacordado por dias.
Permaneci preso naquele hospital injustamente, tudo que falava para me defender era levado contra mim. Minha família pouco me visitava, enlouqueci naquele lugar e hoje sou um fraco que infringi as Leis de Deus, pois fui covarde, não encontrei mais palavras para me defender e provar a minha inocência.
Fui tratado como um assassino e cruel, fui condenado por trafico e homicídio, depois do julgamento fui colocado em uma cadeia horrível, imunda e não tinha como sobreviver em tal lugar.
Tirei minha vida consciente da minha inocência e um criminoso para Deus.  
    
Luiz Teixeira.

 Psicografia recebida em 2018.
             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 9 de junho de 2018

A MORTE  NUNCA EXISTIU


Venho narrar minha  experiência para que os desavisados saibam um pouco mais da vida.
    Ouvíamos ao longe os sons do fronte de batalha. Todos  os companheiros expressavam um olhar de pavor. Aguardávamos nossa ora, hora que não desejávamos.
    No tique-taque do relógio, não sei bem qual, o comandante ordenou nossa partida. Alta noite; faces transtornadas pelo pavor...
    A cantilena de dor logo se fez presente. De arma pronta fomos nós.
    Tive tempo de poucas reflexões: quem vou matar? Por que vou matar?
    A escuridão,  o frio e o som da guerra tornava o ambiente assustador. Não sei o tempo que durou mas, de repente, senti algo muito estranho. Não descrevo minha estranheza por falta exata dos fatos, embora, asseguro que, sentia-me vivo.
    Soube mais tarde que já não pertencia a terra, apesar de continuar vivo.
    Quero aqui, não descrever os horrores da guerra, pretendo com esta singelas linhas, contar para todos, em particular para os  que acham que tudo acaba no túmulo que a vida continua. A morte nunca existiu.
    Termino dizendo que, vivam com responsabilidade, com amor ao próximo, com ações construtivas e sabedores de que a cada um cabe tarefa na terra. Obrigado por essa oportunidade. Rogo a Jesus a proteção para todos vocês.

Um irmão que sobreviveu a morte.

Psicografia recebida em 2018.
Médium: Aldo.

sexta-feira, 1 de junho de 2018


MEDO  DA   MORTE


A partida é inevitável, portanto o nosso preparo para a partida começa imediatamente após a nossa chegada.
Preparemo-nos então, tentando viver cada dia como se fosse o último. Qualquer um está para morrer independentemente da idade, basta que estejamos vivos que podemos morrer.
Somos no plano espiritual o que fomos aí, nem mais nem menos.
Se a vida foi pautada na caridade, no amor ao próximo e no cumprimento dos deveres não há o que temer.
Seremos recebidos pelos que nos antecederam e que amamos, ninguém fica desamparado, o auxilio chega para todos, mais dia menos dia.
Portanto digo-lhes uma coisa, ter medo da morte é ter medo da própria vida. Imagine quantas vezes já passamos por esse processo.
Já vivemos e voltamos inúmeras vezes, não há porque temer.
Quem vive regradamente e com fé em Jesus, é com toda certeza que estará amparado.     
E a alegria do reencontro dos que nos precederam é muito maior do que  a alegria do reencontro na carne, pois que aqui estamos somete de passagem, o nosso verdadeiro lar é a Pátria Espiritual.

João de Jesus.

             Psicografia recebida em 2018.                                      
             Médium: Débora.