domingo, 26 de abril de 2015


LAMENTOS  NO  SEPULCRO


Uma rosa você leva para o meu túmulo, mais o que faz você em lugar onde não existe vida, somente o pó.
 Eleve seu pensamento em mim que sofro, que a angustia me invade o meu coração, saudades, pensamentos que me torturam o tempo todo. Um pensamento somente é que eu quero com carinho e com sentimentos puros de amor.
O que faz você aí sentado, chorando, demonstrando arrependimento de coisas que deixou de fazer por mim. Ore a Deus por mim, peça um socorro de misericórdia, eu preciso muito, muito mesmo de ouvir você. 
Quando vai brotar em seu coração a fé, a fé que eleva os nossos pensamentos, que nos da força e coragem em nossa caminhada, crê em Deus meu filho, não perca mais tempo.
Não quero sentir seus lamentos em meu sepulcro, quero ver atitude de coragem, força e determinação.
Eu não volto mais a essa vida que você está meu filho. Para de fazer pedidos a Deus que não vão se cumprir, peça que eu tenha condições de estar perto de você quando a sua hora chegar, que eu possa estar  te esperando de braços abertos e com todo o meu amor para lhe dar.
Eu aqui estou fazendo a minha parte, estudo, oro e continuo a pedir por ti, que a misericórdia de Deus possa invadir seu ser e fazer brotar a fé e a vontade de buscar uma religião onde encontrará um lar e pessoas que irão te envolver e conquistar a sua atenção e fazer reviver à fé em um Deus maravilhoso e caridoso que nos fez com tanto carinho e com riquezas de detalhes.
Um grande e delicioso abraço para você, que tanto quero bem.
Felicidades.

Do seu pai Carlos.

Psicografia recebida por 
            Médium:  M. Nicodemos.

domingo, 19 de abril de 2015


ANTES  DE  PASSAREM  PELA  MORTE

                Há algum tempo eu venho até aqui, nesse trabalho interessante e consolador que vocês realizam. Sempre desejo escrever também, mas sinto-me inibida e pobre de assunto, porque nunca me instruí o suficiente para enfrentar o vazio da morte. Criatura comum, nunca me senti a vontade diante das explicações que sempre ouvia, sobre a vida eterna e achava mesmo isso uma bobeira tão grande que nunca me aprofundei no assunto.
               Morri com uma idade avançada. Despertando em algum momento que não sei precisar, senti-me incomodada por não encontrar-me na minha casa junto aos familiares. Perambulei e me perdi por um longo tempo, onde pude encontrar criaturas as mais diversas, mas todas desequilibradas e cobrando da família a presença que não tinham.
             Comecei então a lembrança do passado, onde sempre ouvi falar do auxílio e da vida que não terminaria jamais. Tentei rezar, mas não sabia. Tentei conversar com aqueles que de mim se aproximavam, mas sem resultados positivos. Eram todos confusos, desmemorizados e muitas vezes atormentados. Que fazer?
               Senti-me tão só, que tive medo de tudo e esse medo me aterrorizava como se tivesse enlouquecendo. Então chorei, chorei muito e na minha ignorância e sofrimento, comecei a conversar a esmo. Dizia assim “se é mesmo verdade que eu morri e não morri, aquele que puder me ajudar, eu estou pedindo socorro”. E por muito tempo, por um tempo que não posso determinar, minhas suplicas se perdiam totalmente.
              Sofri muito, chorei muito e supliquei muito. Não sei precisar o tempo, mas houve um momento que eu percebi alguém, diferente de todos os outros, a me tocar o ombro e a convidar-me a segui-lo. Aconchegada àquele “anjo”, supliquei ainda uma vez a sua atenção e ele, pacientemente falou comigo do que eu conseguiria entender. 
             Hoje, encorajada pelo auxilio que recebi, deixo o meu depoimento, para que as pessoas que me lerem sejam mais espertas do que eu fui e busquem o aprendizado antes de passarem pela morte do corpo físico, afim de não sofrerem o que sofri.
            Estou feliz de deixar esta mensagem e ficarei mais feliz ainda se pelo menos uma pessoa conseguir entender a ajuda que quero deixar.
             Fiquem com Deus.
         Sou alguém que orgulhosamente sustentou uma verdade que quis, sem questionar, sem perceber a pequenez de que se revestia.
             Agradecida, deixo-lhes meu abraço.
           
             Maria da Glória.
                

             Psicografia recebida em reunião de psicografia em 2015.
             Médium L. Ferreira.

domingo, 12 de abril de 2015


PEGAVA NO VOLANTE E CORRIA...

Jovens, saibam aproveitar suas mocidades. Não deixem que o tempo escoe em vossas mãos sem nenhum ato de nobreza.
Eu aproveitava, mas não sabia aproveitar: bebia, fumava e o pior de tudo sem um limite. Pegava o carro e corria... Como eu adorava aquela sensação da velocidade! E como minha mãe me recomendava: filho cuidado! Eu achava aquilo uma carolice
E aconteceu. Tudo parou, o carro bateu, graças à Deus não foi em um outro carro, mas numa árvore. Vi quando o resgate chegou, mas vi também que nada puderam fazer, e eu desesperado não queria morrer.
Mas morri. O tempo passa para quem está na terra encarnado e para nós desencarnados também, porém em uma outra dimensão.
Hoje sei, que aquelas lições preciosas que minha mãezinha me deu, as orações e o catecismo me valeram muito.
Lembrei-me delas e hoje posso dizer que não sinto mais tristezas, só saudades. Mas minha prima Lila está comigo e me auxilia. Estou bem na verdade.
Rezem por mim, mas sem revolta e sem alardes. Abraços, beijos a todos, especialmente em minha mãezinha que todos os dias chora por mim.
Estou bem, repito, mas fiquem bem para que eu também possa me sentir melhor.
O meu tempo se cumpriu, se não fosse do jeito que “morri” seria de outro. Diga a minha mãe que eu não me suicidei, conforme ela pensa, mas tinha que ser.
Aos meus amigos e colegas: João, Mateus e outros, minha gratidão.
Agradeço as flores.
Abraços.
João Manoel.

                                                        
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia abril de  2015.                                      

            Médium:  Catarina.

domingo, 5 de abril de 2015


SOCORRO E RESGATE

Quero muito agradecer. Nem sei bem por onde começar. Cheguei aqui aos tropeços, inconsciente, um farrapo humano. Não compreendia o que ocorria, lembrava-me vivamente do leito do hospital, das luzes da sala operatória e dos vultos, que iam e viam, discutindo meu estado critico e minhas chances. Pensavam que não podia ouvi-los, porque, se soubessem, penso que não diriam de mim como se não tivesse medos, angustias e sentimentos. Ouvia os piores presságios a meu respeito e nada podia fazer. Sentia-me culpado quando falavam do corpo doente e desgastado que me levara àquela situação.
Aos poucos momentos de alivio sentia quando à minha cabeceira alguém muito querido se dispunha a uma oração sincera. Sentia-me nesses momentos anestesiado de minha angústia constante, aliviado das dores que me assolavam e aumentavam aquele martírio.
 Lembro-me, certa vez, de uma visita inesperada adentrava na sala que dividia com outros enfermos um ser luminoso, de vestes alvas e semblante calmo. Aproximou-se de cada leito estendendo suas mãos e deixando cair uma chuva de luzes, nem sei bem como descrevê-las. Com ele estavam dois outros que pareciam formar equipe de aprendizes. Quando aproximaram-se de meu corpo inerte, todo ligado àqueles aparelhos, ele sorriu ternamente, lançado-me um olhar de confiança e conforto como a dizer-me que tudo terminaria logo. Estendeu suas mãos naquele gesto e feito seu trabalho deixou-nos desaparecendo no ar.
Caí em sono profundo e quando despertei já não tinha aqueles tubos e aparelhos ao meu corpo. Descansava em sala ampla junto a outros como eu. À minha cabeceira, ao contrario da parede fria e lúgubre do hospital havia uma janela que dava para um jardim coberto de flores e árvores. Lá fora as pessoas caminhavam, sentadas conversavam ou simplesmente apreciavam a paisagem. Até o ar que invadia meus pulmões antes  saturados pelo vício parecia ter eflúvios salutares que proporcionavam calma a cada inspiração.
Por tudo que passei e ainda passo, venho aqui para agradecer brevemente a misericórdia que tenho recebido. Ajuda encontrada me veio pelas mãos de muitos que sequer soube os nomes.
Pelos anônimos que trabalham com amor e generosidade deixo esta minha mensagem-relato para que continuem, com o permissão de Deus, o trabalho silencioso de socorro e resgate.       
Muito obrigado a todos.     
          
                        Djair.                                                         
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                     
            Médium:  Ana Paula

domingo, 29 de março de 2015

DIFÍCIL ENCARNAÇÃO

Meados do século XVIII, Centro Oeste do Brasil, hoje estado do Tocantins. Foi nesse lugar, em uma enorme fazenda, que destruí minha existência Quanta tristeza carreguei na minha última existência, me comprometendo com as leis de Deus imensamente.
Casei-me jovem, casamento arranjado. Conheci meu marido poucos dias antes do casamento e não trocamos sequer uma palavra. Ele era um pouco mais velho do que eu, que, na ocasião, tinha apenas quinze anos. Mesmo sem conversar ou conhecê-lo, logo que o vi, me encantei pela beleza daquele lindo homem. Acho que quando o vi, veio à tona todo o amor que nutria por ele em outras vidas. 
Casamo-nos. Nos primeiros tempos fui muito feliz, qual era a minha felicidade de sentir meu amor correspondido. Pouco tempo passou e logo engravidei do meu primeiro filho. Nos primeiros meses da gestação tudo corria bem, continuávamos companheiros e cada dia eu o amava mais.
Com o avançar da gravidez senti que pouco a pouco, nossa relação se tornava mais fria, ele já não conversava mais comigo e a gentileza dos primeiros tempos foram dando lugar a uma agressividade incompreendida. Eu não conseguia entender como o meu amor se transformara tanto. Desde então, minha vida foi se tornando mais triste, já não tinha mais esperanças que as coisas voltassem a ser como antes. Logo depois do nascimento do primeiro filho, engravidei novamente, e depois novamente, completando cinco filhos.
Não tinha muito trabalho com eles, muitas escravas eu tinha para me servir e cuidar dos meus filhos, escravas parideiras tornavam as amas de leite.
Com os passar dos anos comecei a ser acometida por ciúmes, tão grandes e tão odientos que em tornei uma mulher amarga e malvada. Sabia que ele dormia com as escravas, com isso eu as atraía para o meu convívio e logo depois aquelas pobres criaturas eram por mim envenenadas e assim fui me livrando de uma a uma, muitas delas recém saídas da infância.
Assim vivi até meus últimos dias, fazendo toda a sorte de maldades que eu podia. Adoeci ainda não idosa e desencarnei repentinamente.
Hoje tantos séculos depois de cometer tantas atrocidades e de ter passado um século e meio em regiões inferiores e depois em encarnações relativamente curtas e sofridas, consegui receber o perdão daquelas infelizes almas que eu com minha maldade cortei o sonho de tantas, pois que a maioria era obrigada a se deitar com meu marido, e isso já causava-lhes dor suficiente, quantas delas tinham algum escravo que as amava. E eu, com toda minha sede de vingança sem poder atingir o marido violento, descontava nelas. 
Encontrei muitas dessas almas que moralmente me eram muitíssimo superiores e a superioridade dela se mostra com o perdão que eu recebi.
Ainda tenho muito a resgatar, agora com maior facilidade, já que recebi o perdão tão almejado por meu espirito doentio e cheio de erros.
Parto agora para uma difícil encarnação, mais uma de resgate, só que desta vez terei uma longa e conturbada vida, passarei por muitas dificuldades financeiras e receberei como filhos do meu coração oito dessas almas para que eu possa demonstrar meu arrependimento doando e doando a elas muito amor.
Peço que Jesus me abençoe.         
 
Tereza Tavares Luz.                                                       
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                     
Médium: Débora S C.

segunda-feira, 23 de março de 2015

MINHA MÃE FOI O MEU DEUS

É com muito carinho e atenção que fui recebido aqui, eu um menino rebelde e sem respeito nenhum por ninguém, ninguém mesmo. Minha mãe sofreu muito, pedia, pedia o tempo todo que eu fosse mais educado e que respeitasse os outros.
  Eu mesmo não sei explicar o porquê de tanta grosseria, parecia que me era muito natural agir assim. Não sentia a necessidade de mudar.
Eu cresci sem amigos e sem amor de outras pessoas, que era natural, pois, não recebiam de mim nenhuma atenção e muito menos amor. Na verdade eu recebia o que merecia: o pouco caso e a solidão.
Quando fui ficando mais velho, não muito, pois na verdade eu tinha 24 anos, uma grave doença me fez sofrer dores horríveis. Meu corpo era só feridas e cheirava mal.
Eu e minha mãe já não conseguíamos mais recursos para cuidar de mim em casa, pois, meu corpo foi se tornando uma ferida só. Tive que me separar da única pessoa que me amava: minha mãe.
Fui para o vale, onde outras pessoas estavam na mesma situação que a minha, porém, muito pior. Pude ver como eu ficaria em alguns dias ou semanas. Eu me apavorei, fiquei enlouquecido, fiquei com ódio, chorei como um menino que pede colo.
Minha mãe nunca mais apareceu. Fui deixado e esquecido por todos. Todos quem? Não havia deixado amigos, não havia amado ninguém. Com o corpo já em pedaços, eu não aguentava mais o sofrimento e pedi a Deus que me ajudasse. Eu não tinha mais forças.
Chorei, chorei, pois, eu não sabia elevar meu pensamento ao Pai. Como fazer para Ele me ouvir? Veio um senhor entrou em meu aposento e falou:
- Feche os olhos, pense em uma pessoa boa iluminada e ore, fale, peça com todo o seu amor e Ele vai ouvir.
- Minha mãe! Posso pedir a minha mãe.
- Claro, pois ela irá transmitir o seu recado a Ele.
- Hoje vejo que eu só tinha uma luz no mundo: minha mãe.
Obrigado, porque depois do meu pedido meus sofrimentos tiveram um fim, a senhora foi o meu Deus.
Muito obrigado!
Ricardo Lopes.
        

  Psicografia recebida em Reunião Psicografia 2015.

             Médium: M. Nicodemos

segunda-feira, 16 de março de 2015


POR 17 ANOS

A ultima vez que estive encarnado na Terra, meu espírito ganhou como instrumento de aperfeiçoamento e burilamento um corpo disforme e mentalmente prejudicado. Vivi por 17 anos, não foi uma encarnação longa, foi somente o tempo que meu espírito infrator precisava para completar um tempo que eu mesmo em outra existência aniquilara, esses 17 anos foram para mim de grande valia. Aprendi muito e resgatei dívidas muito grandes.
Embora tenha sido uma vida difícil, para meu espírito, muito mais difícil foi para minha mãe que se redobrava em trabalhos como lavadeira, serviço que fazia em casa, e tomar conta de mim. Tamanha a minha dependência que não era capaz de absolutamente nada, paralítico e deficiente mental, nunca proferi uma palavra sequer e a paralisia me deixava estático em uma cama.
Apesar disso tudo agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de nesses 17 anos aprender muita coisa. Fui suicida numa encarnação anterior, era um homem inteligente e muito ativo, mas não soube dar valor a vida e num dia de desespero tirei minha própria vida. Ah! Se as pessoas soubessem o que é ser um suicida, da dor imensa que passa quem comete tal ato e não mais haveria suicídios. Por não ter dado valor ao corpo sadio voltei nessa triste condição em que não tinha a menor lucidez, os raros momentos de lucidez eram através de sonhos conturbados, mas ao acordar de nada mais me lembrava. Eu era um “espírito morto” habitando um corpo vivo.
Hoje, tanto tempo depois de ter passado por essa experiência posso dizer a vocês que ela me foi muito valiosa. De grande valia também para minha mãe que juntamente comigo falhara em outra existência e que dessa vez aprendeu o que é ter que cuidar de alguém tão dependente, e aprendeu muito mais que isso, aprendeu a me amar como só as mães sabem. Eu e ela, cada um sofrendo proporcional ao que precisava sofrer.
Bendita encarnação! Deus é amor e não estamos eternamente fadados aos erros de outrora, temos a chance de melhorar nossa situação mesmo que a duras penas. Penas essas impostas por nos mesmos, nunca por Deus, pois que Ele em seu amor não pune ninguém.
Muita paz.

Eleutério.                                                          
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia de 2015.                                     
            Médium:  Débora S. C.

sexta-feira, 13 de março de 2015

NEM BEM E NEM MAL

Reconheço que não me foi fácil superar a dor da separação nem tanto de entes queridos como também de prazeres fugazes e vaidades pequenas.
Obtive da vida tudo que pude conquistar: luxo, títulos e reconhecimento social. Não media esforços em se tratando de galgar degraus que me alçassem o orgulho às alturas. Não possuo méritos aos quais pudessem atribuir o acolhimento e compaixão que desfrutei, deste lado de cá, ao acordar daquele mundo ilusório para a realidade desta outra vida.
De fato, pelo próximo, pouco ou nada realizei. Por minha própria conta não me recordo de ter desviado um golpe feroz contra um indefeso ou suprimido da penúria e da fome qualquer pobre alma. Se o bem realizei foi pelas mãos de meus queridos filhos os quais, em verdade, criaram-se sem pai. Porque pai amoroso, educador e generoso, esse também não fui.
Assim, por tudo isso, o mal realizado, e o bem omitido, me intrigou aquele amanhecer singelo, já distante no tempo, em que fui visitado lá nas furnas em que minha pobre alma se encontrava por aqueles seres afáveis e quase etéreis. Suas vestes resplandecentes e límpidas contrastavam com a imundice à qual me habituara. O sorriso cândido em seus lábios e o convite em seus braços a mim dirigidos despertaram-me a consciência amargurada e pesarosa. A leveza e beatitude em seus gestos e semblantes recordavam-me de que algo poderia haver alem daqueles sítios de fealdade e solidão.
Atribuo à misericórdia divina e ás orações de meus amados filhos que a seu pai nunca esqueceram o socorro que me fora enviado. Quanto tempo perambulei lastimando e maldizendo este Deus que nunca compreendi e julgava culpado pelo estado de penúria moral em que me metera.
Colocado em escolinha evangelizadora, onde rememorei tal como as criancinhas o bê-á-bá cristão, encontrei-me com meus crimes e culpas. Alojado em hospital de fartos recursos com os quais nunca sonhei, reencontrei o equilíbrio de forças há muito perdido.
Hoje, aqui me encontro tal qual o filho pródigo da parábola santa, dando graças a Deus pelo sofrimento reparador que me limpou as vistas apagadas por grossas escamas da vida de ostentação e vaidades. Só tenho a agradecer os préstimos de amor que recebi e aos meus filhos que muito me amaram sem que eu merecesse.
A Deus e a eles o meu muito obrigado.      
          
                        Rogério.                                                         
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                      

            Médium:  Ana Paula

domingo, 8 de março de 2015

EU MESMA? 

Olá é com muita alegria que estou aqui, nunca imaginei que seria possível eu “morta”, mandar notícias ou escrever, é incrível, estou pasma com esta possibilidade. Estou muito bem hoje, já estive muito mal, em lugares que não gosto de lembrar, até que fui resgatada e levada para um lugar onde havia luz e que luz mais brilhante não há, bem nunca visualizei uma luz que invade seu ser, é como se olhasse a alma e não você.
Eu como ia dizendo me sinto bem, um pouco sozinha. Eu gostava de viver no meio de muita gente, da loucura, em festas, com muitas bebidas, drogas e vivia tudo com muita intensidade, foi aí que eu encontrei o meu fim, que não é o meu fim. Estou viva e podendo ter contato com outras pessoas.
Eu estou me sentido não eu mesma, é como se eu não fosse eu a que viveu aí em festas e bares. Quando vim para cá eu já me sentia diferente com uma nova roupagem, com outras idéias e valores. Aí foi que entrei em parafuso, era como se eu entrasse em contradição e veio à ajuda e o esclarecimento. Eu não tinha mais o corpo para me esconder. Eu seria eu mesma na essência, eu estaria em evidência para todos verem e sentirem o que  eu realmente estava sentindo e querendo?
Mas hoje me sinto mais acolhida e sem me esconder posso ser eu mesma sem me preocupar em agradar ou magoar alguém.
É com muita alegria que me vou para um lugar que todos vão me aceitar e me respeitar, onde irei aprender melhor esta nova vida e me preparar para uma nova vida que virá.
Obrigada.
Maria José.
                                                     

 Psicografia recebida em Reunião Psicografia  2015.

              Médium  Mônica Nicodemos

domingo, 1 de março de 2015


BALA PERDIDA

O dia amanheceu ensolarado, enorme calor deixava todo mundo agitado. Embora envolvidos por aquele calorão costumeiro, tudo ia se passando normalmente, na medida do possível, o ambiente insalubre soltava um cheiro forte no ar intensificado pelo sol forte, contudo aquele dia era somente mais um naquela favela. Moleques iam e vinham, mulheres lavavam roupas, o pessoal descia as ladeiras rumo ao trabalho.
Horrivelmente se instalou uma confusão, pessoas corriam apavoradas e se ouvia no ar estalos fortes, todos já podiam imaginar era mais um confronto entre policia e os bandidos do morro. Todos corriam tentando de alguma forma se esconder, todos trêmulos de medo, pois ao final daquele confronto todos nós já sabíamos o que aconteceria.
Eu no meu desespero juntei meus filhos que brincavam na rua, levei-os para dentro do barraco tentando acomodar cada um o mais rápido possível em um lugar que oferecesse maior segurança. Mandei que deitassem no chão e que permanecessem ali. Depois de acomodá-los fui eu a procura de abrigo para mim mesma.
De repente um barulho muito forte ecoou dentro do meu barraco, senti um forte impacto no meu peito e em poucos minutos caía ali naquele chão já completamente sem sentidos. Foi ali naquele lugar, hora e circunstância que eu me despedia da vida, vitimada por uma bala perdida.
Quanto me dei conta do que acontecera imediatamente o ódio e a revolta tomaram conta de mim. Somente muito tempo depois fui compreender e aceitar a nova situação.
Fui esclarecida que aquela bala perdida tinha como destino meu corpo. Não que isso tinha que acontecer, mas a espiritualidade aproveitando aquela situação me recolheu naquela hora. Teria uma morte violenta, já programada antes da minha encarnação, aquela bala foi o instrumento utilizado para que eu retornasse.
Sei que é muito, muito difícil para quem perde um ente querido dessa forma. Polícia e bandidos não deveriam entrar em confronto, nunca. Mas peço  vocês que tentem entender a situação, ninguém retorna antes da hora marcada por Deus.
A morte violenta é sempre muito marcante para a família, mas hoje sei bem o que me aconteceu, pensei ser bala perdida, mas não era, aquele projétil tinha um alvo certo que era eu.

Maria José.             
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia fevereiro de  2015.                                      
            Médium:  Débora S. C.

domingo, 22 de fevereiro de 2015


O QUE EU TROUXE DE BOM?

                Levei um susto. De repente, me vi assistida de maneira caridosa, mas, como se estivessem me escondendo a verdade. Medicada, dormi, não sei precisar quantas horas, ou dias e acordei receosa, pois, não via os familiares e o hospital era muito diferente dos hospitais que eu conheço.
                A ternura daqueles que me orientavam na necessidade de acalmar-me, me impressionava e a maneira como desconversavam diante da minha curiosidade, começou a me preocupar. De repente, perguntei: “Eu morri?” Para minha tranqüilidade responderam que se liberta-se do corpo físico para mim seria “morrer”, então eu havia morrido. Fiquei emocionada e chorei muito, pensei em todos que ficaram e procurei ficar calma diante do inevitável. Uma dor forte que vou chamar de saudade me abateu e eu fiquei ali, chocada, pensando em como podia ter acontecido.
                 Depois de alguns esclarecimentos, fui medicada e dormi para acordar semanas depois, mais serena e mais convicta da minha realidade. Aos poucos fui me adaptando e auxiliada por muitos companheiros iguais a mim, melhores e piores, fomos nos unindo e descobrindo no novo mundo em que nos encontrávamos aquilo que poderia nos manter equilibrados.
                 Hoje, tudo para mim é natural. Também aqui me propus uma vida simples, onde aprendo e trabalho e descubro coisas novas e aproveito tudo o que é oferecido, trazendo sempre a pretensão de ser útil. Jamais pensei que voltaria tão cedo ao plano espiritual. Importante passar para vocês, que não se assustem com a hora que será vivida por todos nós. A mensagem do Cristo nos fala em tudo isto que encontramos, mas nós não empregamos tempo suficiente para aprender isso. Tivesse eu me cuidado mais, talvez as situações teriam sido diferente.
                 Gostaria que vocês que me buscam para noticias gravem esta: “Aprimorar-se, desenvolvendo os dons do espírito que é imortal, deveria ser a nossa grande preocupação nesse período em que aí nos encontramos”. Valorizamos muito aquilo que não levamos. Quando tomei consciência de que estava de volta, pensei muito nisso: o que eu trouxe de bom?
                 A vida, em qualquer lugar que estejamos é uma grande responsabilidade. Devemos levá-la mais a serio.
                 Agradeço a evocação de vocês, deixo-lhes o meu carinho e a certeza de que continuo vivendo, só que agora, mais consciente e mais confiante daquilo que realmente preciso buscar.   
                 Agradeço também as orações que me direcionam. È muito bom ser lembrada.
                 Meu abraço em todos vocês.
                 Joana Guimarães.    
                  (Desencarnada aos 44 anos devido a um infarto).
                

                  Psicografia recebida em reunião de psicografia em 2015.
                  Médium L. Ferreira.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015


MISERICÓRDIA

            Meus irmãos sou grato a Deus e a Jesus pela oportunidade de deixar esta mensagem, principalmente porque minha família ainda se lembra de mim com uma certa angústia, pelo fato da minha morte ter sido um  tanto imprevista, até para mim, conforme passo a narrar.
          Senti uma dor fortíssima no peito, tão forte que sentia náuseas, imediatamente meus familiares pediram uma ambulância, a coisa que me lembro foi a chegada no hospital, sendo levado direto ao CTI, com os remédios e o tratamento, senti certo alívio nas dores, mas perdi a consciência por completo. Nos próximos momentos, não sei se dias ou meses, de nada me recordo. Quando fui tomando consciência, qual não foi minha surpresa porque não estava mais no hospital que dei entrada.
              Apesar da cabeça confusa, me sentia muito bem, sem dores, porém muito fraco. À medida que o tempo passava, recebia tratamento num lugar parecido um hospital, tinha lapsos de memória, mas depois nada me lembrava. Fiquei assim por um período que vou chamar de indeterminado. Aos poucos, com dedicação dos profissionais do hospital, fui ficando mais consciente e perguntava ao pessoal onde estava e que tinha acontecido, recebia como resposta que no tempo certo tudo seria esclarecido.
               Assim foi aos poucos eles me falavam do que tinha ocorrido comigo e que estava em tratamento, mas breve minha recuperação seria plena e então passaria aos estudos, esclarecimento que então eu teria todas as informações, inclusive de minha família que eu não cansava de perguntar.  
              Daí pra frente fui só melhorando, no “físico” e na mente. Senti então o pesar de meus familiares, o que era muito incômodo para mim, mas fui esclarecido que com o tempo eu conseguiria passar para eles quão bem eu estava e que eles não preocupassem.
              A oportunidade chegou e abençôo a todos eles e eles precisam acreditar que a misericórdia divina existe e não nos desampara nunca.
              Deus abençoe a todos e mais uma vez meus sinceros agradecimentos e Deus vos pague.     
                          
                Jarbas Abreu.

                         (desencarnou aos 58 anos após infarto)

            Psicografia recebida em reunião mediúnica de 01/2015.       
            Médium: Maria Aparecida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

CARNAVAL

Por estas ruas, à pouco, desfilavam multidões desvairadas, entorpecendo  no álcool ou tóxico a dor silenciosa. Tateavam na escuridão dos próprios sentimentos em busca da saída mais próxima ou cômoda do turbilhão intimo no quais metidos. Trôpegos, arrastavam consigo multidão cinco vezes maior de comensais das vibrações malsãs de que se tornavam antenas receptoras e difusoras. Silenciosos, estes companheiros do plano de cá disputavam “a tapa” o domínio vibracional e parasitário do enfermo do qual nutriam as forças.
Oh, delírio de almas em conúbio para a devassidão de sentimentos! Qual carruagem desgovernada, por vezes, parece seguir a humanidade estéril em ideais sublimes e insensível ao convite à paz e libertação pessoal que cabe a cada qual construir entre os calabouços de seu passado terrível.
Trago, contudo, noticias animadoras de que ainda hoje, como ontem, a divina tropa do Senhor caminha junto dispensando socorro aos flagelados da secura de sentimentos ou de inversão de mórbidos pensamentos. Tropas estas armadas tão só do amor ao próximo e do sentimento de compaixão por ver no outro o espelho de seu próprio passado ainda a procura de remissão. Soldados infatigáveis vertem de seu peito dardos de amor incondicional destinados aos alvos insensatos e tresloucados.
 Não se enganem não, a despeito do monturo que, por vezes, acresce no terreno humano, semeiam sempre, nossos combatentes da paz a semente divina. Prosseguem, no silêncio dos catres, na solidão das cadeias, ou na ruela mal iluminada, distribuindo as mancheias o consolo e o amparo aos corações despedaçados por seus próprios e impensados danos e a fé que renova para o recomeço do caminho perdido.  
Tal é o convite que deixo, humildemente, por estas linhas: sejamos todos nós mais um integrante deste combate abrangente, cujo único fim é recuperar quantos possamos para a divina luz de Jesus.
Um soldado infatigável de Jesus.                                                               
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia de 2015.                                     

            Médium:  Ana Paula.

CARNAVAL

Vocês não imaginam como o plano espiritual vai mobilizar nos próximos dias milhares de trabalhadores do bem, a fim de auxiliar a humanidade nos dias das festas de carnaval.
Milhares de espíritos trabalham amparando aos encarnados, que em especial nessa época perdem totalmente a direção de seus pensamentos, tornando-se vitimas de espíritos vampirizadores que se aproveitam da invigilância de irmãos menos felizes e se tornam verdadeiros parasitas, desfrutando de todos os prazeres desregrados que muitos encarnados se entregam nesses dias.  
Vamos pedir a Jesus que os espíritos trabalhadores possam influenciar favoravelmente aos irmãos encarnados que se encontram invigilantes, que nós não engrossemos a fileiras desses encarnados em desequilibro.
Vamos nos manter vigilantes, vigilantes dos nossos pensamentos, principalmente os irmãos que tem mediunidade ostensiva e facilmente são influenciados nessa época, aproveitar os feriados de maneira a não nos descuidarmos dos nossos pensamentos em favor de nós mesmos.
Vigiai e orai.
 Muita paz.
Um espírito amigo.                                                                   
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia de 2015.                                      
            Médium:  Débora S. C.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015


ÓCIO E VAIDADE

Hoje volto meu olhar ao passado recapitulando as atitudes grosseiras, os gestos impensados, o humor irascível. Em minha tela mental desdobram-se imagens de mim mesma entre sandices e vulgaridades. Tive tanto tempo ao meu dispor, tive amigos e companheiro que não soube valorizar.
Em meu amparo concedeu-me Jesus a mesa farta e a cultura mundana que me poupavam à luta diária pelo pão e o custo árduo da própria educação. Em meu caminho tive também carinhosas mãos que me ofertaram o consolo e abrigo ante as mágoas e tristezas que meu coração ardente houve por bem cultivar.
Tive um lar que, se não era perfeito, pintou em cores suaves minha existência de filha e mãe. Tive filhos que não soube educar, os quais relutei a deixar e vitimei ante meu apego materialista após a morte. Remoí, nesta época, dores desmedidas acabando por cerrar as portas de meu próprio entendimento.
Construí eu mesma os grilhões que me prenderam, por longo tempo, à vida pacata e quase fútil que criei para mim. De fato, se não suportei as injunções da doença e da penúria material, tampouco soube aproveitar a abastança de sentimentos e fortuna em proveito alheio. Muito foi-me concedido e, no entanto, permaneci no ócio improdutivo e na vaidade pequena, afastando-me cada vez mais da felicidade a ser alcançada.  
Hoje, refazendo o caminho percorrido, repenso atitudes e prossigo buscando abraçar o serviço ao próximo deste lado de cá. Não tenho méritos pessoais e, insisto em dizer, estacionei em minha própria caminhada, mas encontrei aqui mãos seguras e corações generosos que me concederam a oportunidade da redenção pelo trabalho e dedicação.
Deixo aqui o meu testemunho àqueles que, como eu, teimam em não aproveitar o tempo célere. Inspirada por Jesus, nosso salvador e mestre, desejo a todos a paz e a união de esforços a bem do próximo.
          
                        Cidinha.                                                         
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2014.                                     
            Médium:  Ana Paula.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

ENFERMIDADE  DO  ÓDIO

Aqui estou convalescente, pedinte e esperançoso. Estou enfermo. Uma tal enfermidade que trago no peito ofegante há varias encarnações. Doente das emoções em desalinho, em razão dos germes de ódio que agasalhei em meu coração. 
Tudo me agastava, seja o menor dos aborrecimentos ou a mais trágica calamidade. Palavras embebidas em ódio logo se avizinhavam de minha língua ferina e ágil. Conquistava platéias, inflamava companheiros invigilantes e igualmente carentes da educação de suas emoções. Frases amargurosas não encontravam obstáculo que as contivesse. Amigo ou inimigo, parente ou não, afeto ou desafeto, pouco interessava-me quem a atingia veloz e implacável no discurso destrutivo.
Não me cansava em ver a maldade e a hipocrisia ao alcance de meus olhos imersos na trave da ignorância. Achava-me o mais lúcido de todos. Atento soldado, implacável combatente. Sempre alerta aos interesses escusos e egoístas que, segundo minha concepção, encontrava-se nos bastidores de todos os atos humanos. Escarnecia e ridicularizava quando impotente assistia a ascensão de desafetos sociais. A língua ligeira e voraz não poupava oponentes e eu os via em todos os lados.
 A doença da alma, acalentada e devidamente semeada ao longo de anos extravasou seus efeitos no perispírito danificado. Lembro-me de envergar, em vida passada, o produto de meus esforços na disseminação da leviandade e do ódio. Nasci em berço empobrecido de bens materiais, embora abundante em solicitude e ternura materna. Obra de meu próprio passado faltava-me órgãos digestivos viáveis à vida adulta. Tão necessários à depuração de sedimentos alimentares e substâncias tóxicas, estes imaculados e perfeitos aparatos criados pelo Amor Divino, encontravam-se inservíveis, desgastados pelo corrosivo vergastar de sentimentos daninhos por longo tempo destilados.
Logo desencarnei, não, sem antes conhecer o amor e a dedicação de minha jovem mãe. Sentimentos estes que aqueceram o gérmen abrigado em meu peito tal como a semente do nobre trigo em meio à semeadura do joio de meus atos. Ao despertar, deste outro lado, outra vez, vi-me asserenado pelo amor com que fora acolhido no ninho materno. Para o enfermo, ardente em febre, recebera o santo medicamento.
Hoje, sigo acalentado por esses sentimentos doces e calmos, mas com enorme esforço ainda tento reeducar-me para que a enfermidade do ódio não atinja meu corpo e minha alma.
Entre amar e odiar creio ter aprendido qual a escolha correta que me levará à paz e à felicidade. Peço a Deus força e disciplina para reafirmar, todos os dias, a escolha do Amor.        
  
                        Augustus.   
                                                       
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2014.                                     
           Médium:  Ana Paula.

domingo, 25 de janeiro de 2015

GANÂNCIA

                  Boa noite, meus irmãos em Cristo. Vocês devem se perguntar. Quem é você? Quem foi você? Aos olhos do mundo, um homem comum, bom pai, bom filho, esposo e próspero financeiramente e foi, meus amigos, essa “prosperidade” que me levou à falência como ser humano. De onde vinha tanto dinheiro? Tantas posses?
                  Quem olhava achava que vinha tudo do meu trabalho, mas não, meus irmãos; eu escondia atrás do “trabalho supostamente honesto” coisas horríveis, como abusei do meu poder para levar vantagens sobre tantas coisas, atrás daquele homem poderoso, correto se escondia um espírito perverso, que em tudo o que fazia procurava tirar vantagens de pessoas e coisas.
                  Acumulei enorme fortuna. Mas a que preço? Quantas dores, quantas lágrimas, quanto sofrimento me fez construir essa fortuna, passei por cima de tanta gente sem o menor escrúpulo para conseguir o que eu queria. Como não sabia entender ou não queria, quando uma esposa sofrida vinha me pedir para ser mais paciente com certa divida, eu, ao invés disso, cobrava tudo com rigor e me apossava de bens empenhados na hora de desespero, passei muita gente para trás, inclusive meus irmãos, de cuja herança lancei mão sem o menor pudor. Para mim aquilo era normal, os bens foram deixados pelo meu pai, porque dividir com meus irmãos, tripudiei em cima de todos.
                   Meus irmãos, que vergonha sinto de mim, que vergonha cada vez que me lembro das falcatruas que fiz para acumular toda a minha fortuna.
                   Quando desencarnei, só me preocupava com o dinheiro, achava que mesmo depois de morto o dinheiro continuava sendo meu e foi assim com tremendo desespero que vi meus filhos se matando por causa do maldito dinheiro acumulado durante toda a minha vida. Vi meus filhos ficarem inimigos, minha esposa sofrer horrivelmente com toda aquela situação, o tempo foi passando e vi que as únicas coisas que acumulei na minha vida foram dores e sofrimentos que eu semeei no caminho de quantos passavam por mim.
                   Que vergonha! Sinto eu hoje! De que valeu o dinheiro? Pra hoje eu ser um espírito que não conseguiu se aceitar e se perdoar, quantos ainda vibram negativamente pra mim, como sou atingido por esses dardos mentais enviados de tantos espíritos que fiz sofrer.
                   Meus irmãos não deixem que o dinheiro possa ser a parte mais importante da existência de vocês. Como eu queria que ao invés de dardos mentais tão negativos enviados ao meu espírito pudessem ser orações de agradecimento pelo que eu devia ter feito. Como fui ambicioso, como fui detestado, nem pelos meus familiares mais íntimos sou lembrado com saudades ou com sentimentos de amor e oração.
                   Me perdoe meu Deus, sei que terei nova oportunidade, se possível peço a sua misericórdia para que na minha próxima existência eu venha desprovido de todo bem material, que eu tenha força para passar  a vida com parcos recursos, que eu consiga viver mesmo com a falta do mais básico.
                   Jesus me perdoe, me ampare.
                   Luiz Carlos.
                             

   Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2014.                                    
               Médium: Débora S C

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

E O MEU BEBÊ?

 Acordei e olhei pela janela do quarto onde estava a cama que me servia de leito. O sol brilhava intensamente lá fora. Que lugar seria aquele? Olhei ao redor e não vi ninguém que pudesse me responder, tentei levantar e dores fortes me detiveram. Imediatamente levei a mão na minha barriga, e o meu bebê?
Devagar os fatos foram passando na minha cabeça. Sim, me lembrei: aquele carro que invadiu a calçada e me atropelou, senti meus ossos se quebrando, a dor era muito forte. Ainda assim consegui ver muitas pessoas me circulando e tentando me auxiliar, nessa hora me lembrei do meu bebê, era um menino que iria nascer nos próximos dias, o desespero tomou conta de mim, ainda vi chegar a ambulância, vi ser colocada numa maca, daí pra frente não me lembrava de mais nada do que tinha acontecido.
Agora estava ali naquele hospital, desesperada pensando no que pudesse ter acontecido com o meu bebê, gritei desesperadamente. Uma senhora se aproximou de mim e me disse para que me acalmasse, que quando fui levada ao hospital os médicos  realizaram uma cesariana  e retiraram o meu menino e que ele estava bem, estava junto com o meu marido. Um enorme alivio se apossou de mim. Era certo que me sentia enfraquecida e doente, mas saber que o bebê conseguira sobreviver ao atropelamento e estar com o pai me deixou muito tranquila.
Perguntei àquela carinhosa senhora há quantos dias eu estava ali naquela situação, ela me disse que já haviam se passado três meses. Não consegui entender, parecia que tudo ocorrera a poucas horas. Exigi que entrasse em contato com o meu marido para que soubesse que eu havia despertado e trazer meu filhinho.
Lembrei-me do quartinho carinhosamente preparado por nós para recebê-lo, nesse instante me senti atraída para o meu antigo lar, sem nada entender vi meu marido na sala conversando com meu pai, enquanto minha mãe trazia no colo meu filho; corri em direção a eles e sorrindo falei com minha mãe:
 – Mãe, estou boa, me entregue meu menino, quero tê-lo em meus braços, como ele é lindo! No entanto minha mãe não percebeu a minha presença, corri para sala, observei que meu pai conversava com meu marido a meu respeito.
Como assim? Que conversa estranha era aquela? Falavam de mim como se eu tivesse morrido. Gritei bem alto que eu estava ali, ao lado deles, eles continuaram a conversa, assentei-me ao lado do meu marido e tentei segurar em sua mão. O que estava acontecendo, eu não conseguia tocar-lhe, continuei ouvindo a conversa e vi quando meu pai chorando dizia não se conformar com a minha morte. Morte? Eu estava ali ao lado dele, mais desesperada ainda gritei, gritei muito até não ter mais forças. O desespero tomou conta de mim e eu saí correndo pela rua. E agora estava eu ali naquele mesmo lugar com aquela senhora do meu lado. Fui medicada e voltei a dormir e assim fiquei não sei por quanto tempo, dormindo e acordando.
Enfim chegou o dia do meu completo despertar e, como na primeira vez, ali estava aquela senhora a me abraçar e me auxiliar. Foi devagar e com muito amor me esclarecendo tudo o que havia acontecido desde o dia do atropelamento. Imediatamente entendi tudo. Chorei, chorei mito, como isso foi acontecer comigo, esperei aquele bebê com tanto amor, amava tanto meu marido e viveria sem aquela vida planejada por nós. Digo aquela vida porque me sentia como se tivesse sido roubada da minha vida já que eu me via completamente viva em outro lugar.
Meus amigos, a dor é enorme, a saudade sem tamanho, sofri por muito tempo até conseguir entender que tudo o que nós acontece é por determinação de Deus. 
            Hoje passados alguns anos desse fato que lhes conto agora me sinto feliz e conformada, feliz por aceitar tudo o aconteceu depois. Meu marido casou-se outra vez e tenho na minha antiga casa uma verdadeira irmã do coração a cuidar do meu filho como se fosse verdadeiramente sua mãe. Não vejo nela uma rival que veio ocupar meu lugar. Vejo nela uma santa que, com muito amor, cuida do meu filho, que hoje já é um rapazinho e que a ama como uma verdadeira mãe.
             Obrigada minha querida, lhe serei eternamente grata. Sinto a alegria do meu menino cuidando dos dois irmãozinhos que você o deu. Obrigada minha irmã.
             Obrigada Deus.
              Cristina

   Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2014                                     
               Médium:  Débora S C  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015


MORTO OU VIVO

                     Então um grande vazio tomou conta de mim!
                    Acordar para que? Se fechar os olhos para morrer foi tudo que eu sempre quis. Morrer, deixar de existir. Não mais lembrar de quem sou, da vida que ficou....
                 Mas, acordei. Senti a consciência me acusar, fazendo-me lembrar de tudo aquilo que eu fiz. Deixei-me ficar onde acordei. Olhei à volta e nada divisei que me fosse bom. Rostos disformes, mentes em desalinho, risos histéricos e numa terrível escuridão.
                   A luz se fazia, apenas para mostrar as bestas humanas que estavam a passar. Por que estava ali? Não entendia. Não me achava assim tão ruim. Então eu quis chorar e as lágrimas não se fizeram e os meus sentimentos, contidos, mais me faziam sofrer.
                 Com os outros eu também caminhei, sem parar, procurando um lugar onde eu pudesse me aquietar. E não encontrei. E também não parei. Por quanto tempo? Não sei.
                    Hoje, consigo observar e as coisas à volta mudaram. São rostos que sorriem, são mãos que me estendem e também posso parar. Não sei onde estou e não posso mais pensar. Perdi a identidade. Às vezes, quero pensar e não sei com fazer. Às vezes quero falar e não me faço entender.
                      Estou morto, estou vivo? Quem pode me dizer?
                    
                     Um irmão desencarnado socorrido em nossa reunião.

                     Psicografia recebida em reunião de psicografia em 2014.

                     Médium L. Ferreira

sábado, 10 de janeiro de 2015


UM MENINO

É com muita tristeza que estou aqui. Não queria estar aqui, fui retirado brutalmente, não consigo aceitar esta nova “vida”, eu gosto, não gostava, gosto da vida quando eu estava ai  na terra.
Agora onde estou? A que tribo eu pertenço? Pois é, me sinto um índio, totalmente deslocado e sem terra.
Eu só quero a minha vida de volta, meus pais, meus amigos e, até mesmo, meus bichos.
Sei que sinto muita falta deles, aqui eu me entrego às queixas e lamentações, não consigo aceitar a minha morte sendo que não morri, estou vivo em “espírito”, mas como é muito difícil eu aceitar.
Hoje teve uma preparação muito especial para que pudéssemos estar aqui, senti um alivio e achei que eu ia poder ver os meus familiares, a minha casa, não era para ouvir a prece, oração ou reza não sei, é para escrever o meu desabafo.
A nossa preparação é toda especial e sempre com a ajuda de seres brilhantes de luz muito azul.
Eu levei um tiro e fui levado para um hospital, mas não resisti. Eu provoquei o acidente, não tinha noção que a arma estava carregada.
Se meu nome estivesse nesta lista de pedidos, eu poderia dizer que foi um acidente e que não há culpados.
Eu lamento muito, muito mesmo, foi minha culpa, eu sempre muito curioso e aconteceu simplesmente.
Agora tenho que ir, mas se possível sempre pensem em nós, aqui em cima ou aqui embaixo, pois não faço a menor ideia onde estou e qual direção.

              Obrigado
              Um menino.                   

 Psicografia recebida em Reunião Psicografia  2014

             Médium:  M. Nicodemos

domingo, 4 de janeiro de 2015

RECUPERADO DO CORPO E DA FÉ

Oi, oi eu estou aqui, nossa é possível mesmo. Duvidei o tempo todo achando que isso não seria possível eu escrever, eu estou pensando ou escrevendo? Nossa é mágico, estou muito ansioso isso pode me atrapalhar, é o que eles estão dizendo. Calma, calma preciso respirar um pouco, estou eufórico.
Mas estou muito feliz, feliz mesmo, pude ir a meu lar e dá uma espiadinha em todos. Eles estão bem, graças à Deus, mas fiquei muito triste com o meu esquecimento. Em nenhum momento meu nome foi pronunciado, nem um pensamento foi dirigido a mim.
Eu me senti esquecido, como se não, ou melhor, nunca ter feito parte daquela família. Eles me falavam aqui, que é assim mesmo, e pra mim, talvez fosse até melhor o esquecimento. Por que se for um pensamento de dor, sofrimento ou de não aceitação da minha partida eu iria sofrer muito aqui. Mas senti falta de um comentário a meu respeito, uma lembrança se quer.
Meus pais sabiam que eu estava sofrendo muito com a minha doença “câncer”, não gosto desta palavra ela me machuca ainda. Eles sofreram com a minha partida, mas ficaram felizes, pois, eu não sofreria mais. Engano deles sofri muito aqui, fui direto para o hospital, meu corpo precisava de cura, a minha fé abalada, pois, parti sem acreditar em Deus devido todas aquelas dores e injeções, muitos sofrimentos.
Mas assim que fui me recuperando, comecei a ver as coisas diferentes, vi o meu passado, o quanto eu judiei do meu corpo, não dei valor ao meu corpo perfeito que Deus fez com tanto carinho, precisei nascer e sofrer na carne o mal que fiz em meu corpo.
A minha fé? Estou tão fortalecido na fé que chego a iluminar, quem está do meu lado sente a minha fé e se encanta, pois acredito em Deus nosso pai e sou hoje um Filho de Deus recuperado do corpo e da fé.
Mas voltando em minha casa, o meu cachorro, acho que sentiu a minha presença e a minha energia, pois, ficou agitado. Talvez seja a minha carência que faz eu pensar assim.
Fico feliz em saber que todos estão bem, o meu recado é que às vezes nós podemos fazer uma visita na nossa casa sem fazer nenhum mal e principalmente estando muito bem  acompanhado de quem guardiões muitos especiais.
Um grande abraço.  
Um Filho de Deus recuperado.
       

 Psicografia recebida em Reunião Psicografia  2014
             Médium:  M. Nicodemos