sexta-feira, 8 de dezembro de 2017



NO VELÓRIO

 Amigos, quando formos chamados a comparecer num velório, pensemos nisso:
 - Guardar serenidade e pensamentos bons;
 - Prece em favor do desencarnado e familiares;
 - Silêncio e educação.
Como temos visto a presença de irmãos encarnados quando participam de um velório e o comportamento, muitas vezes, deplorável desses irmãos nos levam a crer que ainda somos muitos insensíveis às dores alheias.
Devemos guardar serenidade porque ali não está só um corpo sem vida, na grande maioria das vezes o irmão desencarnado ainda se encontra ali, próximo ao corpo inerte. Às vezes, nem mesmo os familiares do desencarnado conseguem manter serenidade, para a família a dor faz, muitas vezes, com que percamos a razão.
 Ao participar de um velório, é importante que saibamos nos comportar de maneira correta, pois ali, naquele local, se encontram espíritos trabalhadores que precisam de silêncio e tranquilidade para realizar os propósitos de fazer com que aquele irmão ali “exposto” se desligue da matéria. A espiritualidade trabalha intensamente nessas horas, por isso é desagradável ver a conduta de companheiros de ideal encarnados.
Vamos, nessas ocasiões, dar o exemplo, vamos nos manter em silêncio, em prece, evitar a conversa em torno dos assuntos referentes ao companheiro ali desencarnado e manter as vibrações de paz e de amor em favor do companheiro que está passando por uma fase difícil.
Auxiliemos a espiritualidade no trabalho prestado em favor desse companheiro, respeitemos a dor dos familiares que ali estão sofrendo a perda de um ente amado. Deixemos o falatório para depois, se for imprescindível dar algumas palavras com alguém que se tenha encontrado ali naquele local, vamos sair da sala de velório para poder ter essa conversa; a sala onde o corpo está sendo velado é um local sagrado para a espiritualidade, seja o desencarnado quem for.
Vamos ser breves e dar um abraço amigo nos familiares e não dizer meus pêsames. Vamos fazer diferente: pedir a Jesus que dê forças para o momento difícil pelo qual estão passando sem, entretanto, ficar tentando saciar a nossa curiosidade em relação ao que está ocorrendo.
A pessoa mostra que tem educação em várias circunstancias, mas, em especial, essa é a maneira de mostrarmos que temos educação.
Silêncio. O silêncio é uma prece. Vestir-se conveniente para a ocasião, uma pessoa de boa educação jamais se apresentará nessas circunstâncias com roupas impróprias; devemos nos vestir de maneira a não ferir os olhares da família. Não digo que devemos nos vestir de preto e chorar sem estar com vontade, mas devemos nos vestir com uma roupa que imponha respeito.
Tenho participado como assistente em várias situações como essas e fico triste em ver como ainda damos pouco valor ao trabalho da equipe espiritual ali presente. Vamos, como irmãos de ideal, dar o exemplo quando chamados a um velório.
Desculpem-me se não consegui transmitir minhas idéias com clareza. Como vocês, ainda sou um aprendiz.

Um espírito estagiário nesse assunto.
 
             Psicografia recebida em 2017.                                      

             Médium: Débora S C.

sábado, 2 de dezembro de 2017


VIDA APÓS A MORTE

As dúvidas e interrogações que eu tinha sobre a morte eram muitas. Não sabia ao certo como seria, mas tinha medo do que podia ocorrer.
Sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, pois eu já era um senhor idoso.
Vivia os dias conforme eles vinham. Um dia bem, outro dia mais ou menos, e alguns dias, não poucos, sentia dores. Dores finas no peito que eram suportáveis, pois logo passavam.
Não gostava de ir a médicos, mas as dores começaram a ser mais repetitivas e eu tive que procurar um médico. Fiz vários exames. Só faltaram me virar do avesso. Pressão meio alterada, coração descompassado e, às vezes, uma tosse inesperada e rouca. Resultado: meu coração não ia bem. O profissional chamou meus filhos e aconselhou uma internação para outros exames mais apurados.
Estava internado ainda quando sofri um enfarto do miocárdio. Não sei como foi, mas o certo é que morri.
Eu que não queria muito saber de morte, não sabia como era e fiquei ainda sem saber. Só sei que tive uma dor angustiante e, depois, tudo apagou. O nada... Tudo era silêncio. Senti uma angústia tremenda, mas eu respirava ofegante, as dores continuavam e eu não sabia onde estava. Muito frio, suava frio, com as dores. Mas eu tinha que tentar dormir ali mesmo.
Mesmo em tal estado, eu sabia que não estava só, pois parecia haver alguém comigo, me amparando, embora eu não visse ninguém.
Naquele local em que me encontrava, deitei e dormi. Quanto tempo se passou eu não sei. Descansei e, quando acordei, já estava em uma maca sendo levado por dois maqueiros risonhos que me cumprimentaram perguntando como eu estava. Eu estou bem melhor, respondi. Mas onde estou? Não me responderam e me levaram a um quarto de hospital que era muito semelhante ao que eu estava quando vivo.
Vi alhures uma pessoa que, parada, me olhava com o olhar muito carinhoso. Era minha avó. Eu fui criado por ela e ela já havia morrido há muito tempo.
Os rapazes que me transportavam e me acomodaram no leito a chamaram e ela se aproximou falando-me como falava quando eu era menino:
– Agora sou eu quem vai cuidar de você, mas quando você crescer vai cuidar de mim (foi isso mesmo que aconteceu, eu cuidei dela em sua doença).
– Mas vó, como eu vou cuidar da senhora quando crescer se eu morri e não cresço mais? Estou morto e velho. – perguntei a ela. E ela me deu a seguinte resposta:
– Depois você verá meu filho, aqui as coisas são assim: os velhos ficam novos e os novos ficam velhos. Basta voltar para Terra como criança, envelhecer e mudar de papel com aqueles que foram seus pais e avós. Vamos aguardar. O tempo daqui não é igual ao da Terra que temos que esperar tanto. Nós é que evoluímos e damos novas oportunidades ao nosso espírito. Agora repouse, pois eu vou cuidar de você, para que você volte a reencarnar para ser meu pai.
Dormi e hoje já me acho bem acompanhado, não só por minha avó, mas por espíritos abnegados que me ajudam e me ensinam. Foram eles também que me convidaram a dar este depoimento. Disseram-me que havia um grupo em estudo e que eu podia escrever através de um médium.
Eu agradeço-vos por isso e vou me despedir dizendo: Continuem a esclarecer as pessoas sobre a vida após a morte, porque muito ajudarão com seus escritos.

            Pedro.  
                                                                       
         Psicografia recebida em 2017.                                     

         Médium: Catarina.

sábado, 25 de novembro de 2017



SUICÍDIO, COMO LAMENTO TER FEITO ISSO

Senhor, meu Deus, quanto sofrimento, quanta dor, o sentimento de abandono dilacera o meu coração, me falta o ar. O que fazer diante de tanto sofrimento assim?
Preciso de uma luz, de paz, a minha cabeça dói e não pára em nenhum momento de pensar, penso o tempo todo, não tenho tranquilidade para um descanso necessário.
 Vivo tomando remédios e já não aguento mais essa vida, faço terapia e não vejo sentido em mais nada. Antes eu tinha esperança quando acordava e via a possibilidade de renovação e mudança, mas não nos últimos momentos de minha vida, tudo para mim era nada.
Comecei a buscar novas alternativas para a minha vida e comecei a ler literaturas sobre pessoas que tiravam a própria vida, seus últimos momentos e o fim. Nas biografias que eu lia, vi que tudo era tão simples e que eu poderia, sim, pôr um fim na minha vida que já não fazia sentido.
Fiz um apelo a Deus e roguei que me ajudasse a sair daquele mundo negro e sem possibilidades, não recebi resposta e minha dor foi maior.
E finalmente acordei, convicta de que aquele dia era propício a colocar o tão sofrido fim. Eu simplesmente fiz o que eu planejei. Busquei ajuda e não tive respostas que me convencessem a mudar de opinião.
Hoje, já resgatada de um lugar terrível, escuro e de muito sofrimento, vi que Deus veio com várias respostas e eu com a minha ignorância e orgulho não tive olhos de ver e nem ouvidos de ouvir.
Eu lamento muito ter cometido o suicídio e vi que eu poderia ter sobrevivido a tudo e que, na realidade, não havia motivos suficientes para que  colocasse fim à minha vida, vida que eu não soube entender, ou melhor, não quis entender.
Deixo aqui meu depoimento para que todos valorizem a vida, ela vale a pena e não deixem que a tristeza tome conta de seus corações. Lembrem-se de Jesus: Orai e Vigiai.
Obrigada a todos que oraram e pediram por mim, foram as orações e o carinho que me fizeram sair do vale da escuridão.

Ângela M.

 Psicografia recebida em 2017.

             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 18 de novembro de 2017


REENCARNAR  PARA  VENCER


Agradeço a Jesus a oportunidade de contar-lhes um pouco da minha última encarnação.
Começarei pelo tempo em que me preparava. Em encarnação anterior fui muito inteligente, mas infelizmente fui muito egoísta e não fiz bom uso dessa inteligência, infringi as leis de Deus de maneira que se eu contasse-lhes aqui, causaria espanto e horror em muitos.
Quando eu me preparava, após muitos anos de sofrimento, ficou acertado a minha volta, estaria ali começando o meu ressarcimento com as leis de Deus. Para isso foi determinado, e por mim aceito, nascer em condições deploráveis de saúde física, mental e social.
Nasci numa família desestruturada e sem a mínima condição financeira para cuidar de um ser que como eu dependeria de cuidados desde o dia da minha chegada até o último que passasse na carne.
Meus pais, alcoólatras e já com dois filhos pequenos, me rejeitaram, e assim fui abandonado em um lugar sóbrio e fiquei ali entregue a minha própria sorte. Contava com apenas quatro meses de vida quando isso aconteceu. Permaneci ali indefeso por muitas horas até que um ser me encontrou e fui imediatamente acolhido num hospital, estava muito doente, fui tratado e ninguém nunca apareceu para reclamar aquele ser encontrado em situação tão triste.
Assim que recuperei fui levado para um orfanato e ali cresci sem a menor chance de que alguém me adotasse, eu era paralítico e demente, quem haveria de querer uma criança assim?
Os anos se passaram e aquele orfanato já não podia continuar comigo, fui então transferido para outro lugar de acolhimento a deficientes mentais. Vivi ali até o último dia no corpo físico.
Eu era um vegetal, e nem na hora do sono eu conseguia um pouco de lucidez, vivi por 28 anos e sofri preso aquele corpo deficiente e por todo esse tempo  nunca soube o que é ser amado, nunca mesmo.
Hoje passada essa encarnação estou de volta ao plano espiritual e agradecido à Deus por ter me permitido ressarcir um pedaço grande dos meus erros, o tempo que passei encarcerado naquele corpo deficiente foi uma dádiva de Deus ao meu espírito rebelde. Sinto-me ainda em débito, mas também sinto-me mais leve. Sou como um pássaro liberto, e isso me transborda de felicidade.
Me preparo para uma nova vida, desta vez terei mãe e pai amorosos, um lar feliz, serei uma criança normal, e pretendo com isso conseguir por em prática tudo o que eu aprendi. Tenho fé em Deus de que vou conseguir dessa vez realizar coisas boas e com a minha inteligência ajudar na elevação de muitos.
Em breves dias retornarei à Terra e levo comigo a paz, e a esperança de que dessa vez tudo será diferente. Aprendi a dar valor a vida, a minha vida e a dos outros principalmente.
Orem por mim, preciso vencer, não posso mais falir, estou em paz e quero permanecer em paz.                                                             
Nome? Pra que? Já tive tantos!
Apenas um reencarnante que precisa vencer.
                                    
                                                         
Psicografia recebida em  2017.                                      

             Médium: Débora S C.

sábado, 11 de novembro de 2017


MÃE  EU QUERO O SEU COLO

Ah mamãe, quanto tempo já passou, quanto tempo...
Os anos passaram tão rápido que nem reparei que cresci, que tornei homem, que deixei de ser gente e transformei-me no que hoje sou, um homicida...
 Ah mamãe como deixei que o ódio tomasse conta do meu ser, como pude deixar de ser aquela criança que fui, que deitava a cabeça em seu colo e chorava quando estava assustado? E hoje fiz várias crianças chorarem sem o colo de seus pais...
Mãe achei que era forte, achei que era invencível, achei que podia fazer a “minha justiça” e com essa mentira agi por uma vida inteira.
Mãe você foi tão boa e amorosa e eu cultivei tanto ódio e ira no meu ser, de onde tirei tanta crueldade, tanta insensatez?
“Limpei” tanto a sociedade dos ditos homens maus, que não vi que eu era tão mau quanto um daqueles que ceifei a vida, sentindo-me um “Deus”, um juiz  e um executor.
Hoje vejo que nada fui e nada sou, hoje vejo que fui um tolo, um louco que se investiu de uma autoridade que não possuía e que em nome de Deus tornei-me o mais desprezível de todos os homens, um flagelo
Mãe perdoa seu filho que também lhe assassinou, mesmo que sem violência, mas que lhe assassinou a vontade de viver, a coragem de continuar no caminho.  
Mãe a dor que hoje sinto é tão grande que a vontade que tenho é ter a chance de um dia pode sentar no chão e deitar minha cabeça em seu colo e receber o afago que tanto me aliviava. 
Me perdoa. 

Arthur.

 Psicografia recebida em  2017.                                   
             Médium: Luciano C.

sábado, 4 de novembro de 2017


A MORTE NÃO É O FIM, É O COMEÇO DE UMA NOVA VIDA

Se eu fosse escolher a minha vida hoje, jamais escolheria aquela fábrica  para trabalhar.
Fui jovem, cheio de sonhos e queria ter um lugar que me desse segurança a mim e minha família que eu pretendia construir. Conheci uma moça alegre bonita e muito delicada e eu pretendia com ela me casar. Pois bem, o emprego que me foi oferecido foi naquela fábrica de tecidos. E lá fui eu cheio de boa vontade.
Eu consertava as máquinas quando elas estavam estragadas, pois além de tecelão eu entendia bem de máquinas.
Trabalhei muitos anos, até que meus filhos cresceram e também seguiram seus rumos.
Fiquei eu e minha velha(que era aquela moça bonita) que aos meus olhos ela continuava linda.
Estava prestes a me aposentar, quando uma máquina de tecer e dobrar os panos emperrou. Me chamaram e lá fui eu. Tive que entrar por baixo das ferragens para ver o defeito. E não sei porque carga d’água a máquina começou a funcionar. E eu fui colhido por ela. Machuquei muito. Levaram-me ao hospital, mas eu não resisti.
Para mim eu ainda estava no hospital e queria ver minha “velha”, mas ela não vinha. Queria dizer a ela que não ficasse preocupada, pois eu iria me recuperar e voltaria para casa.
O tempo foi passando e nada disso aconteceu. Eu melhorei, comecei a convalescer, e não me levaram pra casa.
Parecia que eu estava em outra cidade e eu comecei a me preocupar.
Uma tarde, eu estava passeando com um companheiro que sempre me acompanhava, vi chegar até mim minha mãe, muito jovial e alegre. Como? Perguntei eu. Minha mãe havia morrido há mais de trinta anos. Foi o maior choque para mim, pois aí eu soube que já havia morrido.
Comecei a preocupar-me com minha esposa, e fui informado que também ela estava no mesmo hospital em que eu estivera.
Pedi para visitá-la e lá fui eu. Ela estava dormindo como num torpor e mal me viu.
Eu senti muito a necessidade de ficar com ela e lá me deram a oportunidade de cuidar não só dela, mas de dois outros enfermos que estavam no mesmo quarto.
Venho aqui prestar esse meu depoimento para lhes dizer: a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida, novas oportunidades e novos horizontes se deparam para nós.
A humanidade precisa de espíritos que saibam consertar máquinas, mas que também possam cuidar de seus semelhantes.
Estou feliz e me despeço agradecendo essa oportunidade. O trabalho me espera.

Lauro C. Costa.
Desencarnado há 15 anos.

            Psicografia recebida em 2017.
            Médium: Catarina. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017


POR  SER  HOMOSSEXUAL VIREI  UM  SUICIDA

        Não foi nada fácil permanecer nesse mundo de pessoas maldosas e preconceituosas. O tempo que permaneci foi de muitos conflitos, pois lidar com ser humano é extremamente difícil. Um mundo poluído de pessoas maldosas, de falta de amor com o próximo, de preconceitos, pessoas que falam o que não devem e massacram a vida dos outros.
        Como disse vivi grandes conflitos desde a minha adolescência. Quando comecei a entender e me conhecer decidi enfrentar a tudo e a todos, mas infelizmente não consegui e fui um fraco. Peço perdão por isso, pois o sofrimento de todos foi imenso.
        Posso dizer que o meu sofrimento foi bem maior. Foi dolorosa essa transposição de mundos se é que eu possa chamar assim. Fui uma criatura notável. Meus pais tinham orgulho de mim, pois eu era amável, delicado, engraçadinho e inteligente. Fui crescendo e tentando me encontrar. Aí sim começou a aparecer os reais e verdadeiros problemas.
        Ao confessar aos meus pais e a alguns amigos que era e me sentia um homossexual, não recebi apoio e fui discriminado pela maioria de meus amigos.
       Foi um processo muito doloroso, pois amava meus pais e queria muito que eles continuassem sentindo orgulho de mim, assim como quando eu era criança.
       Em nenhum momento recebi apoio. Eles não conseguiram lidar com todo esse problema. Pra mim não era um problema, eu só queria ser feliz, mas pra eles um problemão.
     Me ameaçavam em todos os momentos. Passaram a me olhar com indiferença até que me convidaram a deixar a casa. A casa que cresci, me criei e fui amado.
       Tive que partir, sem saber pra onde. Não virei um bandido, nem virei drogado, mas virei um suicida. Que triste a minha historia que tinha tudo para ser linda. Poderia ter amado e poderia ter recebido amor. Porque as pessoas são tão cruéis?
        E as pessoas que amamos e diziam me amar, porque me maltrataram tanto a ponto de perder o controle e tirar minha própria vida?
      Precisei de uma coragem para fazer o que fiz. É preciso muita coragem mesmo para tirar a própria vida.
       Me vi numa situação bem pior. Passei um grande período em sofrimento. Andei por lugares fétidos, ermos e me via em constante estado de sofrimento.
       Me perguntava a todo instante. Quando isso vai acabar? Já morri... Porque tudo não acaba? Será que Deus é tão mal a ponto de me deixar passar por tudo isso sem me abraçar ou me dar a mão ou me tirar desse lugar? Onde está você meu Pai? Eu te chamava sempre nas minhas orações. Conversávamos tanto e agora você me abandonou? Acho que devido a minha persistência em chamá-lo ele me alcançou e veio ao meu encontro através dos seus mensageiros de luz.
        Agora desperto e mais entendido da minha real situação venho aqui deixar minha mensagem aos jovens que sofrem presos como eu sofri. Não se deixem abater. Não sejam fracos, sejam fortes. Jesus não desampara. O que precisamos fazer é seguir a sua luz. Aqui é muito pior. Uma morte desse jeito, como foi a minha deixa muitas sequelas, muitos arrependimentos.
        Ainda não sinto o arrependimento de ver meus pais sofrem pelo que contribuíram para minha morte ou minha fraqueza, mas sinto um grande arrependimento por não ter dado sequência na minha vida, por não ter sido forte, por não ter ouvido o meu coração e seguido adiante.
       Isso seria um desabafo. Estava precisando desse choque. Choque entre esses dois mundos. Como me sinto vivo, me acho apto para colocar aqui meu depoimento.
         Humanos vamos ter compaixão dos seus filhos, dos seus irmãos. Vamos amar mais e parar de hipocrisia. Vamos ajudar mais, e vamos dar o melhor remédio do mundo para a cura que é o amor.

        Meu nome é Inácio e vivi na cidade do pai da aviação.  
                    
        Psicografia recebida em 2017.                    

        Médium: R. Lameirinhas.