A MORTE NÃO É O FIM, É O COMEÇO DE UMA NOVA
VIDA
Se eu fosse escolher a minha vida hoje,
jamais escolheria aquela fábrica para
trabalhar.
Fui jovem, cheio de sonhos e queria ter um
lugar que me desse segurança a mim e minha família que eu pretendia construir. Conheci
uma moça alegre bonita e muito delicada e eu pretendia com ela me casar. Pois
bem, o emprego que me foi oferecido foi naquela fábrica de tecidos. E lá fui eu
cheio de boa vontade.
Eu consertava as máquinas quando elas
estavam estragadas, pois além de tecelão eu entendia bem de máquinas.
Trabalhei muitos anos, até que meus filhos
cresceram e também seguiram seus rumos.
Fiquei eu e minha velha(que era aquela moça
bonita) que aos meus olhos ela continuava linda.
Estava prestes a me aposentar, quando uma
máquina de tecer e dobrar os panos emperrou. Me chamaram e lá fui eu. Tive que
entrar por baixo das ferragens para ver o defeito. E não sei porque carga d’água
a máquina começou a funcionar. E eu fui colhido por ela. Machuquei muito.
Levaram-me ao hospital, mas eu não resisti.
Para mim eu ainda estava no hospital e
queria ver minha “velha”, mas ela não vinha. Queria dizer a ela que não ficasse
preocupada, pois eu iria me recuperar e voltaria para casa.
O tempo foi passando e nada disso
aconteceu. Eu melhorei, comecei a convalescer, e não me levaram pra casa.
Parecia que eu estava em outra cidade e eu
comecei a me preocupar.
Uma tarde, eu estava passeando com um
companheiro que sempre me acompanhava, vi chegar até mim minha mãe, muito
jovial e alegre. Como? Perguntei eu. Minha mãe havia morrido há mais de trinta
anos. Foi o maior choque para mim, pois aí eu soube que já havia morrido.
Comecei a preocupar-me com minha esposa, e
fui informado que também ela estava no mesmo hospital em que eu estivera.
Pedi para visitá-la e lá fui eu. Ela estava
dormindo como num torpor e mal me viu.
Eu senti muito a necessidade de ficar com
ela e lá me deram a oportunidade de cuidar não só dela, mas de dois outros
enfermos que estavam no mesmo quarto.
Venho aqui prestar esse meu depoimento para
lhes dizer: a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida, novas
oportunidades e novos horizontes se deparam para nós.
A humanidade precisa de espíritos que
saibam consertar máquinas, mas que também possam cuidar de seus semelhantes.
Estou feliz e me despeço agradecendo essa
oportunidade. O trabalho me espera.
Lauro C. Costa.
Desencarnado há 15 anos.
Psicografia recebida em 2017.
Médium: Catarina.




