quarta-feira, 1 de julho de 2015


MINHA ULTIMA MANHÃ

Quando acordei naquela manhã não podia pensar em nada de diferente, era só mais uma manhã, não pensava que era minha ultima manhã, meu ultimo dia encarnado.
Muito cedo como sempre fazia levantei-me e ao chegar na cozinha algo estranho aconteceu, o olhos ficaram turvos e não mais segurei meu corpo, cai e nada vi ou senti, achei que havia escorregado ou algo do tipo, mas não vi mais a luz do dia.
Acordei tempo depois, estava em um hospital e lá estranhei não estar ao  meu lado minha esposa querida, pois esta nunca me deixava só, especialmente em uma hora difícil como esta, num hospital.
Um enfermeiro chegou e perguntei por meus parentes e logo me disse que o médico iria falar-me. E ele realmente rápido apareceu e pôs a falar animadamente comigo.
Acalmou-me e deu-me a noticia que nunca esperava ouvir, eu havia morrido, foi um choque muito grande e difícil de acreditar, pois como morto e tive um mal súbito e estava ali conversando com ele.
Adormeci novamente e tempo depois acordei, esse tempo foi um pouco longo, e aí com muita paciência e amor, fui começando a entender tudo o que aconteceu, e a saudade de vocês veio forte e doeu todo o meu ser, como ficar longe da segurança e felicidade de nosso lar.
Meus amores foi com muita dificuldade e muita ajuda, que aceitei  minha nova condição e passei a aceitar e vivenciar os dias sem vocês. Hoje agradeço a Deus por tudo, pelos dias que concedeu-me junto a vocês e por ter sido amparado logo após o meu desencarne, o “mal súbito”foi o infarto fulminante que encerrou meus dias neste orbe.  
Regina obrigada por tudo que você fez por mim, pela sua atenção e amor que nunca deixou de dispensar-me, quanta saudade, obrigado pelos dois filhos lindos que nesta terra deu a chance de encarnar, duas jóias raras que eram e são a razão de meu “viver”.
Agradeço ao Bom Deus pela oportunidade de poder aqui lhe trazer essas rápidas palavras e dizer que estou bem, não senti nada com a morte e nada sofri, que você continue alegre e a mãe maravilhosa que é, confie sempre em Deus e tudo há de se ajeitar.
Abençoo nossos garotos e que Jesus continue sempre iluminando sua vida.

Adelmo Augusto.    

            Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     

            Médium: Luciano C.

domingo, 28 de junho de 2015


Anjos Especiais

              Uma mãe quando recebe por filho uma criança deficiente sabe de todo o trabalho que terá durante a vida e do amor que terá que dispensar a esse ser que mesmo com o passar dos anos continuará criança.
              E eu recebi uma criança assim, um menino lindo que eu amei desde o primeiro momento que o vi, diferente do pai que nunca se conformou com a ideia de ter um filho deficiente, logo foi se afastando e pouco tempo depois do nascimento do nosso menino não suportou a situação e nos abandonou.
              Criei meu menino sozinha, eu tinha um bom emprego e recebia também a pensão do ex-marido, com isso sempre tivemos vida confortável e na parte material nunca faltou nada pro meu menino.
E assim fomos vivendo, eu tinha uma auxiliar que cuidava dele enquanto eu trabalhava, essa auxiliar no fim das  contas passou a ser uma amiga, uma verdadeira irmã.
O tempo foi passando, e quando meu eterno menino já contava com 20 anos, eu adoeci, fiquei muito mal e durante dois anos lutei contra a doença, que enfim acabou me trazendo pra cá.
Ao me ver aqui entrei em desespero, só pensando no meu menino. Imaginava o que lhe aconteceria, mas durante a minha doença passei uns bens para a minha auxiliar, e com ela combinei tudo, e ela pessoa boa e iluminada cumpriu o que me prometeu. Mudou-se para a minha casa com sua família e fez do meu antigo lar o seu novo lar, cuidando com carinho extremo até o último momento do meu menino.
Ele embora o tratamento maravilhoso e atenção dispensada a ele, três anos depois também regressou e hoje estamos juntos.
Oh mães que recebem como filhos esses anjos especiais, cuidai deles com desvelado amor, pois mãe desses anjos especiais é mãe duas vezes.
Tenham fé, Deus só manda anjos especiais a mães especiais.
Amai-vos com toda sua força.

Jurema.

Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em 2015.
Médium Débora S C.

quarta-feira, 24 de junho de 2015


ATOS  TRESLOUCADOS

Que felicidade sinto hoje, nunca achei que novamente falaria ou escreveria essa palavra, mas hoje posso dizer isso com contentamento.
Os dias tenebrosos de minha existência se foram, as noites intermináveis passaram, a névoa e o lodo não mais fazem parte da minha vida.
            Depois de tantos atos tresloucados que fiz em minha existência, acordei para uma noite interminável onde meus atos a cada segundo eram por mim lembrados, cenas que nunca paravam de passar.
Como sofri, como fui tolo e inconseqüente.
Pra mim pareceu que foram dias nessa loucura, mas hoje que sei foram muitos anos. Achava que estava na maior, que sempre estava, mas essa foi diferente, essa não passava, deixou de ser um barato e passou ser ruim e mal cheiroso, e daí o farrapo humano e as degradações e para o desespero foi um pulo.
Quantas vezes sentia vontade de sair daquela onda e não conseguia, com o tempo as vezes me fazia “pensar” que aquela loucura nunca ia passar.
 Um dia no lumiar da loucura lembrei de Deus, aquele Deus que minha mãezinha sempre falava para mim e eu achava bobagem.
Foi esse Deus que me levou daquela onda e me tratou e hoje sou um novo ser, debilitado ainda, mas feliz. 
Obrigado meu Deus e perdoe minha falta de credulidade.
Obrigado a todos que me ajudaram e perdoe-me.

Um Irmão que não merece ter um nome.  

            Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     

            Médium: Luciano C.

domingo, 21 de junho de 2015


AQUI  RESPEITAM  MINHA  RELIGIÃO


Bom, é com muita alegria que estou aqui, para relatar um pouco da minha vivência quando encarnada.
Desencarnei já idosa e com muita sabedoria, graças a Deus. Sou católica, como posso dizer praticante, assim eu fui. Como era muito religiosa e lia muito, tinha umas dúvidas e quando desencarnei, pude ver que realmente as minhas dúvidas tinham sentido real.
Quando desencarnei, logo disse, sou católica e sou muito religiosa, quero ser bem recebida porque fui uma pessoa do bem, e engraçado agora dizendo cheguei com autoridade, fiz caridade, ajudei a minha comunidade e principalmente fui uma boa educadora e muito boa mãe.
Longe achar que sou perfeita, não, pois tinha um vício terrível que não pude vencer, ele me venceu, o cigarro, infelizmente me tirou a vida através de um câncer.
Como católica não deixei de ser, é a religião que abracei e pela qual fui criada, fuicriadaacei e pla qualnceu, o cigarro, infelizmente me tirou a vida atraves a mha umas duvidas e quando desencarnei, pude ver aqui todos me respeitam e sempre que possível recebo lições de religião e não de espírita, existe um respeito muito grande. Sinto ainda que não tenho a sabedoria suficiente para entender e aceitar o espiritismo, tenho que ler e estudar mais.
Creio na igreja e na santa missa, assisto missa sempre que possível, a minha fé ela é viva e latente dentro de mim, jamais deixei de crer em Deus e em seu filho Jesus, mas também tem os meus santos (Antonio, São Judas Tadeu, Maria, São José, São Benedito..).
Eu sou católica, sou muito feliz e fiel a Deus.
Um grande abraço.

            Maria José.                   

Psicografia recebida em Reunião Psicografia  2015.

            Médium:  M. Nicodemos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015


VIVA MAMÃE, VIVA!
  
Mãe,
Há coisas que no momento nos fogem a compreensão. O fato é que nos separamos de forma drástica e isso não é fácil de aceitar. Mas te peço que pare um instante e pense na vida que ainda tem na Terra.
Não se prenda ao sofrimento, siga em frente e viva a felicidade que lhe é possível. Não desanime! Eu vivi momentos difíceis quando aqui cheguei, mas agora já estou melhor.
A revolta só atrasa nossa compreensão e nossa felicidade. Sinto muitas saudades também, mas precisamos aprender a lidar com ela, não podemos deixar a tristeza dominar nosso coração.
Força! Coragem! Eu te amo e sempre estarei com você. Um dia iremos nos reencontrar, mas até lá VIVA, VIVA!
Eu estou vivo e caminhando e preciso te ver assim também para poder sorrir.
Te quero bem, meu grande tesouro que Deus me deu.
Receba
Abraços, beijos e o calor do seu filho.   

            Everson de O. C.       (desencarnou  aos 26 anos assassinado).

Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                      
            Médium:  Sandra.

sábado, 13 de junho de 2015


AINDA NÃO ME CONFORMEI

 Não me sinto bem aqui, ainda sinto falta do meu corpo, mas não posso pensar muito que começo a sentir as dores do meu corpo dilacerado, sinto-me muito mal, sem vontade de nada, ainda não me conformei e nem sei se vou me conformar, não era preciso que me matasse, tudo seria resolvido, mas ao invés disso preferiram acabar comigo.
Sinto muito ódio, muito mesmo e tudo o que eu mais desejo é me vingar, tenho vontade de me apossar de um corpo para poder realizar minha vingança, não aceito que tenham me tirado a vida e preciso fazer algo a esse respeito.
Várias vezes já fui orientado a respeito dos meus sentimentos e muitas vezes até tive vontade de mudar, mas não consigo o  ódio toma conta de mim, precisava me livrar disso, mas não tenho conseguido, e nem sei se quero, perder a vida na minha idade não é brincadeira.
Eu ainda tinha muita coisa pra fazer e aí vem alguém e tira todas as suas chances e oportunidades, você não teria o mesmo sentimento que eu tenho?
Vamos ser realistas, aceitar perder a vida porque ela lhe foi roubada não é fácil de aceitar. Se outro motivo qualquer fizesse com que eu voltasse acho que aceitaria, uma doença, um acidente, mas ser morto, deixar de viver simplesmente porque alguém decidiu que eu não merecia viver? Como aceitar?
Sinto não poder escrever coisas boas e lhes dizer de amor e felicidade, de aceitação como sei que é de se esperar, mas o que sinto não posso esconder.
A única coisa que peço é que orem pelo meu coração conturbado e aflito, preciso melhorar, viver assim tem me reduzido a nada, preciso deixar esse ódio que me domina e como já me disseram aqui isso já está sendo um começo, mas ainda preciso tanto de ajuda, e até de saber me ajudar.
Orem por mim!!
Me perdoem por tudo, amo vocês e o que eu mais queria era poder estar junto á vocês, sinto muitas saudades, me ajudem, não me esqueçam em suas orações.
Perdão mais uma vez eu lhes peço.

Heitor.                                     
(Desencarnou  aos 17 anos assassinado).

            Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     
            Médium:  Débora.

terça-feira, 9 de junho de 2015


UM SOLDADO ROMANO

Era o ano 20 DC. Os circos estavam aferrados de cristãos para serem sacrificados às feras.
         Eu era um soldado romano e tinha como obrigação a vigia dos presos. O que mais me tirava o sossego era ver que aqueles que iam morrer oravam e catavam, dando graças a Deus pelo seu sacrifício. E minha mente atormentada com isso me tirava o sossego...
        Uma madrugada, Roma acordava aos clarões do sol. E naquele dia seriam sacrificadas 2000 almas... Eu já dizia almas e como que tocado por algo estranho, quando eu aguardava os cânticos dos cristãos que eu já sabia alguns de cor, uma luz tremenda chamou-me a atenção para um cárcere de mulheres...
        O que eu via? Uma moça deu a luz a um entezinho que choramingava e eu não sabia o que fazer. Ela seria sacrificada, mas e o filho?
        Ah senhores, eu pedi à ela que me desse, que eu criaria e que iria viver em outras plagas, mas o criaria...
          E o fiz. A mulher foi sacrificada, e eu fui pai sem ter gerado.
          Termine os meus dias como cristão e meu filho me amparou.
          Morri em um circo também, mas meu filho escapou.
         Hoje na eternidade estamos juntos eu, meu filho e aquela moça que mais tarde vim a saber que tinha relações espirituais comigo de outras vidas.
         Graças à Deus.           
         Ciro, Soldado Romano.                                                            
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em 2015.                                     
Médium: Catarina.

domingo, 31 de maio de 2015


EM  NOME  DA  MINHA  BELEZA


Hoje depois de muitos anos aqui me foi concedida a chance de poder me dirigir a vocês, de contar um pouco a minha historia, desta forma aliviar um pouco a culpa que carrego dentro de mim.
Fui mulher frívola, vivi as facilidades da vida, e desta forma só busquei caminhos errados.
Muitos filhos eu tive e nenhum deles deixei nascer, abortei cada um deles, em nome da minha beleza e das ditas facilidades que tinha com isso.
Com o passar dos anos o peso deles começou a pesar em meus ombros e as facilidades que eu tinha começaram a sumir e as dores e constantes ataques daqueles que abortei me corroíam.
Veio a doença, a solidão e a beleza se foi, e a sarjeta foi minha companheira e com ela o sono da morte.
Ah, quanta dificuldade passei após o desencarne, quanto sofrimento e insultos, quanto arrependimento...
Foram anos a fio neste sofrimento, os quais nem sei precisar, mas um dia fui acolhida e ajudada e tudo começou a mudar.
Hoje venho testemunhar esse meu equívoco, e alertar a todos para que não entrem neste caminho que trilhei.
Quantas almas eu ceifei e impedi de renascer, quantos inimigos eu amealhei e tudo por causa da minha beleza e as ditas felicidades e facilidades.
Peço a Deus que me conceda a chance de renascer e ter uma mãe boa e que não tenha medo de receber-me. Tenho medo, mas Jesus há de me ajudar.
Que Jesus possa me perdoar.

Letícia.  

            Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     
            Médium: Luciano C.

quinta-feira, 28 de maio de 2015


ELA  SE  MATOU


O leque em que eu me abanava era todo rendado  e colorido artisticamente.
Eu estava comodamente assentada em minha cadeira de balanço após o jantar. Olhava para fora de minha fazenda, através de uma janela com vidraças.
Era hora do ângelus. Da capela da fazenda eu ouvia o sino, convidando a todos a orar.
Estávamos em festa, minha neta ia se casar. Seu nome Isolina, e como era linda, e os preparativos iam a todo vapor... Alguém adentra a sala gritando! Isolina está morta! Como meu Deus, como pode? Sim ela se matou. Por que?
Soube depois que Isolina não estava de acordo com aquele casamento arranjado... Era um acordo entre famílias. Como fazer!... O que fazer?... Era a neta que daria continuidade ao negócio do café, que a fazenda dava.
O tempo passou e hoje sei que aqui estou sabendo que nada mais faz sentido... Que o acordo para aquele casamento foi a causa da morte de minha neta. Como me arrependo disso...
Não encontrei  Isolina ainda, mas sei que eu também morri. Peço a vocês que orem por mim e por ela.           
Obrigada.

Dona Neném da Fazenda de Café- SP.


 Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     

             Médium: Catarina. 

domingo, 24 de maio de 2015


DEPRESSÃO

Tristeza - quero dizer, triste estou. Mas estou lutando contra para não invadir o meu peito, estou ficando desequilibrada, angustiada e sinto que não é bom. Posso não resistir e ficar doente. O que fazer?  Procurar ajuda, mas onde? Não vão acreditar em mim. Vão dizer: uma moça tão bela, com posses, tem fazendas, casa na praia, carro do ano e com uma família atenciosa e carinhosa. Não vão acreditar em mim.
E a tristeza tomando conta agora da minha alma, estou muito doente, os meus familiares começaram a ver o meu estado e não acreditaram no que viam. Eu estava simplesmente definhado e acabando com a minha vida, literalmente.
A vida das pessoas é extremamente louca, tudo é feito com muita pressa. Um bom dia raramente dão, nem sequer dirigem um olhar para quem está perguntando, não se olha no olho e nem espera a resposta. Hora do almoço não tem ninguém à mesa, todos resolvem almoçar ou lanchar na rua mesmo. Quando chega a noite, todos cansados, vão para o quarto,onde há de tudo, TV e DVD, não há necessidade de estar na sala de estar para uma conversa formal. E são dias e mais dias, a solidão aumentando e a tristeza invadindo a minha alma.
Quando resolveram olhar para mim, já estava num estado deplorável, desnutrida e completamente debilitada, não dava mais para esconder a minha doença: depressão. 
Hoje me encontro muito bem, mas em tratamento ainda, como podem ver não resisti e fiz a tal viagem.
Continuo me sentindo triste, mas não me sinto só. Pelo contrário: estou rodeada de muita luz e de pessoas que tem o respeito e o carinho de me olhar nos olhos.
Digo a todos: vamos estar mais juntos das pessoas queridas e vamos ter sempre um momento familiar, em que um pode ouvir o outro com respeito e credibilidade, sem questionamento e com muito carinho e amor.
Obrigada.
Uma irmã,
Cleonice.
       
Psicografia recebida em Reunião Psicografia 2015.
            Médium: M. Nicodemos

terça-feira, 19 de maio de 2015


TEIMAVA EM VIVER ENCARNADO


Estou bem. Fui e estou muito bem atendido pelos enfermeiros espirituais.
Tive uma convalescença acidentada porque os meus me chamavam a toda hora, principalmente nos momentos do inventário após a morte.
Minha filha ainda chorava muito e me chamava. Eram os momentos em que meu peito ficava oprimido e eu sentia uma angustia incapaz de ser explicada.
Morrer não é tão difícil, difícil é enfrentar a separação dos nossos afetos, dos nossos pertences, mesmos de nossos animais de estimação como meu cão que rosnava e abanava o rabo quando me via, pois muitas vezes eu voltava ao reduto de meu lar após o desencarne.
Até que um dia fiquei conscientizado de que eu estava me prejudicando e prejudicando os meus entes queridos que deixei.
Só assim eu pude descansar um pouco, sendo amparado por aqueles que me receberam na Pátria Espiritual.
Não sei se eu estou me fazendo compreender, mas devido minha idade e a doença que me acometeu eu sabia que já havia morrido, mas mesmo assim teimava em viver encarnado. Isso me causou grande sofrimento e um trabalho imenso de meus entes amados já desencarnados.
Mas como disse, estou bem.
Peço a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Nossa Senhora Aparecida, minha Santa Padroeira que ajude a todos.
   
 Francisco R. dos Santos

Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                     

            Médium: Catarina.

domingo, 17 de maio de 2015


JÁ  ESTAVA  ESCRITO


Querida Mãe.

Quando acordei do sono da morte, descortinei um horizonte novo, fui aqui recebido pela minha vovó Cândida, que de início me trouxe grande espanto, mas confiando na bondade dela tudo entendia.
Na noite, tudo já estava escrito, eu não tinha como fugir do eu destino, a moto que tanto temia, foi somente o instrumento de minha passagem, e aquele pobre caminhoneiro não teve culpa alguma, era necessário e planejado aquele acidente, para que eu pudesse acertar erros do passado.
Mãe não chore, eu estou bem, não sinto nada e queria vê-la sorrindo novamente, esforce você consegue e em breve nos reencontraremos, mas, por favor, tenha força e não abrevie seu tempo, eu estou bem.
Peço a benção ao meu querido pai e a meus amados irmãos.
Confie na Providência Divina que a todos não desampara.
Querida mãe eu te amo e amo todos os nossos.
Sua benção.
    
                                            Felipe.

  Psicografia recebida em Reunião Mediúnica 2015.                                      
             Médium: Luciano C.

domingo, 10 de maio de 2015


MÃEZINHA QUERIDA

Mãezinha querida, que bom ter a oportunidade e a permissão de Jesus para lhe mandar notícias. Mãe, apesar de ainda sentir muita falta de você, dos seus carinhos, do seu colo e do seu cheiro, estou bem.
Quando cheguei aqui, tudo parecia muito estranho, mas, com o tempo, vi que as coisas para mim continuariam as mesmas, as mesmas melhores. Aqui, mãe, já não sinto as dores e as fraquezas que a doença me impunha. Aqui, mãe, eu estou completamente curado da doença que me tirou a vida, aqui tem uma grande escola com muitas crianças da minha idade, estudamos e aprendemos muitas coisas.                   
 Tenho aqui uma “tia”, que é, para mim, o amor seu. Ela se chama tia Alice, ela é muito boa pra mim e nos momentos que estou mais triste e sentindo muitas saudades da nossa casa e de vocês, sempre é ela quem me consola quem me dá colo e me ensina a ser forte.
Mãezinha querida, quero te pedir pra não pensar em coisas tristes, principalmente quando a sua saudade é mais forte e pensa em se unir a mim. Mãe, não pense nunca nisso; nunca mais nos encontraremos se você chegar aqui dessa forma. Por isso, tire essas idéias, mesmo que passageiras, da sua mente.
Fiquei com você o tempo que nós foi permitido, não foi muito, mas foi grande em amor, em alegria e até em dor, dor que se transforma em entendimento e compreensão. Te peço, minha mãezinha, seja feliz como eu estou sendo aqui, eu to vivo mãe, não estamos perto fisicamente, mas em amor estaremos ligados para sempre. Ligados pelo amor que nunca vai se acabar.
Fique com Deus, não tenho condições de continuar e tem momentos que preciso da ajuda de amigos espirituais. 
Fique tranquila, ninguém morre, por isso continuo vivo e sentindo por você todo o amor do mundo.
Agradeço a Deus por ter tido você, como minha mãe.
Continuarei te amando para sempre e cada vez mais. Seu filhinho querido.
   
           Hiago da Silva Oliveira.  
           (desencarnou aos 09 anos de câncer).                                                           
                                                          
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia.                
            Médium:  Débora S. C.

domingo, 3 de maio de 2015


ACABEI COM A MINHA VIDA

Quanto equivoco achar que a vida termina com a morte, como fui tola pensando assim. Não foi por falta de informação, acho que foi mesmo por pura covardia, querendo atingir um amor não correspondido acabei com a minha vida, queria atingi-lo, acabar com a vida dele através do remorso, que tolice! Nunca consegui atingi-lo com isso, ao contrario, nunca vi em nenhum momento qualquer sentimento de culpa por parte dele.
Querendo atingir uma pessoa, acabei atingindo meu pai e minha mãe. Ah como fiz com que eles sofressem, que dor imensa causei naqueles corações amorosos. Como me arrependo!
Passei anos e anos em região inferior até conseguir ser resgatada, quanto sofrimento imposto por mim mesma, até hoje tanto tempo depois de não estar mais em regiões tão tristes ainda sofro com o que eu fiz. Quanta dor senti e quanta dor causei.
Venho me preparando para retornar a carne e sinto muito medo disso, temo não conseguir superar a historia que outra vez irá se repetir. Novamente serei abandonada por um grande amor e dessa vez tenho que conseguir. Novamente terei que passar pela mesma situação e tenho que vencer.
Virei como filha do mesmo amor que me rejeitou no passado, precisamos juntos reparar arestas da ultima existência, minha mãe será a mesma mulher pela qual fui trocada. Precisamos todos a aprender a nos amar. Os que serão meus pais já reencarnaram a alguns anos e já estão se preparando para a união da qual eu nascerei.
Deus me dê forças eu Te peço, não posso mais uma vez fracassar, preciso levar essa nova oportunidade até o fim e de uma vez por todas apagar do meu espírito essa enorme mácula.
Que a bondade infinita do nosso mestre Jesus me auxilie.
Orem por mim, preciso muito disso.
Agradeço aos que lerem esse meu relato e puderem dirigir a Deus uma prece por essa criatura que sofre tanto.       

Carmem Lúcia.                                                              
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia abril de  2015.                                     

            Médium:  Débora S. C.

domingo, 26 de abril de 2015


LAMENTOS  NO  SEPULCRO


Uma rosa você leva para o meu túmulo, mais o que faz você em lugar onde não existe vida, somente o pó.
 Eleve seu pensamento em mim que sofro, que a angustia me invade o meu coração, saudades, pensamentos que me torturam o tempo todo. Um pensamento somente é que eu quero com carinho e com sentimentos puros de amor.
O que faz você aí sentado, chorando, demonstrando arrependimento de coisas que deixou de fazer por mim. Ore a Deus por mim, peça um socorro de misericórdia, eu preciso muito, muito mesmo de ouvir você. 
Quando vai brotar em seu coração a fé, a fé que eleva os nossos pensamentos, que nos da força e coragem em nossa caminhada, crê em Deus meu filho, não perca mais tempo.
Não quero sentir seus lamentos em meu sepulcro, quero ver atitude de coragem, força e determinação.
Eu não volto mais a essa vida que você está meu filho. Para de fazer pedidos a Deus que não vão se cumprir, peça que eu tenha condições de estar perto de você quando a sua hora chegar, que eu possa estar  te esperando de braços abertos e com todo o meu amor para lhe dar.
Eu aqui estou fazendo a minha parte, estudo, oro e continuo a pedir por ti, que a misericórdia de Deus possa invadir seu ser e fazer brotar a fé e a vontade de buscar uma religião onde encontrará um lar e pessoas que irão te envolver e conquistar a sua atenção e fazer reviver à fé em um Deus maravilhoso e caridoso que nos fez com tanto carinho e com riquezas de detalhes.
Um grande e delicioso abraço para você, que tanto quero bem.
Felicidades.

Do seu pai Carlos.

Psicografia recebida por 
            Médium:  M. Nicodemos.

domingo, 19 de abril de 2015


ANTES  DE  PASSAREM  PELA  MORTE

                Há algum tempo eu venho até aqui, nesse trabalho interessante e consolador que vocês realizam. Sempre desejo escrever também, mas sinto-me inibida e pobre de assunto, porque nunca me instruí o suficiente para enfrentar o vazio da morte. Criatura comum, nunca me senti a vontade diante das explicações que sempre ouvia, sobre a vida eterna e achava mesmo isso uma bobeira tão grande que nunca me aprofundei no assunto.
               Morri com uma idade avançada. Despertando em algum momento que não sei precisar, senti-me incomodada por não encontrar-me na minha casa junto aos familiares. Perambulei e me perdi por um longo tempo, onde pude encontrar criaturas as mais diversas, mas todas desequilibradas e cobrando da família a presença que não tinham.
             Comecei então a lembrança do passado, onde sempre ouvi falar do auxílio e da vida que não terminaria jamais. Tentei rezar, mas não sabia. Tentei conversar com aqueles que de mim se aproximavam, mas sem resultados positivos. Eram todos confusos, desmemorizados e muitas vezes atormentados. Que fazer?
               Senti-me tão só, que tive medo de tudo e esse medo me aterrorizava como se tivesse enlouquecendo. Então chorei, chorei muito e na minha ignorância e sofrimento, comecei a conversar a esmo. Dizia assim “se é mesmo verdade que eu morri e não morri, aquele que puder me ajudar, eu estou pedindo socorro”. E por muito tempo, por um tempo que não posso determinar, minhas suplicas se perdiam totalmente.
              Sofri muito, chorei muito e supliquei muito. Não sei precisar o tempo, mas houve um momento que eu percebi alguém, diferente de todos os outros, a me tocar o ombro e a convidar-me a segui-lo. Aconchegada àquele “anjo”, supliquei ainda uma vez a sua atenção e ele, pacientemente falou comigo do que eu conseguiria entender. 
             Hoje, encorajada pelo auxilio que recebi, deixo o meu depoimento, para que as pessoas que me lerem sejam mais espertas do que eu fui e busquem o aprendizado antes de passarem pela morte do corpo físico, afim de não sofrerem o que sofri.
            Estou feliz de deixar esta mensagem e ficarei mais feliz ainda se pelo menos uma pessoa conseguir entender a ajuda que quero deixar.
             Fiquem com Deus.
         Sou alguém que orgulhosamente sustentou uma verdade que quis, sem questionar, sem perceber a pequenez de que se revestia.
             Agradecida, deixo-lhes meu abraço.
           
             Maria da Glória.
                

             Psicografia recebida em reunião de psicografia em 2015.
             Médium L. Ferreira.

domingo, 12 de abril de 2015


PEGAVA NO VOLANTE E CORRIA...

Jovens, saibam aproveitar suas mocidades. Não deixem que o tempo escoe em vossas mãos sem nenhum ato de nobreza.
Eu aproveitava, mas não sabia aproveitar: bebia, fumava e o pior de tudo sem um limite. Pegava o carro e corria... Como eu adorava aquela sensação da velocidade! E como minha mãe me recomendava: filho cuidado! Eu achava aquilo uma carolice
E aconteceu. Tudo parou, o carro bateu, graças à Deus não foi em um outro carro, mas numa árvore. Vi quando o resgate chegou, mas vi também que nada puderam fazer, e eu desesperado não queria morrer.
Mas morri. O tempo passa para quem está na terra encarnado e para nós desencarnados também, porém em uma outra dimensão.
Hoje sei, que aquelas lições preciosas que minha mãezinha me deu, as orações e o catecismo me valeram muito.
Lembrei-me delas e hoje posso dizer que não sinto mais tristezas, só saudades. Mas minha prima Lila está comigo e me auxilia. Estou bem na verdade.
Rezem por mim, mas sem revolta e sem alardes. Abraços, beijos a todos, especialmente em minha mãezinha que todos os dias chora por mim.
Estou bem, repito, mas fiquem bem para que eu também possa me sentir melhor.
O meu tempo se cumpriu, se não fosse do jeito que “morri” seria de outro. Diga a minha mãe que eu não me suicidei, conforme ela pensa, mas tinha que ser.
Aos meus amigos e colegas: João, Mateus e outros, minha gratidão.
Agradeço as flores.
Abraços.
João Manoel.

                                                        
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia abril de  2015.                                      

            Médium:  Catarina.

domingo, 5 de abril de 2015


SOCORRO E RESGATE

Quero muito agradecer. Nem sei bem por onde começar. Cheguei aqui aos tropeços, inconsciente, um farrapo humano. Não compreendia o que ocorria, lembrava-me vivamente do leito do hospital, das luzes da sala operatória e dos vultos, que iam e viam, discutindo meu estado critico e minhas chances. Pensavam que não podia ouvi-los, porque, se soubessem, penso que não diriam de mim como se não tivesse medos, angustias e sentimentos. Ouvia os piores presságios a meu respeito e nada podia fazer. Sentia-me culpado quando falavam do corpo doente e desgastado que me levara àquela situação.
Aos poucos momentos de alivio sentia quando à minha cabeceira alguém muito querido se dispunha a uma oração sincera. Sentia-me nesses momentos anestesiado de minha angústia constante, aliviado das dores que me assolavam e aumentavam aquele martírio.
 Lembro-me, certa vez, de uma visita inesperada adentrava na sala que dividia com outros enfermos um ser luminoso, de vestes alvas e semblante calmo. Aproximou-se de cada leito estendendo suas mãos e deixando cair uma chuva de luzes, nem sei bem como descrevê-las. Com ele estavam dois outros que pareciam formar equipe de aprendizes. Quando aproximaram-se de meu corpo inerte, todo ligado àqueles aparelhos, ele sorriu ternamente, lançado-me um olhar de confiança e conforto como a dizer-me que tudo terminaria logo. Estendeu suas mãos naquele gesto e feito seu trabalho deixou-nos desaparecendo no ar.
Caí em sono profundo e quando despertei já não tinha aqueles tubos e aparelhos ao meu corpo. Descansava em sala ampla junto a outros como eu. À minha cabeceira, ao contrario da parede fria e lúgubre do hospital havia uma janela que dava para um jardim coberto de flores e árvores. Lá fora as pessoas caminhavam, sentadas conversavam ou simplesmente apreciavam a paisagem. Até o ar que invadia meus pulmões antes  saturados pelo vício parecia ter eflúvios salutares que proporcionavam calma a cada inspiração.
Por tudo que passei e ainda passo, venho aqui para agradecer brevemente a misericórdia que tenho recebido. Ajuda encontrada me veio pelas mãos de muitos que sequer soube os nomes.
Pelos anônimos que trabalham com amor e generosidade deixo esta minha mensagem-relato para que continuem, com o permissão de Deus, o trabalho silencioso de socorro e resgate.       
Muito obrigado a todos.     
          
                        Djair.                                                         
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                     
            Médium:  Ana Paula

domingo, 29 de março de 2015

DIFÍCIL ENCARNAÇÃO

Meados do século XVIII, Centro Oeste do Brasil, hoje estado do Tocantins. Foi nesse lugar, em uma enorme fazenda, que destruí minha existência Quanta tristeza carreguei na minha última existência, me comprometendo com as leis de Deus imensamente.
Casei-me jovem, casamento arranjado. Conheci meu marido poucos dias antes do casamento e não trocamos sequer uma palavra. Ele era um pouco mais velho do que eu, que, na ocasião, tinha apenas quinze anos. Mesmo sem conversar ou conhecê-lo, logo que o vi, me encantei pela beleza daquele lindo homem. Acho que quando o vi, veio à tona todo o amor que nutria por ele em outras vidas. 
Casamo-nos. Nos primeiros tempos fui muito feliz, qual era a minha felicidade de sentir meu amor correspondido. Pouco tempo passou e logo engravidei do meu primeiro filho. Nos primeiros meses da gestação tudo corria bem, continuávamos companheiros e cada dia eu o amava mais.
Com o avançar da gravidez senti que pouco a pouco, nossa relação se tornava mais fria, ele já não conversava mais comigo e a gentileza dos primeiros tempos foram dando lugar a uma agressividade incompreendida. Eu não conseguia entender como o meu amor se transformara tanto. Desde então, minha vida foi se tornando mais triste, já não tinha mais esperanças que as coisas voltassem a ser como antes. Logo depois do nascimento do primeiro filho, engravidei novamente, e depois novamente, completando cinco filhos.
Não tinha muito trabalho com eles, muitas escravas eu tinha para me servir e cuidar dos meus filhos, escravas parideiras tornavam as amas de leite.
Com os passar dos anos comecei a ser acometida por ciúmes, tão grandes e tão odientos que em tornei uma mulher amarga e malvada. Sabia que ele dormia com as escravas, com isso eu as atraía para o meu convívio e logo depois aquelas pobres criaturas eram por mim envenenadas e assim fui me livrando de uma a uma, muitas delas recém saídas da infância.
Assim vivi até meus últimos dias, fazendo toda a sorte de maldades que eu podia. Adoeci ainda não idosa e desencarnei repentinamente.
Hoje tantos séculos depois de cometer tantas atrocidades e de ter passado um século e meio em regiões inferiores e depois em encarnações relativamente curtas e sofridas, consegui receber o perdão daquelas infelizes almas que eu com minha maldade cortei o sonho de tantas, pois que a maioria era obrigada a se deitar com meu marido, e isso já causava-lhes dor suficiente, quantas delas tinham algum escravo que as amava. E eu, com toda minha sede de vingança sem poder atingir o marido violento, descontava nelas. 
Encontrei muitas dessas almas que moralmente me eram muitíssimo superiores e a superioridade dela se mostra com o perdão que eu recebi.
Ainda tenho muito a resgatar, agora com maior facilidade, já que recebi o perdão tão almejado por meu espirito doentio e cheio de erros.
Parto agora para uma difícil encarnação, mais uma de resgate, só que desta vez terei uma longa e conturbada vida, passarei por muitas dificuldades financeiras e receberei como filhos do meu coração oito dessas almas para que eu possa demonstrar meu arrependimento doando e doando a elas muito amor.
Peço que Jesus me abençoe.         
 
Tereza Tavares Luz.                                                       
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                     
Médium: Débora S C.

segunda-feira, 23 de março de 2015

MINHA MÃE FOI O MEU DEUS

É com muito carinho e atenção que fui recebido aqui, eu um menino rebelde e sem respeito nenhum por ninguém, ninguém mesmo. Minha mãe sofreu muito, pedia, pedia o tempo todo que eu fosse mais educado e que respeitasse os outros.
  Eu mesmo não sei explicar o porquê de tanta grosseria, parecia que me era muito natural agir assim. Não sentia a necessidade de mudar.
Eu cresci sem amigos e sem amor de outras pessoas, que era natural, pois, não recebiam de mim nenhuma atenção e muito menos amor. Na verdade eu recebia o que merecia: o pouco caso e a solidão.
Quando fui ficando mais velho, não muito, pois na verdade eu tinha 24 anos, uma grave doença me fez sofrer dores horríveis. Meu corpo era só feridas e cheirava mal.
Eu e minha mãe já não conseguíamos mais recursos para cuidar de mim em casa, pois, meu corpo foi se tornando uma ferida só. Tive que me separar da única pessoa que me amava: minha mãe.
Fui para o vale, onde outras pessoas estavam na mesma situação que a minha, porém, muito pior. Pude ver como eu ficaria em alguns dias ou semanas. Eu me apavorei, fiquei enlouquecido, fiquei com ódio, chorei como um menino que pede colo.
Minha mãe nunca mais apareceu. Fui deixado e esquecido por todos. Todos quem? Não havia deixado amigos, não havia amado ninguém. Com o corpo já em pedaços, eu não aguentava mais o sofrimento e pedi a Deus que me ajudasse. Eu não tinha mais forças.
Chorei, chorei, pois, eu não sabia elevar meu pensamento ao Pai. Como fazer para Ele me ouvir? Veio um senhor entrou em meu aposento e falou:
- Feche os olhos, pense em uma pessoa boa iluminada e ore, fale, peça com todo o seu amor e Ele vai ouvir.
- Minha mãe! Posso pedir a minha mãe.
- Claro, pois ela irá transmitir o seu recado a Ele.
- Hoje vejo que eu só tinha uma luz no mundo: minha mãe.
Obrigado, porque depois do meu pedido meus sofrimentos tiveram um fim, a senhora foi o meu Deus.
Muito obrigado!
Ricardo Lopes.
        

  Psicografia recebida em Reunião Psicografia 2015.

             Médium: M. Nicodemos

segunda-feira, 16 de março de 2015


POR 17 ANOS

A ultima vez que estive encarnado na Terra, meu espírito ganhou como instrumento de aperfeiçoamento e burilamento um corpo disforme e mentalmente prejudicado. Vivi por 17 anos, não foi uma encarnação longa, foi somente o tempo que meu espírito infrator precisava para completar um tempo que eu mesmo em outra existência aniquilara, esses 17 anos foram para mim de grande valia. Aprendi muito e resgatei dívidas muito grandes.
Embora tenha sido uma vida difícil, para meu espírito, muito mais difícil foi para minha mãe que se redobrava em trabalhos como lavadeira, serviço que fazia em casa, e tomar conta de mim. Tamanha a minha dependência que não era capaz de absolutamente nada, paralítico e deficiente mental, nunca proferi uma palavra sequer e a paralisia me deixava estático em uma cama.
Apesar disso tudo agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de nesses 17 anos aprender muita coisa. Fui suicida numa encarnação anterior, era um homem inteligente e muito ativo, mas não soube dar valor a vida e num dia de desespero tirei minha própria vida. Ah! Se as pessoas soubessem o que é ser um suicida, da dor imensa que passa quem comete tal ato e não mais haveria suicídios. Por não ter dado valor ao corpo sadio voltei nessa triste condição em que não tinha a menor lucidez, os raros momentos de lucidez eram através de sonhos conturbados, mas ao acordar de nada mais me lembrava. Eu era um “espírito morto” habitando um corpo vivo.
Hoje, tanto tempo depois de ter passado por essa experiência posso dizer a vocês que ela me foi muito valiosa. De grande valia também para minha mãe que juntamente comigo falhara em outra existência e que dessa vez aprendeu o que é ter que cuidar de alguém tão dependente, e aprendeu muito mais que isso, aprendeu a me amar como só as mães sabem. Eu e ela, cada um sofrendo proporcional ao que precisava sofrer.
Bendita encarnação! Deus é amor e não estamos eternamente fadados aos erros de outrora, temos a chance de melhorar nossa situação mesmo que a duras penas. Penas essas impostas por nos mesmos, nunca por Deus, pois que Ele em seu amor não pune ninguém.
Muita paz.

Eleutério.                                                          
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia de 2015.                                     
            Médium:  Débora S. C.

sexta-feira, 13 de março de 2015

NEM BEM E NEM MAL

Reconheço que não me foi fácil superar a dor da separação nem tanto de entes queridos como também de prazeres fugazes e vaidades pequenas.
Obtive da vida tudo que pude conquistar: luxo, títulos e reconhecimento social. Não media esforços em se tratando de galgar degraus que me alçassem o orgulho às alturas. Não possuo méritos aos quais pudessem atribuir o acolhimento e compaixão que desfrutei, deste lado de cá, ao acordar daquele mundo ilusório para a realidade desta outra vida.
De fato, pelo próximo, pouco ou nada realizei. Por minha própria conta não me recordo de ter desviado um golpe feroz contra um indefeso ou suprimido da penúria e da fome qualquer pobre alma. Se o bem realizei foi pelas mãos de meus queridos filhos os quais, em verdade, criaram-se sem pai. Porque pai amoroso, educador e generoso, esse também não fui.
Assim, por tudo isso, o mal realizado, e o bem omitido, me intrigou aquele amanhecer singelo, já distante no tempo, em que fui visitado lá nas furnas em que minha pobre alma se encontrava por aqueles seres afáveis e quase etéreis. Suas vestes resplandecentes e límpidas contrastavam com a imundice à qual me habituara. O sorriso cândido em seus lábios e o convite em seus braços a mim dirigidos despertaram-me a consciência amargurada e pesarosa. A leveza e beatitude em seus gestos e semblantes recordavam-me de que algo poderia haver alem daqueles sítios de fealdade e solidão.
Atribuo à misericórdia divina e ás orações de meus amados filhos que a seu pai nunca esqueceram o socorro que me fora enviado. Quanto tempo perambulei lastimando e maldizendo este Deus que nunca compreendi e julgava culpado pelo estado de penúria moral em que me metera.
Colocado em escolinha evangelizadora, onde rememorei tal como as criancinhas o bê-á-bá cristão, encontrei-me com meus crimes e culpas. Alojado em hospital de fartos recursos com os quais nunca sonhei, reencontrei o equilíbrio de forças há muito perdido.
Hoje, aqui me encontro tal qual o filho pródigo da parábola santa, dando graças a Deus pelo sofrimento reparador que me limpou as vistas apagadas por grossas escamas da vida de ostentação e vaidades. Só tenho a agradecer os préstimos de amor que recebi e aos meus filhos que muito me amaram sem que eu merecesse.
A Deus e a eles o meu muito obrigado.      
          
                        Rogério.                                                         
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia em  2015.                                      

            Médium:  Ana Paula

domingo, 8 de março de 2015

EU MESMA? 

Olá é com muita alegria que estou aqui, nunca imaginei que seria possível eu “morta”, mandar notícias ou escrever, é incrível, estou pasma com esta possibilidade. Estou muito bem hoje, já estive muito mal, em lugares que não gosto de lembrar, até que fui resgatada e levada para um lugar onde havia luz e que luz mais brilhante não há, bem nunca visualizei uma luz que invade seu ser, é como se olhasse a alma e não você.
Eu como ia dizendo me sinto bem, um pouco sozinha. Eu gostava de viver no meio de muita gente, da loucura, em festas, com muitas bebidas, drogas e vivia tudo com muita intensidade, foi aí que eu encontrei o meu fim, que não é o meu fim. Estou viva e podendo ter contato com outras pessoas.
Eu estou me sentido não eu mesma, é como se eu não fosse eu a que viveu aí em festas e bares. Quando vim para cá eu já me sentia diferente com uma nova roupagem, com outras idéias e valores. Aí foi que entrei em parafuso, era como se eu entrasse em contradição e veio à ajuda e o esclarecimento. Eu não tinha mais o corpo para me esconder. Eu seria eu mesma na essência, eu estaria em evidência para todos verem e sentirem o que  eu realmente estava sentindo e querendo?
Mas hoje me sinto mais acolhida e sem me esconder posso ser eu mesma sem me preocupar em agradar ou magoar alguém.
É com muita alegria que me vou para um lugar que todos vão me aceitar e me respeitar, onde irei aprender melhor esta nova vida e me preparar para uma nova vida que virá.
Obrigada.
Maria José.
                                                     

 Psicografia recebida em Reunião Psicografia  2015.

              Médium  Mônica Nicodemos

domingo, 1 de março de 2015


BALA PERDIDA

O dia amanheceu ensolarado, enorme calor deixava todo mundo agitado. Embora envolvidos por aquele calorão costumeiro, tudo ia se passando normalmente, na medida do possível, o ambiente insalubre soltava um cheiro forte no ar intensificado pelo sol forte, contudo aquele dia era somente mais um naquela favela. Moleques iam e vinham, mulheres lavavam roupas, o pessoal descia as ladeiras rumo ao trabalho.
Horrivelmente se instalou uma confusão, pessoas corriam apavoradas e se ouvia no ar estalos fortes, todos já podiam imaginar era mais um confronto entre policia e os bandidos do morro. Todos corriam tentando de alguma forma se esconder, todos trêmulos de medo, pois ao final daquele confronto todos nós já sabíamos o que aconteceria.
Eu no meu desespero juntei meus filhos que brincavam na rua, levei-os para dentro do barraco tentando acomodar cada um o mais rápido possível em um lugar que oferecesse maior segurança. Mandei que deitassem no chão e que permanecessem ali. Depois de acomodá-los fui eu a procura de abrigo para mim mesma.
De repente um barulho muito forte ecoou dentro do meu barraco, senti um forte impacto no meu peito e em poucos minutos caía ali naquele chão já completamente sem sentidos. Foi ali naquele lugar, hora e circunstância que eu me despedia da vida, vitimada por uma bala perdida.
Quanto me dei conta do que acontecera imediatamente o ódio e a revolta tomaram conta de mim. Somente muito tempo depois fui compreender e aceitar a nova situação.
Fui esclarecida que aquela bala perdida tinha como destino meu corpo. Não que isso tinha que acontecer, mas a espiritualidade aproveitando aquela situação me recolheu naquela hora. Teria uma morte violenta, já programada antes da minha encarnação, aquela bala foi o instrumento utilizado para que eu retornasse.
Sei que é muito, muito difícil para quem perde um ente querido dessa forma. Polícia e bandidos não deveriam entrar em confronto, nunca. Mas peço  vocês que tentem entender a situação, ninguém retorna antes da hora marcada por Deus.
A morte violenta é sempre muito marcante para a família, mas hoje sei bem o que me aconteceu, pensei ser bala perdida, mas não era, aquele projétil tinha um alvo certo que era eu.

Maria José.             
                                                         
Psicografia recebida em Reunião de Psicografia fevereiro de  2015.                                      
            Médium:  Débora S. C.