sábado, 29 de outubro de 2016


JOVEM  RAPAZ  DE  23 ANOS

Quanto sofrimento, muita dor, muita solidão e desespero. Minha fé? Não me lembrava dela e nem que existia um Deus.
 Infelizmente a doença quando vem e nos deixa impossibilitado de viver a vida que tanto desejamos e nos deixa a beira da loucura, do desespero, os questionamentos são muitos e não tem respostas, bem não tinha!
Hoje desencarnado muito me foi esclarecido, mas ainda continuo em tratamento e cada dia com explicações e estudo consigo entender um pouco o porquê de tudo isso que eu vivi.
Sou um jovem rapaz de 23 anos, estudante universitário, estagiário em uma grande empresa onde eu pensava em conquistar o meu primeiro emprego e assim ser um grande profissional, atleta, adorava esporte, opa! Adoro ainda, não deixei de gostar das minhas opções como esporte, profissão, cor, etc... Isso também me deixou inquieto e pensativo, como? Eu ainda gosto das mesmas coisas, mas não pertenço mais a vida corpórea? Eu achava que seria uma outra pessoa, mas não sou o mesmo com as mesmas manias e etc...
Um dia pela manhã fiz o meu lanche matinal como de costume e fui para o meu banho, quando me ocorreu um sangramento nasal, fiquei tranqüilo, mas um pouco preocupado, não era comum e eu sempre cuidei muito da minha saúde.       
Olha tinha muito medo de adoecer e sofrer em uma cama com pessoas em minha volta chorando, escondendo a verdadeira situação e enfim, a doença era o meu temor e fiquei o dia todo com aquela preocupação e resolvi ir ao médico, por sinal um excelente profissional, que não fez vista grossa e sim foi fundo saber o porquê do sangramento, graças a Deus ele encontrou e já me encaminhou para uma especialista que já me indicou um tratamento radical a base de quimioterapia e radioterapia, enfim vocês já sabem qual doença eu vivi e lutei até o fim.
É infelizmente o câncer me venceu, mas em nenhum momento eu achei que ia me vencer, acho que isso foi o que Deus gostou em mim e não deixou que eu ficasse muito doente a ponto de ter pessoas me limpando e chorando em meu leito, eu desencarnei sim, mas me achando um vencedor.
Não lembrei de rezar, fazer preces, orar e nem promessas, eu queria vencer aquele momento ruim em que eu estava vivendo e não pensava em morte e lamentos e sim viver. Tinha fé, mas não orava porque não queria parecer um fraco perante a Deus e ficar lamentando e mostrar que era capaz de vencer.
Eu lutei contra uma doença grave, mas ela não me venceu, ela simplesmente foi um instrumento, ou melhor, uma causa para me levar para o meu plano espiritual, era o meu momento, era o momento do meu fim, ou melhor, o meu recomeço na vida espiritual.
Sou feliz.

Glauco Barbosa Filho.

 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 22 de outubro de 2016


HORAS VAZIAS

As datas para mim eram valiosas. Decorava datas de nascimento, de casamento, de morte. Aniversários de casamento.
Tudo para mim se resumia no calendário. Ao iniciar novo ano, como eu me alegrava e ficava jubiloso. O que haveria de acontecer naquelas datas? Era isso que eu pensava.
Porém jamais poderia imaginar que naquele ano eu morreria, porque a minha data estava marcada e eu iria ter que prestar contas de meus dias, de meus minutos. Qual o que? O que fiz de meu tempo? Nada de extraordinário. Casei-me, criei meus filhos, tive netos. E como todo mundo descansei em minha aposentadoria, sempre a contar as datas, sem nada fazer de beneficio para aqueles a quem deveria fazer.
Minha nora precisou de mim, eu dei uma desculpa e me esquivei, outra pessoa me solicitava e eu escapulia. Gostava mais de sintonizar meu radinho, ou minha TV para ouvir notícias mirabolantes. Nada fiz. E isso está sendo cobrado aqui onde estou.
Por que é que eu me sinto tão só? Por que ninguém mais se lembra de mim? Às vezes alguém que eu calculo ser minha netinha pergunta: Mamãe onde está o vovô? Eu quero dizer estou aqui, ore por mim. Mas qual o que? Tudo passa e novamente venho para meu lugar de sempre.
Hoje venho a esse grupo, onde sou convidado por meus irmãos espirituais que me acobertam, para que eu possa aprender um pouco e dizer-vos:
_ Não contem as horas passadas ao leu, horas vagas. Não desperdicem seu precioso tempo, porque ele passa rápido. Façam algo em prol de seus irmãos e familiares. Orem por aqueles que os aborrecem. Não se esquivem de fazer o bem seja à quem seja.
A recompensa virá em horas cheias de felicidades e alegrias. Não colecionem horas vazias volto a dizer.
Obrigado.    

Joaquim.

Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium: Catarina.

sábado, 15 de outubro de 2016


O  CÂNCER  ME  VENCEU

 Não consigo aceitar o que me aconteceu, não sei por que Deus fez isso comigo, logo eu que era tão feliz, que tinha tantos planos para o futuro, que era jovem e bonita, por que meu Deus, por quê?
Me sinto enfraquecida, doente, desesperada. Tenho saudades da minha casa, da minha mãe, do meu pai e da alegria dos meus irmãos. 
Tenho saudades do meu noivo! Ah meu Deus, fazíamos tantos planos, como queríamos o casamento, quanta coisa planejada para esse dia que nunca aconteceu.
Já havíamos marcado a data, providenciamos os preparativos, até que senti aquela dor terrível que a muito vinha me incomodando, mas que eu atribuía ao cansaço do dia a dia. Até que ela chegou implacável, arrastando-me para o médico de maneira urgente. Passei alguns dias fazendo exames e então o diagnostico, o câncer no pulmão já estava avançado, não havendo nada mais a ser feito.
Como sofri quando recebi o diagnóstico, como minha família sofreu. Meu noivo, ah meu amor que dor ter que voltar e te deixar, como éramos felizes juntos! Em poucos meses emagreci a ponto de não poder manter-me de pé e as dores cada dia mais fortes, sem haver medicamento capaz de amenizá-las. Sofri, sofri muito, mas não queria partir, tinha vontade de viver, vontade de continuar..., mas nem a minha força de vontade e a minha determinação em não deixar levar pela morte foram capazes de me manter viva, o corpo, minado pela doença não mais resistiu e eu voltei. Voltei, mas não me conformei, voltei, mas não aceito, quero meu corpo de volta, minha vida, minha família e meu amor, como viver sem ele?
Não sei a quanto tempo estou aqui, as vezes parece que foi ontem, outras vezes que já são varias décadas, não sei, perdi a noção de tempo.Como é ruim a situação em que me encontro. Preciso de ajuda, tenho que encontrar meu noivo, ele precisa saber que eu não quero vê-lo com ninguém, que ele é meu e eu não aceito dividir esse amor.
Tenho medo de que o tempo o faça esquecer-se de mim, não vou suportar mais essa dor. Ajudem-me, preciso encontrá-lo, preciso muito, olhem para mim, estou um farrapo, não consigo manter-me de pé, mas a cabeça, essa não para de funcionar, quero parar de pensar, quero parar de sentir, já que não posso mais retornar ao meu corpo, então quero morrer de verdade, deixar de existir? Será pedir muito?
Me sinto revoltada, estou triste, suja, esfarrapada, não suporto mais viver assim.
Preciso de ajuda!

           Soraia. 

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium:  Débora S C

sábado, 8 de outubro de 2016



SUICÍDIO, UM ATO TENEBROSO.

A se eu soubesse...
Que cada manhã fosse tão importante.
Se eu soubesse que cada dia é uma dádiva.
Se eu soubesse...
Se eu soubesse que viver era tão importante.
Que meu egoísmo, minha rebeldia era tudo inútil.
Se eu soubesse que acordar toda manhã era tão magnífico.
Que trabalhar era tão prazeroso...
Porque reclamei tanto? Por quê?
Por rebeldia findei meus dias.
Por rebeldia hoje sofro.
Por incredulidade descobri que por maiores que fossem meus problemas, nada, nada valeria esse sofrimento...
Se eu soubesse que morrer era tão doloroso, nunca faria o ato tenebroso que cometi.
Hoje acredito no erro que cometi, hoje, depois que acordei para os meus problemas, orei a Deus e nessa oração a luz se fez presente.
Hoje peço perdão a Deus e a minha família e que um dia possa reparar o grande equivoco que cometi.

Danilo.

            Psicografia recebida em  2016.                                     
            Médium: Luciano C.

sábado, 1 de outubro de 2016


É POSSÍVEL  SER AMADA

“Se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar com pedrinhas com pedrinhas de brilhante, só pra ver o meu amor passar...” Eu era tão pequena e vivia a cantarolar pelas ruas do lugarejo onde vivia, eu acreditava em príncipe encantado e sentia que viveria um grande amor, um amor de conto de fadas, com um final feliz e com a mesa farta e com os filhos e netos reunidos no almoço de domingo.
Cresci com essa intuição e já com idade boa pra casar, como dizia minha mãe: - Já está na idade de casar, eu digo boa, e pare de pensar que o príncipe vai chegar e vai ser o seu grande amor, tudo ilusão minha filha querida e sonhadora.
Mas eu acreditava que seria sim muito feliz e teria filhos lindos e amáveis, enfim tudo aconteceu tão rápido que casei com um homem que só vi um dia e no outro eu já estava casada, um escolhido pelo meu pai, um bom homem, de família boa e tem terras produtivas. Você vai ter aquela mesa farta que tanto fala, palavras de meu pai.
E assim foi o meu príncipe escolhido pelo meu pai, onde não havia nenhum encantamento, nenhum cavalo branco e nem um castelo. A minha realidade começou na noite de núpcias, fui violentada e como não podia falar nada, a violência foi cada dia mais cruel, fui maltratada e humilhada de todas as formas, mas eu não era uma pessoa que desejava mal e nem comentava nada com minha família. Todos achavam que eu realmente tinha encontrado o meu grande amor.
E fui vivendo conforme eu era imposta, fiquei grávida e achei que seria amada pelo filho que estava em meu ventre, e assim com seu amor o sofrimento seria mais doce e teria um bom motivo para viver, pois coloquei no mundo uma pessoa que me amaria e principalmente ia me proteger de todo mal.
Mas com o tempo meu filho foi crescendo e fui vendo que seu caráter era igual ao do pai, arrogante, cruel com os empregados e gostava de fazer os outros perderem tudo com sua ganância.
Eu fui desanimando com tudo e me entreguei a bebida, eu ia para o meu quarto e bebia e passei a viver um sonho de princesa e príncipes com castelos e cavalos brancos e livres, vivi nesta ilusão por muitos anos até que fui internada em um hospital de loucos e fiquei por longos anos.
 Me recuperei, trabalhei no hospital como voluntária e não mais voltei para casa. Um dia eu no jardim cuidando de um interno fui tocada por um homem educado, feliz e que queria conhecer o seu grande amor e nos conhecemos, nos amamos. E eu felizmente encontrei o meu grande amor, num momento onde eu já não mais acreditava que seria possível eu viver.
Hoje sei que é possível sim ser amada, respeitada e principalmente ser ouvida por um homem que não seja cruel.

Cecília da Cruz Avelar.
 
 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 24 de setembro de 2016


JAMAIS COMETAM O SUICÍDIO

            Estou preso em um quarto escuro. Não vejo nada, mas ouço gritos, gemidos e queixas de dores atrozes.
            Vou apalpando para ver se encontro uma porta, uma janela ou uma fresta, mas nada. Uma pessoa às vezes aparece e diz: “Porque cometeste a falta mais grave que um ser humano pode fazer? Sois um suicida.”
            Quando assim diz sinto dores que arrebentam o meu cérebro, pois dei um tiro em meu ouvido. Estava desesperado envolvido por muitos problemas. Todos se afastaram de mim, só se aproximaram os meus credores que não eram poucos.
            Tive uma vida invejável, pois fui um vulto de relevância na mídia.
            Todos me achavam belo, cheio de charme e “bem de vida”. Mas mal sabiam o meu dilema, envolvi-me com drogas e coisas ilícitas e fiquei num beco sem saída, até que um dia eu não agüentei e liquidei com minha vida.
            Às vezes até ajudei alguém antes de minha bancarrota.
            Quero sair desse lugar... Mas não tenho condições.
             Estou fazendo esse relato no intuito de alertar a todos que lerem, que jamais, jamais mesmo, cometam o suicídio.
            A vida não é nossa, mas pertence a Deus.
            Agora é tarde...  Já morri pelo suicídio.
         
            Um espírito suicida que pede preces.
   
                                                                    
           Psicografia recebida em 2016.                                     

           Médium: Catarina.

sábado, 17 de setembro de 2016

MÃE PRECISO DO  SEU  PERDÃO

 Mãe querida é a você que me dirijo hoje para te pedir que me perdoe. Só hoje mãe eu entendo tudo o que te fiz sofrer, sofro em pensar as lágrimas que derramaram dos seus olhos por minha causa. Quanta tristeza causei a você mãe querida, quantas noites em claro, quanta dor...
Tudo que te fiz sofrer, eu hoje é quem sofro, sofro pelo arrependimento, sofro por não mais poder te dar tudo o que não te dei, e o que mais eu precisava ter dado, tranqüilidade, tranqüilidade para viver. Desde que me tornei adolescente até o dia do meu regresso você não teve um minuto de tranqüilidade, me arrependo muito de tudo o que eu fiz você sofrer.
Não posso colocar a culpa nas companhias que eu tinha, eu era a pior delas, a mais sem juízo, a mais perversa.
Poderia ter feito para mim um futuro muito diferente e estar hoje aí ao seu lado, mas fiz tudo errado. Sentia prazer em me comportar tão levianamente, gostava de viver perigosamente, acho que no fundo não tinha muito a noção de quem eu era. Não fazia você sofrer por prazer isso não, gostava da vida que eu levava, nisso sim sentia prazer, mas acho mesmo, não querendo me justificar, que no meu egoísmo e imaturidade não achava que você sofria tanto. Eu estava feliz e na minha cabeça conturbada bastava você aceitar tudo e o seu sofrimento não iria existir, era só me entender o jeito torto de ser.
Hoje vejo que não é assim e nem poderia ser, o que eu precisava era que alguém me freasse os instintos, como tantas vezes você tentou fazer.
Me perdoe mãe querida, só hoje entendo sua dor! Como não sofrer? Como me arrependo, sei que é tarde, mas essa dor do remorso, dor de ter feito tanta coisa errada. Muitas vezes achava que minhas atitudes só prejudicavam a mim mesma. Quanto engano!! Quantos corações machuquei e fiz sofrer com meus atos, que ilusão pensar que nossas ações não geram reações e as minhas ações geraram muitas reações dolorosas.
 Quem mais sofreu foi você minha mãe, mas não foi só a você quem machuquei, tenho que ser perdoada por muitos outros corações, que nem sempre são generosos como o seu que me envolve em fluidos de paz, que me direciona preces do coração.
Há mãe os que não conseguem ser nobres como você e me envolvem em fluidos pesados, em pensamentos de raiva, de rancor e de mágoa que muito me faz sofrer. Bem sei que mereço esse sofrimento, um dia sei que conseguirei o perdão dessas pessoas também, sei que terei outras oportunidades de ressarcir meus erros, não sei nem quando nem como, mas sei que terei.
Hoje mãe querida o que me importa é você, é o seu perdão que eu quero, é pelas suas vibrações de amor, por suas orações que eu quero agradecer. Sei que a bondade infinita de Deus nos permite oportunidades de reparamos nossos erros e sou muito grato a Ele por isso.
Tento ser melhor a cada dia, busco mesmo que com dificuldades enormes a minha evolução espiritual e assim vou caminhando passo a passo, dia a dia, mas na certeza de que um dia serei melhor.
Te amo mãe, desculpe se nunca consegui demonstrar esse amor, desculpe por ter feito você sofrer tanto.
Obrigada minha mãe por ter tão generosamente me acolhido como sua filha.

Elvira.       
  
            Psicografia recebida em 2016.                                     
            Médium:  Débora S C.

sábado, 10 de setembro de 2016


PACIÊNCIA E CONTROLE

        Esposei uma linda moça que concretizava todos os meus sonhos de rapaz. No início vivíamos como que arrebatados por uma atmosfera de alegria, de paz e de encantamentos.
        Veio o primeiro filho, que alegria! Nosso lar foi abençoado e o segundo... Minha esposa se recusava em ter o terceiro. Estava muito distante e muitas vezes me recusava o carinho. Eu compreendia, era o medo de engravidar.
     Os anos passaram, os filhos cresceram e ela mudou tanto de temperamento que era irreconhecível. Era uma mulher diferente, freqüentava muitos salões de beleza e estava muito fútil.
          Eu fazia de tudo para dela me aproximar, conversar um pouco com ela para saber por que motivo ela se afastava tanto de mim. Eu ainda a amava.
          Meu primeiro filho começou a namorar e quis se casar. Já estava um homem feito. Era um rapaz muito centrado, estudou e já trabalhava. Preparou o casamento e se foi para constituir sua família.
          O segundo veio até mim e demonstrou a vontade de concluir seus estudos fora. E se foi também. Ficamos só eu e ela.
         Qual não foi minha surpresa em saber que ela também me abandonaria. Chamou-me à parte e disse com toda frieza: Já não te amo mais, ou melhor, nunca te amei e meu coração não te pertence. Meu coração pertence a outro...  E eu num lance de ódio, fui até ela, a esbofeteei, corri até meu quarto, no móvel fechado, e peguei um revólver e a matei.
          Oh! Destino cruel! Por quê? Por quê? Que fiz de errado? Tudo ou nada? Ela jazia morta, e eu não tinha mais recurso. O recurso que tive às mãos era virar o revólver contra o meu peito e me matar.
        Ai sim, sofri, sofri, sofri muito. A dor e o remorso, a cobrança de todos, dos vivos e os mortos. A minha própria cobrança o que fazer? Não sei.
        Hoje já estou melhor depois de muito tempo (não sei exatamente quanto) de sofrimento atroz; o tiro retumbando no meu peito, os gritos de minha esposa ao morrer... Isso me perseguiu e me persegue sempre.
          Tenho arrependimento do que fiz e sei que não sou digno de perdão. Mas segundo aprendi por pessoas que me ajudaram Deus vai me perdoar. O orgulho de um homem ultrajado e traído, a falta de uma religião, a falta de fé me venceram.
        Hoje sei que tudo isso vai passar e eu aqui estou prestando este testemunho pedindo a todos: Não percam a paciência e o controle nunca.
         O descontrole faz muitas vítimas que se calam sem querer, sofrem por terem feito o que não queriam fazer e fazem sofrer aqueles que lhe querem bem.   
   
            Benedito de Jesus.

           Psicografia recebida em 2016.                                     
              Médium: Catarina.

sábado, 3 de setembro de 2016


A MORTE NÃO EXISTE

Era um ano tão importante, tantas coisas boas estavam acontecendo, quanta felicidade eu estava sentindo.
Era outono, a época do ano que eu mais gostava, estava radiante.
Naquela tarde, só mais uma daquele ano, que eu acharia que seria normal, mas de normal nada aconteceu, estava a caminhar à casa de minha vó, a algumas quadras de minha casa, quando ao passar por uma casa velha abandonada, fui surpreendida por um homem, um ser de aspecto estranho, sujo, o qual feito um felino ávido por sua presa, agarrou-me de súbito e levou-me para o interior daquela casa, a qual passou a ser não mais uma casa, mas sim uma masmorra onde por muitos dias fui violenta, fui humilhada naquela casa, sai do céu de minha juventude, da felicidade, ao inferno de sofrimento e dor.
Ali naquela casa encontrei nas mãos daquele homem a morte, a tão temida morte. Naquela casa todos os meus sonhos foram desfeitos, tudo acabou, tudo.
Ao abandonar meu corpo toda dor cessou, todo sofrimento acabou, as trevas daquela casa se dissiparam, uma luz tão bela se fez naquele lugar terrível, um ser tão belo que irradiava uma luz tão branca e tão suave, um ser de sorriso alvo e olhar cativante que estendia suas mãos em minha direção e convidava-me a sair dali.
Como uma tábua de salvação nos destroços de um naufrágio, aninhei-me nos braços de tão doce criatura e adormeci...
Acordei não sei quanto tempo depois em um lugar tão bonito e limpo, um lugar aprazível onde reinava muita paz. Minha doce bisavó ali me recepcionou e entendi por intermédio de suas palavras tudo de novo que ali estava começando para mim.
Lembrei de papai e mamãe, que tão cedo tive que separar-me e uma dor e saudade intensa invadiu meu coração, mas com a ajuda da bisa Anita soube aceitar e entender.
Os dias transcorreram naquele novo lar e com a ajuda de bondosos amigos segui para uma escola onde tantos jovens, como eu, ali estudavam.
Descobri que crianças e adolescentes como eu era, sempre são acolhidos e amparados na hora derradeira.
 Meus amigos, nesta noite, com a permissão de nosso Mestre Maior, tive a oportunidade de aqui poder falar um pouco de minha vida, poder dizer que a morte não existe, que Deus nunca desampara seus filhos, que aquele irmão que naquele momento infeliz de loucuras ceifou-me a vida, que Jesus o ampare e que o meu perdão possa chegar até ele.   
Dizer que sou feliz, bendizer a Deus e a Jesus e agradecer aos meus queridos pais por terem me dado a oportunidade da vida e o amor que sempre dedicaram a mim.

Beatriz.  

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium: Luciano C.

sábado, 27 de agosto de 2016


NÃO SUPORTEI  PERDER  MEU  FILHO

Sinto muito, muito mesmo, fui um tolo, eu pensei que seria o meu fim, mas infelizmente percebi que não tenho esse poder de acabar com uma vida, se não fui eu que criei.
 Sou um homem covarde não suportei a dor de ver um filho morto, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, jamais tiraria a minha vida. Hoje sei que vivo e tenho certeza que meu filho também vive e vive em melhores condições que eu.
Sofro dores horríveis e clamo por perdão, sei que Deus já quer e tem todo cuidado comigo, mas eu não consigo sair daquele lugar escuro com lamas pretas, árvores sem vida, rochas e mais rochas, escuto lamentos e choros dias e noites. Não sei por que não fiquei louco ainda.
Um dia eu orei a Deus e falei da minha dor e da saudade que sentia do meu amado filho e minhas chagas que tinha uma dor latente e constante foi amenizando e foi ficando cada vez menor até que não mais senti, e veio um calor, senti fome, lembrei da água como se eu renascesse naquele momento. E diante de tudo que sentia não parei de orar e sentia que o Pai queria ouvir algo de minha boca, mas a vergonha não deixou falar e pedir, voltei a sentir dores e tudo foi ficando escuro e tudo voltou como antes o horror, a angustia e o desespero.
Em breve momento pensei: “o que o Senhor quer que eu diga?”, mas não sou digno, sinto vergonha e não suporto mais esse sofrimento.
Eu peço socorro e peço perdão, perdão meu Deus, perdão meu filho, perdão meus familiares e esposa. Perdão, perdão a minha mãe querida.
Diante deste meu desespero e de verdadeiro sentimento de entrega, fui tomando de um sono, um sono incontrolável e hoje estou aqui diante de pessoas iluminadas e de bom coração me ensinando e mostrando para mim que estava totalmente errado em tirar a minha vida.
Sei que a qualquer momento estarei do lado do meu amado filho, onde iremos viver um tempo juntos até o meu retorno à Terra  para acabar com a minha missão que eu mesmo interrompi.
Um grande e sincero abraço.

José Carlos Afonso.

 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

domingo, 21 de agosto de 2016


EDUCAÇÃO OPRESSORA GEROU O ÓDIO

Fui criada numa educação opressora. Onde se pedia benção aos pais. Onde se obedecia rigidamente todas as regras impostas fora e dentro de casa.
Eu e meus irmãos tínhamos que andar na linha, pois um desvio papai com sua rigidez batia e batia muito e castigava. Obedecíamos por medo e não por respeito. O medo era tão grande que não podíamos ter vida própria, pois vivíamos a vida que ele queria para nós.
Me perguntava todos os dias porque Jesus na sua infinita bondade tinha me dado um pai tão severo e opressor. Mamãe era mais ponderada, mas concordava com ele por medo e não por respeito.
Essa foi a minha vida durante 20anos até que conheci um rapaz e passei a amá-lo. Gesiel era o nome dele. Muito querido passou a me orientar em como devia ser meu trato com ele. Não pude colocar em pratica essas orientações, pois não conseguia de forma alguma enfrentar papai, o medo sempre foi maior que tudo. Ele era um verdadeiro coronel.
Bem, resolvi apresentar Gesiel a papai, pois se ele descobrisse que estávamos a nos encontrar escondido poderia me matar. Temia por minha vida. Me apeguei muito a Gesiel, pois ele era pura demonstração de carinho e amor. Não saberia mais viver sem aquela pessoa que me apoiava e me amava apesar da pouca idade. Papai ao conhecer Gesiel foi violento. Colocou o rapaz porta a fora e disse que quem escolhia o namorado para filha seria ele. Que casaria com quem ele escolhesse e não com quem eu escolhesse.
Sofri muito, pois passei a ser vigiada e minha vida se tornou muito mais difícil e atormentada. Devido a tanta tristeza fui acometida de uma tuberculose que me deixou meses de sofrimento, até que minha vida teve fim.
Tive que partir para uma nova etapa. Chequei cheia de dores, revolta e tristeza. Já faz muito tempo que ando por aí, a espreita aguardando a chegada daquele que tanto me atormentou. Sei que ele também se foi, morreu, então ele retornará aqui. E eu aqui a esperar.
Não sou vingativa, mas luto por encontrá-lo. Preciso olhar nos olhos dele e mostrar toda minha revolta. Estou aqui sim vagando, sofrendo e atormentada, mas me sinto viva para dizer que o odeio.                            

 Eu sou Fátima de Oliveira.   
                           
            Médium:  R. Faria.

sábado, 13 de agosto de 2016


PAI QUERIDO

Pai querido,
Eu te peço perdão por tudo que te fiz passar enquanto permaneci em sua companhia. Você certamente pode compreender a razão por eu não ter estado tão presente em sua vida, porque não mantínhamos uma relação tão cordial e porque não éramos amigos confidentes. 
Sentia você sempre distante e achava que não se preocupava com meus problemas, ao contrário da minha mãe que ficava entre nós dois neste campo de batalha. Hoje me arrependo de tudo isso. De não ter tido com você uma relação mais amorosa de pai e filho. De compartilhar minha vida e meus sentimentos.
 Se eu tivesse dado abertura quem sabe você entraria de corpo e alma na minha vida. Não quero te culpar por essa relação fracassada e nem pelo tempo perdido, pois ainda vamos ter novas oportunidades de resgate dessa relação. 
Posso te dizer que te amo. Que apesar da distância afetiva sempre te tive como exemplo para muitos pontos da minha vida.
Poderia passar a noite inteira aqui escrevendo para você, pois a quanto tempo esperei por este momento, mas vejo que não há necessidade para muitas palavras. Apenas peço perdão pelas minhas falhas. Por ser tão e somente voltado para mim e para minhas coisas, não observando que você realmente existia e que era meu pai.
Vejo com mais clareza a vida e saiba que não morri apenas mudei de plano e estou do lado de pessoas muito querida. Sua mãe veio me acolher e apesar de não conhece-la senti um enorme carinho por ela. Ela, tão mais esclarecida que eu, pode me orientar no primeiro momento que me dei conta que havia “morrido”.
Pode acreditar que quem escreve é seu filho. Sei que não tem preparo para isso e certamente pensaria que um morto não pode se comunicar. Te entendo pois também pensaria assim em um outro momento. Hoje já tomei ciência da situação e posso compreender bem melhor.
Mais uma vez te peço perdão e se um dia tivermos a oportunidade de nos encontrarmos novamente, prometo que farei tudo para que seja diferente.
Deixo-te um abraço bem caloroso nesse corpo que já cansado ainda pode receber o meu amor. Fica na paz de Jesus.
                  
                         Augusto da Silva.    
       
  
  Psicografia recebida em agosto, mês dos pais.                                        
  Médium:  R. Lameirinhas.

sábado, 6 de agosto de 2016

DESONESTIDADE  E  AVAREZA

 Ah o dinheiro! Quanta ilusão se cria em torno dele, em trono da riqueza, na busca desenfreada de ganhar cada dia mais, chega a ser um vício, a pessoa vicia-se em ganhar dinheiro.
Quando se ganha através do esforço do trabalho ainda vá lá, mas quando se quer ganhar sem esforço, através de ações condenáveis, quanto mais a pessoa vai se endividando. Não sou contra quem ganha seu dinheiro e adquiri uma fortuna e torno do trabalho, mas condenando uns que como eu fiquei rico de maneira ilícita, através do sacrifício do outro. Para esses como eu a dor do remorso é muito grande.
Só agora entendo quanta besteira, quanta gente prejudiquei para ser rico, para viver com luxo. Hoje vejo que poderia só com o meu trabalho ter tido dinheiro mais que suficiente para levar uma vida tranqüila e abastada, mas isso não me bastava, eu queria sempre mais.
Quanta ilusão! Vivemos com luxo, com todo tipo de conforto, e assim vamos achando que isso é o máximo, ter muito dinheiro e reconhecimento, ser uma pessoa que todos admiram não pelo que são, mas pelo que tem. Quanta bobagem!
Sabe eu quando na carne nunca parei para pensar na morte, e vivia feliz da minha vida, até que um belo dia recebi a visita indesejável da morte. Sofri muito quando me entendi por morto, era ainda um homem forte de meia idade em pleno vigor físico e mental, tendo uma vida invejável.
Quando percebi que tudo aquilo que eu tanto amava, não os que eu amava, as coisas que eu amava não eram mais minhas quase fiquei doido. Pra cá não trazemos nada, voltamos sem nada de material. Riqueza, dinheiro? Aqui de nada servem. Aquela fortuna toda que construí de maneira infeliz de nada me adiantaria, nem o corpo nos pertence.
Pra cá só vem conosco as boas obras, os conhecimentos e tudo o que adquirimos moralmente, nada mais que isso.
Aos que acumulam dinheiro, que sentem como eu sentia amor pelo dinheiro, é a vocês que eu falo. Sofro muito pelo que de errado fiz, mas também me pesa a consciência as coisas que deixei de fazer. Com minhas possibilidades poderia ter ajudado a muita gente.
Não ajudei ninguém, me tornei avarento, não me preocupava em ajudar seja lá quem fosse. Conforto era só para os que viviam comigo debaixo do mesmo teto, mulher e filhos, no mais não me interessava por ninguém, vivia de maneira a cultuar o meu dinheiro sem pensar que tantas pessoas eu podia ter amenizado as dores com alguma ajuda. Hoje sei quantas noites pessoas da minha própria família passavam muitas vezes noites em claro a se preocuparem com as contas. Porque não vi isso antes?
Hoje vejo o quão egoísta eu fui, não pensei em ninguém. Sofro por isso, agora com esse entendimento digo-lhes que preferia ter tido uma vida de privações necessidades ao ser o avarento que fui. 
Peço a Jesus que me perdoe, ampare aos que deixei de ajudar e abençoe também aos que eu fraudei de maneira ou outra. Preferia ter sido um ladrão vulgar do que o ladrão honrado que eu era. 
Me preparo para a reencarnação, vou renascer em lar extremamente pobre, assim sentirei na carne o que é ser pobre e não ser ajudado. Sigo confiante e feliz, essa prova será para mim mais leve.
Tenho fé que serei um cidadão do bem, viverei do que eu honestamente ganhar com o suor do meu trabalho.
Jesus irá me ajudar.
Embora sabendo que terei enormes dificuldades financeiras, me sinto muito feliz em poder reparar esses terríveis defeitos, desonestidade e avareza.
Que Deus me auxilie.
Vocês que muitas possibilidades financeiras têm, pensem nas minhas palavras.
Luz no coração de todos. 

Horácio. 

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium:  Débora S C. 

domingo, 24 de julho de 2016

CICLO DE ÓDIO

Como tenho medo da noite, desde que era criança o que mais temia era quando a noite caia, a escuridão trazia a tona todos os meus medos e junto os fantasmas de minha imaginação.
Essa mesma noite após alguns anos, trouxe também um outro fantasma e muito triste e doloroso para mim, o estupro, o qual por varias noites era subjugada, o mais triste o agressor era quem eu amava e tinha por obrigação me proteger, meu pai.
Porque aquilo tudo acontecia, que mal havia feito, eu era só uma ingênua criança, por quê?
Os anos passaram com ele a gravidez, um filho de meu próprio pai, tinha apenas 16 anos, desesperei-me. Meu pai tendo por pretesto em ser uma desavergonhada, alegando perante a nossa humilde família que eu tinha homens, escondeu os seus atos e jogou-me na rua, minha mãe fingia nada saber e assim fui mais uma na rua da desilusão.
Após algum tempo vagando pelas ruas, fui acolhida pelas freiras do convento local e ali fui ajudada a ter e criar meu fruto do pecado. A dor e a raiva ocupavam o meu ser todos segundos de minha vida.
Definhei e durante o parto perdi minha vida...
Como que atraída por um poderoso imã, fui atraída para meu antigo lar e para perto de meu pai. Tornei-me verdadeira sombra daquele ser repugnante que um dia chamei de pai.
O obsediei tão intensamente que o levei a loucura, o fiz tirar sua vida e ao chegar aqui, descarreguei sobre ele ainda mais minha ira.
Não sei quantos anos foram de escuridão, até que um dia cansada de tudo aquilo cedi a luz e abandonei minha vingança, e descobri que mesmo temendo a noite, por causa de minha vingança vivi por centenas de anos em uma noite que nunca acabava.
Vivi a noite de minha ignorância, acreditando ser vitima de meu pai, quando no fundo nunca fui vítima e sim cega dos erros que cometi no passado e não soube aceitar resignada o resgate quando tive a chance, pelo contrário voltei a pecar e de forma ainda pior.
Meu Deus, ajude-me a quebrar esse ciclo de ódio e dor que eu e meu pai estamos vivendo a séculos.

Catherine.  

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium: Luciano C.

sábado, 16 de julho de 2016


PRA  DEUS  NADA É  IMPOSSIVEL

Estou sem paciência, não agüento esperar por dias melhores, eu necessito de paz e ninguém conseguiu ver em mim o meu sofrimento íntimo.
As minhas angustias estão me consumindo e eu não vou suportar, sei e sinto que o meu fim está próximo e bem próximo.
Onde encontrar Deus, onde encontrar a esperança, onde encontrar o amor e respeito, onde?
Como dói esse sentimento de desprezo e abandono, eu convivi com a falta de amor, bem nem sei o que é ser amado e abraçado.
Quando nasci já fui carregando a culpa do desencarne de minha mãe, complicações no parto e o meu pai, homem sem coração, não suportou a falta de minha mãe e a responsabilidade de criar um filho sozinho e se perdeu nas drogas e no álcool.
E eu pequeno ainda, digo bebê recém nascido, fui colocado em um orfanato com a desculpa de não ter um familiar com condições financeiras para me criar. O abandono meus amigos é cruel, machuca e dilacera o coração e a culpa é um tormento que fica constante em seu peito.
Como eu pedi a Deus que olhasse pra mim e compreendesse o meu sofrimento e a minha necessidade de ter um lar, um carinho, de me sentir importante pra alguém. Já crescido e com poucas esperanças, pensava: “jamais serei adotado e acolhido em um lar, uma criança que já carrega no seu histórico uma tragédia, quem iria querer?”.
Um dia chuvoso e frio, uma senhora adentrou no abrigo, eu já crescido e pensei, não serei eu, então me recolhi a um canto da sala e não sei o que aconteceu, eu tive uma vontade enorme de orar com todo o meu ser e alma e felizmente fui eu o escolhido.
Tive uma família linda, carinhosa, irmãos lindos e conquistei o meu lar, casei, tive filhos e com o passar do tempo foi crescendo em mim a vontade de criar uma criança sem lar e sem amor como eu. Conversei com minha amada mulher e resolvemos ir ao mesmo abrigo e foi Deus novamente agindo em mim, escolhi um menino na pré-adolescência e ele foi o meu filho de coração que segurou em minha mão no dia em que fui escolhido para viver na pátria espiritual, um menino que se chama Emanuel. 
Fiquem com Deus e orem, Ele sempre atende aos nossos chamados.
    
José Francisco Teixeira.

 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 9 de julho de 2016

A CONFUSÃO ME MATOU

 Não consigo aceitar o que me aconteceu, não consigo entender que por uma coisa boba, um motivo tão banal eu fui expulso do meu corpo.
Passarei a contar o que ouve e que me fez regressar de maneira tão violenta.
Sai de casa naquele dia completamente tranqüilo. O que eu tinha para resolver era coisa rápida, e como era feriado eu regressaria a casa e passaria o dia ao lado da minha companheira e dos meus dois filhinhos, que nasceram no mesmo dia, eram dois lindos meninos, gêmeos idênticos que a quatro anos Deus me presenteava.
Ainda no caminho de ida para resolver o que eu precisava fui abordado por um homem que aos gritos me insultava, não consegui muito bem entender o porquê de toda aquela atitude. Ele parou o carro ao lado do meu no sinal e me insultava, eu sem entender perguntei o que havia acontecido, o homem tremulo de ódio dizia que eu não me fizesse de bobo, e eu continuei sem entender. Logo percebi que ele me havia confundido com alguma outra pessoa, ou melhor, confundido o meu carro. Dizia que estava me fazendo de bobo, mas que eu sabia muito bem que eu o tinha fechado. Tentei mais uma vez argumentar e aquele sujeito cada vez mais agressivo, até de supetão sacou de uma arma que ele trazia à cintura e sem que nada pudesse ser feito atingiu a minha cabeça.
E foi ali mesmo no meio da rua, por um motivo que eu nem sabia, eu despedia-me do meu corpo, despedia-me da vida feliz que eu tinha ao lado dos que eu tanto amava.
Quando consegui entender o que havia acontecido a dor que senti, não sei precisar, fiquei louco e comecei uma busca implacável atrás daquele homem que me tirara tudo o que eu mais tinha de valor, minha vida, o convívio feliz com minha família. Eu de homem bom e digno passei a ser um ser que o objetivo principal era a vingança. Passei muito tempo, acho que muitos anos a procura daquele sujeito, a essa altura já havia me tornado um lixo, não pensava mais na companheira querida e nem nos filhos amados, era movido tão somente pela idéia de vingança.
Depois de longa procura encontrei o tal sujeito em um cárcere imundo, completamente isolado e triste, eu aproveitei da situação infeliz daquele ser e comecei ali a minha vingança, devagar com paciência e com a permissão dele, por causa do remorso consegui ir minando-lhe a saúde física e principalmente a saúde mental, até que ele enlouqueceu e gritava desesperado, ele conseguia me ver, pedindo que me tirasse dali, ele chorava, gritava até cair extenuado no chão, onde ele se debatia até perder os sentidos, e em uma dessas crises ele bateu a cabeça de modo que assim perdera a vida. Exultei e ali mesmo já estava eu pronto para pegar aquele infeliz. E assim consegui ajudado por outros companheiros.
Passei subjugando aquele homem e impondo-lhe atrozes sofrimentos. Um dia sem que me desse conta fui acolhido em uma casa espírita e ali começou o meu tratamento. Meu e o do pobre coitado que eu mantinha sobre o jugo. O tempo foi passando e o tratamento evoluindo, até que consegui a minha e a liberdade dele.
Esse tratamento foi longo e sofrido, nunca mais tive noticias da minha família, até que um dia fui levado à minha antiga casa, lá vi uma senhora de cabelos grisalhos e dois homens que pela aparência, ou seja, por serem completamente iguais, um carregando uma linda menina ao colo e o outro feliz anunciava o nascimento de mais um filho. Fiquei tonto, fiquei sem rumo ao perceber que a senhora era a minha linda companheira e os dois homens aqueles meninos que um dia deixei para ir logo ali e voltar.
Chorei ao ver aquela cena, o tempo havia passado e eu perdera a oportunidade mesmo de longe ter tido noticias deles. Me senti a pior das criaturas, quando um espirito que me acompanhava  falou com doçura, esse filho que anuncia a vinda do seu neto receberá como filhinho aquele que tirou a sua vida e alguns anos depois virá você ira se unir a eles.
Era Deus ali colocando as coisas em ordem, fazendo que as arestas do passado fossem aparadas.
Hoje agradecido a Deus pela oportunidade, aguardo o meu retorno, terei no meu assassino o irmão amoroso e ele em seu algoz do passado o irmãozinho menor que ele amará do fundo do coração.  Peço a Jesus para que tanto eu quanto ele possamos aproveitar essa bendita oportunidade e aprendermos o verdadeiro amor fraternal.

Simão. 

            Psicografia recebida em 2016.                                     
            Médium:  Débora S C

domingo, 3 de julho de 2016


EXISTE  VIDA  PLENA  APÓS  A  MORTE

            Os meus pés estavam hirtos, gelados e eu não os sentia. Minhas pernas estavam muito inchadas. Mesmo assim eu não percebia a gravidade da situação.
              Meus filhos iam me visitar e nada diziam a respeito. Os médicos iam e vinham, olhavam e examinavam, mas também nada me falavam de concreto.
          Um dia me levaram à sala cirúrgica, me disseram que eu sofreria uma intervenção nas pernas. Eu obedeci como se eu fosse um cordeirinho. Na verdade eu estava nas mãos dos médicos, e eu também acreditava que Deus e meus santos favoritos não me abandonariam. Eu sofri a intervenção...  Mas oh! Que tristeza, amputaram-me uma das pernas e tentariam salvar a outra, que se o sangue não circulasse eu também ficaria sem ela.
             Fui para o quarto e eu senti uma coisa muito estranha. Eu sentia coceiras e dores na perna amputada. Meus filhos vieram e eu pedi a eles que coçassem minha perna. Eles coçaram a perna que ficou e eu disse a eles: é a outra que coça! Eles acharam que eu não estava em meu juízo perfeito. Fiquei internado mais alguns dias e os médicos me disseram que teriam que amputar a outra perna. Eu pensei: é preferível morrer!
            E eu morri. Só que eu não morri da forma que eu pensava. Me via no caixão, depois vi meu enterro, ao que muitas pessoas me convidaram para sair dali e ir para outro lugar. Eu fui andando com minhas duas pernas. Pensei estar ficando louco, mas não, eu estava recuperado com minhas duas pernas que não doíam e nem coçavam. Eu estava são.
        Hoje estou aqui, recuperado, em companhia dessas pessoas, tendo oportunidade de me expressar. Não sou espírita, mas não hesitei em vir aqui dar meu testemunho.
             A morte do corpo não é a morte da alma. O corpo serve enquanto estamos vivos na Terra; no plano em que estou é tudo muito bom e diferente. Existe vida plena, como Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida e vivam plenamente.
             Tenhamos fé, façamos o bem nas nossas condições, amemos ao próximo que Jesus e Deus nos ajudarão.
              Obrigado.

               Nelson. 
                                                       
 Psicografia recebida em 2016.                                     

 Médium: Catarina.

sábado, 25 de junho de 2016

A  LOUCURA  ME  LEVOU  AO  SUÍCIDIO

Quanta saudade eu sinto do tempo que eu era criança, inocente e sem preocupação, quando meus pais eram vivos e me amavam. Aquele tempo em que tudo era felicidade, que a vida era gostosa de viver.
Mas o tempo é cruel, assim como a felicidade imperava naqueles dias,da noite para o dia tudo mudou, papai adoeceu, acamou-se e minha mãe passou a trabalhar exaustivamente para dar conta de nosso lar.
Em pouco tempo papai não mais falava, entrevou e nada mais fazia. Os trabalhos da casa, os cuidados de meu pai e a labuta exaustiva e incansável que mamãe tinha, minaram-lhe também as forças e numa tarde de inverno abandonou seu frágil corpo.
Se as dificuldades eram grandes, deste dia em diante ficaram pior...
As brincadeiras que eram nossas únicas preocupações naquela vida, sumiram, passamos a ter que cuidar de nosso pai e buscar o sustento do lar.
Foi aí que deu início a minha derrocada, sabendo que eu era moça bonita, esqueci os conselhos e os exemplos de luta de minha mãe, não quis o trabalho honesto, usei de meus atributos físicos e entrei-me a venda de meu corpo. Ah! Que estupidez a minha.  
Ganhava dinheiro, sustentava a casa, comprava os remédios e cuidava de meu pai.
Mas tudo tem um preço e este preço eu comecei a pagar quando vi após alguns anos minha irmã caçula, fruto de meu exemplo, seguir o mesmo caminho que eu e nas mãos de um homem enlouquecido pelo álcool e o desejo desenfreado a estrangulou e tirou sua vida.
Enlouquecida pelos acontecimentos entreguei-me as drogas e a tudo o que me fazia “esquecer” as dores.
A sífilis e tantas outras doenças tomaram meu corpo e em breve na loucura ingressei.   
Uma noite em momento de rara lucidez, atire-me daquela ponte e nas águas frias daquele rio minha vida se foi.
Quanto sofrimento experimentei, quanta dor, um sofrimento tão intenso que nunca poderia ter imaginado existir. Não sei precisar quanto tempo ali fiquei, transformei-me numa “bruxa”, um ser irreconhecível, um trapo...
Um dia minha bondosa e guerreira mãe, junto com um grupo de espíritos bons, conseguiram levar-me daquele lugar triste e mal cheiroso.
Hoje estou em tratamento, um tratamento longo, pois os estragos que fiz a meu espírito foram grandes, mas já sei orar e agradecer a Deus pela misericórdia que teve de mim, uma louca suicida. 
Perdão meu Deus por tudo que fiz e pela minha rebeldia. Perdão meu pai, perdão mamãe e perdão Emília, minha pequena irmã, que tanto fiz sofrer.

Julieta.       

            Psicografia recebida em  2016.                                      

            Médium: Luciano C.

sábado, 18 de junho de 2016

FUI  FRACO E EGOÍSTA

Filho onde está você? Vim ao seu encontro, por favor, apareça. Estou com saudades, estou aqui, venha para mim.
Achei eu que poderia estar do lado do meu filho assim que desencarnei. Como fui tolo e imprudente, não pensei em nenhum momento que o Senhor meu Deus não ia gostar do que fiz, mas minha dor era tamanha, enlouqueci quando meu filho não estava entre nós, e tentei, tentei varias religiões para que o conforto fosse me dado e infelizmente não suportei. Cometi o pior de todos os crimes, tirei a minha própria vida, que não é minha e sim do Pai que nos criou com sabedoria e amor.  
Fui egoísta e deixei minha querida esposa viúva e doente, sem nenhuma piedade. Sinto sua dor, sei de todos os seus lamentos e ainda encontra forças para pedir a Deus o meu perdão. Grande mulher, como é maravilhosa sua força e sua fé. Em nenhum momento ela vacilou e sempre humilde as ordens do Pai.
Eu sempre recriminei as pessoas que tiravam as próprias vidas, dizia como são fracas e egoístas, e olha eu aqui fraco e egoísta, mas o meu grande desejo era ficar do lado de meu filho querido e amado.
Um menino de apenas 15 anos sofreu de uma doença rara, mas sempre com um sorriso no rosto e com palavras de conforto para acalmar todos nós dizia: “Pai e mãe tudo vai ficar bem, não chorem e pensem que ainda estou com vocês, vamos curti esse momento não importa onde estamos, em um hospital ou em um parque.”, ele dizia com toda sabedoria e tranquilidade que nos emocionávamos ainda mais.
Hoje eu sinto que fui fraco e sinto vergonha do meu menino. Rogo a Deus que me perdoe e que me dê a oportunidade de estar do lado do meu menino, nem que seja um momento apenas. Por favor Pai,  por favor Pai...
Um dia eu já muito debilitado e quase louco, orei a Deus e pensei: Como Deus vai me ouvir se eu ainda não fiz nenhuma oração a Ele? O rei com toda a minha fé e força, aí não agüentei e senti que meu espírito ou “corpo” foi ficando esgotado e sucumbi.
Hoje me encontro em um lugar muito especial, fui socorrido e muito bem cuidado. Estou ainda em tratamento intensivo e constante, mas sinto que vou demorar a ver o meu filho, e hoje com todo o esclarecimento vejo que Deus foi prudente em não deixar que meu menino me visse em estado lastimável e triste.
 Vou fazer o melhor para que o meu filho possa estar do meu lado e não se envergonhar de mim, vou superar as dores e me fortalecer na fé. Dou graças a Deus o socorro que recebi.
Fiquem com Deus meus irmãos.

João Felipe Aragão.
 
 Psicografia recebida em 2016.
             Médium: M. Nicodemos.

domingo, 12 de junho de 2016

NÃO FOI CASTIGO DE DEUS

                Meus irmãos estou sempre na reunião, tentando uma oportunidade para dar uma mensagem, mas, como meu nome não se encontra na lista, fica difícil eu conseguir, pois o tempo é reservado para eles. Num certo dia, a irmã que me ajuda aqui nessa mensagem, percebeu a minha presença e agora consegui, estou muito feliz com isso.
             Morri muito cedo, devido a vida que levei, não conheci meu pai nem minha mãe, pra dizer a verdade, não sei como consegui viver até os dezessete anos, foi quando ocorreu a minha morte. Morte que foi acelerada pela vida que levei, sempre morando nas ruas, enfrentando a violência, fome, frio, etc., a família que conheci foi os pobres e maltrapilhos que viviam comigo, nessa mesma vida de imensas dificuldades.             
               Um dia estava com muita febre, tossia muito, a dor no corpo era insuportável, de repente, não senti mais nada. Me levantei, vi um grupo de pessoas olhando qualquer coisa no chão, me aproximei, ninguém me viu, perguntava o que estava acontecendo, ninguém me respondia, depois fiquei sabendo que se tratava do meu próprio corpo. Vaguei assim entre eles, sem que me vissem ou ouvissem e entendia cada vez menos.
                Depois de certo tempo, vi chegar até mim quatro pessoas carregando uma espécie de maca, muito limpa e um deles me deu uma espécie de água que disse ser remédio. Fiquei um pouco sonolento, me deitaram na maca que carregavam, deve ter sido a primeira vez que me deitei numa cama, como era confortável, limpa e agradável, adormeci.
                   Quando acordei, estava numa espécie de hospital, alguns enfermeiros cuidavam de mim, sentia muito bem, não sentia mais fome, sede, frio, somente um bem estar que não sentia há muito tempo. Perguntei aos enfermeiros o que tinha acontecido, onde estavam os meus amigos, ele respondeu que no momento certo eu saberia. Deram permissão para que eu me levantasse, me sentia muito bem, disposto, descansado, nada parecido com a vida que eu tinha, com o tempo descobri que eu não estava mais na terra. Eu tinha morrido.  Mas o interessante era que me sentia mais vivo do que nunca e numa condição muito melhor daquela em que eu vivia na terra. 
                    Fui me acostumando com o convívio dos irmãos e comecei aprender a ler e escrever, pois até então, era analfabeto. Comecei a frequentar reuniões onde se estudava sobre as palavras de Jesus. Soube, também, que a vida que eu levei na terra não foi castigo de Deus, pois ele não castiga ninguém, mas era devido ao meu comportamento nas vidas passadas, era a colheita do que eu havia semeado. Mas dou muito graças a Deus e Jesus por ter se compadecido de mim e eu estar agora onde me encontro.
               Sei que um dia voltarei para a terra, para uma nova existência, como e quando me é desconhecido. Espero aprender bastante para que eu possa merecer ter uma existência melhor quando voltar.
                   Deus abençoe a todos os irmãos dessa reunião que é muito querida para mim.
                   Um grande e fraternal abraço.

                   Paulo (não tenho sobrenome).

                  Psicografia recebida em reunião 2016.
                  Médium: Maria Aparecida.