sábado, 27 de agosto de 2016


NÃO SUPORTEI  PERDER  MEU  FILHO

Sinto muito, muito mesmo, fui um tolo, eu pensei que seria o meu fim, mas infelizmente percebi que não tenho esse poder de acabar com uma vida, se não fui eu que criei.
 Sou um homem covarde não suportei a dor de ver um filho morto, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, jamais tiraria a minha vida. Hoje sei que vivo e tenho certeza que meu filho também vive e vive em melhores condições que eu.
Sofro dores horríveis e clamo por perdão, sei que Deus já quer e tem todo cuidado comigo, mas eu não consigo sair daquele lugar escuro com lamas pretas, árvores sem vida, rochas e mais rochas, escuto lamentos e choros dias e noites. Não sei por que não fiquei louco ainda.
Um dia eu orei a Deus e falei da minha dor e da saudade que sentia do meu amado filho e minhas chagas que tinha uma dor latente e constante foi amenizando e foi ficando cada vez menor até que não mais senti, e veio um calor, senti fome, lembrei da água como se eu renascesse naquele momento. E diante de tudo que sentia não parei de orar e sentia que o Pai queria ouvir algo de minha boca, mas a vergonha não deixou falar e pedir, voltei a sentir dores e tudo foi ficando escuro e tudo voltou como antes o horror, a angustia e o desespero.
Em breve momento pensei: “o que o Senhor quer que eu diga?”, mas não sou digno, sinto vergonha e não suporto mais esse sofrimento.
Eu peço socorro e peço perdão, perdão meu Deus, perdão meu filho, perdão meus familiares e esposa. Perdão, perdão a minha mãe querida.
Diante deste meu desespero e de verdadeiro sentimento de entrega, fui tomando de um sono, um sono incontrolável e hoje estou aqui diante de pessoas iluminadas e de bom coração me ensinando e mostrando para mim que estava totalmente errado em tirar a minha vida.
Sei que a qualquer momento estarei do lado do meu amado filho, onde iremos viver um tempo juntos até o meu retorno à Terra  para acabar com a minha missão que eu mesmo interrompi.
Um grande e sincero abraço.

José Carlos Afonso.

 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

domingo, 21 de agosto de 2016


EDUCAÇÃO OPRESSORA GEROU O ÓDIO

Fui criada numa educação opressora. Onde se pedia benção aos pais. Onde se obedecia rigidamente todas as regras impostas fora e dentro de casa.
Eu e meus irmãos tínhamos que andar na linha, pois um desvio papai com sua rigidez batia e batia muito e castigava. Obedecíamos por medo e não por respeito. O medo era tão grande que não podíamos ter vida própria, pois vivíamos a vida que ele queria para nós.
Me perguntava todos os dias porque Jesus na sua infinita bondade tinha me dado um pai tão severo e opressor. Mamãe era mais ponderada, mas concordava com ele por medo e não por respeito.
Essa foi a minha vida durante 20anos até que conheci um rapaz e passei a amá-lo. Gesiel era o nome dele. Muito querido passou a me orientar em como devia ser meu trato com ele. Não pude colocar em pratica essas orientações, pois não conseguia de forma alguma enfrentar papai, o medo sempre foi maior que tudo. Ele era um verdadeiro coronel.
Bem, resolvi apresentar Gesiel a papai, pois se ele descobrisse que estávamos a nos encontrar escondido poderia me matar. Temia por minha vida. Me apeguei muito a Gesiel, pois ele era pura demonstração de carinho e amor. Não saberia mais viver sem aquela pessoa que me apoiava e me amava apesar da pouca idade. Papai ao conhecer Gesiel foi violento. Colocou o rapaz porta a fora e disse que quem escolhia o namorado para filha seria ele. Que casaria com quem ele escolhesse e não com quem eu escolhesse.
Sofri muito, pois passei a ser vigiada e minha vida se tornou muito mais difícil e atormentada. Devido a tanta tristeza fui acometida de uma tuberculose que me deixou meses de sofrimento, até que minha vida teve fim.
Tive que partir para uma nova etapa. Chequei cheia de dores, revolta e tristeza. Já faz muito tempo que ando por aí, a espreita aguardando a chegada daquele que tanto me atormentou. Sei que ele também se foi, morreu, então ele retornará aqui. E eu aqui a esperar.
Não sou vingativa, mas luto por encontrá-lo. Preciso olhar nos olhos dele e mostrar toda minha revolta. Estou aqui sim vagando, sofrendo e atormentada, mas me sinto viva para dizer que o odeio.                            

 Eu sou Fátima de Oliveira.   
                           
            Médium:  R. Faria.

sábado, 13 de agosto de 2016


PAI QUERIDO

Pai querido,
Eu te peço perdão por tudo que te fiz passar enquanto permaneci em sua companhia. Você certamente pode compreender a razão por eu não ter estado tão presente em sua vida, porque não mantínhamos uma relação tão cordial e porque não éramos amigos confidentes. 
Sentia você sempre distante e achava que não se preocupava com meus problemas, ao contrário da minha mãe que ficava entre nós dois neste campo de batalha. Hoje me arrependo de tudo isso. De não ter tido com você uma relação mais amorosa de pai e filho. De compartilhar minha vida e meus sentimentos.
 Se eu tivesse dado abertura quem sabe você entraria de corpo e alma na minha vida. Não quero te culpar por essa relação fracassada e nem pelo tempo perdido, pois ainda vamos ter novas oportunidades de resgate dessa relação. 
Posso te dizer que te amo. Que apesar da distância afetiva sempre te tive como exemplo para muitos pontos da minha vida.
Poderia passar a noite inteira aqui escrevendo para você, pois a quanto tempo esperei por este momento, mas vejo que não há necessidade para muitas palavras. Apenas peço perdão pelas minhas falhas. Por ser tão e somente voltado para mim e para minhas coisas, não observando que você realmente existia e que era meu pai.
Vejo com mais clareza a vida e saiba que não morri apenas mudei de plano e estou do lado de pessoas muito querida. Sua mãe veio me acolher e apesar de não conhece-la senti um enorme carinho por ela. Ela, tão mais esclarecida que eu, pode me orientar no primeiro momento que me dei conta que havia “morrido”.
Pode acreditar que quem escreve é seu filho. Sei que não tem preparo para isso e certamente pensaria que um morto não pode se comunicar. Te entendo pois também pensaria assim em um outro momento. Hoje já tomei ciência da situação e posso compreender bem melhor.
Mais uma vez te peço perdão e se um dia tivermos a oportunidade de nos encontrarmos novamente, prometo que farei tudo para que seja diferente.
Deixo-te um abraço bem caloroso nesse corpo que já cansado ainda pode receber o meu amor. Fica na paz de Jesus.
                  
                         Augusto da Silva.    
       
  
  Psicografia recebida em agosto, mês dos pais.                                        
  Médium:  R. Lameirinhas.

sábado, 6 de agosto de 2016

DESONESTIDADE  E  AVAREZA

 Ah o dinheiro! Quanta ilusão se cria em torno dele, em trono da riqueza, na busca desenfreada de ganhar cada dia mais, chega a ser um vício, a pessoa vicia-se em ganhar dinheiro.
Quando se ganha através do esforço do trabalho ainda vá lá, mas quando se quer ganhar sem esforço, através de ações condenáveis, quanto mais a pessoa vai se endividando. Não sou contra quem ganha seu dinheiro e adquiri uma fortuna e torno do trabalho, mas condenando uns que como eu fiquei rico de maneira ilícita, através do sacrifício do outro. Para esses como eu a dor do remorso é muito grande.
Só agora entendo quanta besteira, quanta gente prejudiquei para ser rico, para viver com luxo. Hoje vejo que poderia só com o meu trabalho ter tido dinheiro mais que suficiente para levar uma vida tranqüila e abastada, mas isso não me bastava, eu queria sempre mais.
Quanta ilusão! Vivemos com luxo, com todo tipo de conforto, e assim vamos achando que isso é o máximo, ter muito dinheiro e reconhecimento, ser uma pessoa que todos admiram não pelo que são, mas pelo que tem. Quanta bobagem!
Sabe eu quando na carne nunca parei para pensar na morte, e vivia feliz da minha vida, até que um belo dia recebi a visita indesejável da morte. Sofri muito quando me entendi por morto, era ainda um homem forte de meia idade em pleno vigor físico e mental, tendo uma vida invejável.
Quando percebi que tudo aquilo que eu tanto amava, não os que eu amava, as coisas que eu amava não eram mais minhas quase fiquei doido. Pra cá não trazemos nada, voltamos sem nada de material. Riqueza, dinheiro? Aqui de nada servem. Aquela fortuna toda que construí de maneira infeliz de nada me adiantaria, nem o corpo nos pertence.
Pra cá só vem conosco as boas obras, os conhecimentos e tudo o que adquirimos moralmente, nada mais que isso.
Aos que acumulam dinheiro, que sentem como eu sentia amor pelo dinheiro, é a vocês que eu falo. Sofro muito pelo que de errado fiz, mas também me pesa a consciência as coisas que deixei de fazer. Com minhas possibilidades poderia ter ajudado a muita gente.
Não ajudei ninguém, me tornei avarento, não me preocupava em ajudar seja lá quem fosse. Conforto era só para os que viviam comigo debaixo do mesmo teto, mulher e filhos, no mais não me interessava por ninguém, vivia de maneira a cultuar o meu dinheiro sem pensar que tantas pessoas eu podia ter amenizado as dores com alguma ajuda. Hoje sei quantas noites pessoas da minha própria família passavam muitas vezes noites em claro a se preocuparem com as contas. Porque não vi isso antes?
Hoje vejo o quão egoísta eu fui, não pensei em ninguém. Sofro por isso, agora com esse entendimento digo-lhes que preferia ter tido uma vida de privações necessidades ao ser o avarento que fui. 
Peço a Jesus que me perdoe, ampare aos que deixei de ajudar e abençoe também aos que eu fraudei de maneira ou outra. Preferia ter sido um ladrão vulgar do que o ladrão honrado que eu era. 
Me preparo para a reencarnação, vou renascer em lar extremamente pobre, assim sentirei na carne o que é ser pobre e não ser ajudado. Sigo confiante e feliz, essa prova será para mim mais leve.
Tenho fé que serei um cidadão do bem, viverei do que eu honestamente ganhar com o suor do meu trabalho.
Jesus irá me ajudar.
Embora sabendo que terei enormes dificuldades financeiras, me sinto muito feliz em poder reparar esses terríveis defeitos, desonestidade e avareza.
Que Deus me auxilie.
Vocês que muitas possibilidades financeiras têm, pensem nas minhas palavras.
Luz no coração de todos. 

Horácio. 

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium:  Débora S C. 

domingo, 24 de julho de 2016

CICLO DE ÓDIO

Como tenho medo da noite, desde que era criança o que mais temia era quando a noite caia, a escuridão trazia a tona todos os meus medos e junto os fantasmas de minha imaginação.
Essa mesma noite após alguns anos, trouxe também um outro fantasma e muito triste e doloroso para mim, o estupro, o qual por varias noites era subjugada, o mais triste o agressor era quem eu amava e tinha por obrigação me proteger, meu pai.
Porque aquilo tudo acontecia, que mal havia feito, eu era só uma ingênua criança, por quê?
Os anos passaram com ele a gravidez, um filho de meu próprio pai, tinha apenas 16 anos, desesperei-me. Meu pai tendo por pretesto em ser uma desavergonhada, alegando perante a nossa humilde família que eu tinha homens, escondeu os seus atos e jogou-me na rua, minha mãe fingia nada saber e assim fui mais uma na rua da desilusão.
Após algum tempo vagando pelas ruas, fui acolhida pelas freiras do convento local e ali fui ajudada a ter e criar meu fruto do pecado. A dor e a raiva ocupavam o meu ser todos segundos de minha vida.
Definhei e durante o parto perdi minha vida...
Como que atraída por um poderoso imã, fui atraída para meu antigo lar e para perto de meu pai. Tornei-me verdadeira sombra daquele ser repugnante que um dia chamei de pai.
O obsediei tão intensamente que o levei a loucura, o fiz tirar sua vida e ao chegar aqui, descarreguei sobre ele ainda mais minha ira.
Não sei quantos anos foram de escuridão, até que um dia cansada de tudo aquilo cedi a luz e abandonei minha vingança, e descobri que mesmo temendo a noite, por causa de minha vingança vivi por centenas de anos em uma noite que nunca acabava.
Vivi a noite de minha ignorância, acreditando ser vitima de meu pai, quando no fundo nunca fui vítima e sim cega dos erros que cometi no passado e não soube aceitar resignada o resgate quando tive a chance, pelo contrário voltei a pecar e de forma ainda pior.
Meu Deus, ajude-me a quebrar esse ciclo de ódio e dor que eu e meu pai estamos vivendo a séculos.

Catherine.  

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium: Luciano C.

sábado, 16 de julho de 2016


PRA  DEUS  NADA É  IMPOSSIVEL

Estou sem paciência, não agüento esperar por dias melhores, eu necessito de paz e ninguém conseguiu ver em mim o meu sofrimento íntimo.
As minhas angustias estão me consumindo e eu não vou suportar, sei e sinto que o meu fim está próximo e bem próximo.
Onde encontrar Deus, onde encontrar a esperança, onde encontrar o amor e respeito, onde?
Como dói esse sentimento de desprezo e abandono, eu convivi com a falta de amor, bem nem sei o que é ser amado e abraçado.
Quando nasci já fui carregando a culpa do desencarne de minha mãe, complicações no parto e o meu pai, homem sem coração, não suportou a falta de minha mãe e a responsabilidade de criar um filho sozinho e se perdeu nas drogas e no álcool.
E eu pequeno ainda, digo bebê recém nascido, fui colocado em um orfanato com a desculpa de não ter um familiar com condições financeiras para me criar. O abandono meus amigos é cruel, machuca e dilacera o coração e a culpa é um tormento que fica constante em seu peito.
Como eu pedi a Deus que olhasse pra mim e compreendesse o meu sofrimento e a minha necessidade de ter um lar, um carinho, de me sentir importante pra alguém. Já crescido e com poucas esperanças, pensava: “jamais serei adotado e acolhido em um lar, uma criança que já carrega no seu histórico uma tragédia, quem iria querer?”.
Um dia chuvoso e frio, uma senhora adentrou no abrigo, eu já crescido e pensei, não serei eu, então me recolhi a um canto da sala e não sei o que aconteceu, eu tive uma vontade enorme de orar com todo o meu ser e alma e felizmente fui eu o escolhido.
Tive uma família linda, carinhosa, irmãos lindos e conquistei o meu lar, casei, tive filhos e com o passar do tempo foi crescendo em mim a vontade de criar uma criança sem lar e sem amor como eu. Conversei com minha amada mulher e resolvemos ir ao mesmo abrigo e foi Deus novamente agindo em mim, escolhi um menino na pré-adolescência e ele foi o meu filho de coração que segurou em minha mão no dia em que fui escolhido para viver na pátria espiritual, um menino que se chama Emanuel. 
Fiquem com Deus e orem, Ele sempre atende aos nossos chamados.
    
José Francisco Teixeira.

 Psicografia recebida em 2016.

             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 9 de julho de 2016

A CONFUSÃO ME MATOU

 Não consigo aceitar o que me aconteceu, não consigo entender que por uma coisa boba, um motivo tão banal eu fui expulso do meu corpo.
Passarei a contar o que ouve e que me fez regressar de maneira tão violenta.
Sai de casa naquele dia completamente tranqüilo. O que eu tinha para resolver era coisa rápida, e como era feriado eu regressaria a casa e passaria o dia ao lado da minha companheira e dos meus dois filhinhos, que nasceram no mesmo dia, eram dois lindos meninos, gêmeos idênticos que a quatro anos Deus me presenteava.
Ainda no caminho de ida para resolver o que eu precisava fui abordado por um homem que aos gritos me insultava, não consegui muito bem entender o porquê de toda aquela atitude. Ele parou o carro ao lado do meu no sinal e me insultava, eu sem entender perguntei o que havia acontecido, o homem tremulo de ódio dizia que eu não me fizesse de bobo, e eu continuei sem entender. Logo percebi que ele me havia confundido com alguma outra pessoa, ou melhor, confundido o meu carro. Dizia que estava me fazendo de bobo, mas que eu sabia muito bem que eu o tinha fechado. Tentei mais uma vez argumentar e aquele sujeito cada vez mais agressivo, até de supetão sacou de uma arma que ele trazia à cintura e sem que nada pudesse ser feito atingiu a minha cabeça.
E foi ali mesmo no meio da rua, por um motivo que eu nem sabia, eu despedia-me do meu corpo, despedia-me da vida feliz que eu tinha ao lado dos que eu tanto amava.
Quando consegui entender o que havia acontecido a dor que senti, não sei precisar, fiquei louco e comecei uma busca implacável atrás daquele homem que me tirara tudo o que eu mais tinha de valor, minha vida, o convívio feliz com minha família. Eu de homem bom e digno passei a ser um ser que o objetivo principal era a vingança. Passei muito tempo, acho que muitos anos a procura daquele sujeito, a essa altura já havia me tornado um lixo, não pensava mais na companheira querida e nem nos filhos amados, era movido tão somente pela idéia de vingança.
Depois de longa procura encontrei o tal sujeito em um cárcere imundo, completamente isolado e triste, eu aproveitei da situação infeliz daquele ser e comecei ali a minha vingança, devagar com paciência e com a permissão dele, por causa do remorso consegui ir minando-lhe a saúde física e principalmente a saúde mental, até que ele enlouqueceu e gritava desesperado, ele conseguia me ver, pedindo que me tirasse dali, ele chorava, gritava até cair extenuado no chão, onde ele se debatia até perder os sentidos, e em uma dessas crises ele bateu a cabeça de modo que assim perdera a vida. Exultei e ali mesmo já estava eu pronto para pegar aquele infeliz. E assim consegui ajudado por outros companheiros.
Passei subjugando aquele homem e impondo-lhe atrozes sofrimentos. Um dia sem que me desse conta fui acolhido em uma casa espírita e ali começou o meu tratamento. Meu e o do pobre coitado que eu mantinha sobre o jugo. O tempo foi passando e o tratamento evoluindo, até que consegui a minha e a liberdade dele.
Esse tratamento foi longo e sofrido, nunca mais tive noticias da minha família, até que um dia fui levado à minha antiga casa, lá vi uma senhora de cabelos grisalhos e dois homens que pela aparência, ou seja, por serem completamente iguais, um carregando uma linda menina ao colo e o outro feliz anunciava o nascimento de mais um filho. Fiquei tonto, fiquei sem rumo ao perceber que a senhora era a minha linda companheira e os dois homens aqueles meninos que um dia deixei para ir logo ali e voltar.
Chorei ao ver aquela cena, o tempo havia passado e eu perdera a oportunidade mesmo de longe ter tido noticias deles. Me senti a pior das criaturas, quando um espirito que me acompanhava  falou com doçura, esse filho que anuncia a vinda do seu neto receberá como filhinho aquele que tirou a sua vida e alguns anos depois virá você ira se unir a eles.
Era Deus ali colocando as coisas em ordem, fazendo que as arestas do passado fossem aparadas.
Hoje agradecido a Deus pela oportunidade, aguardo o meu retorno, terei no meu assassino o irmão amoroso e ele em seu algoz do passado o irmãozinho menor que ele amará do fundo do coração.  Peço a Jesus para que tanto eu quanto ele possamos aproveitar essa bendita oportunidade e aprendermos o verdadeiro amor fraternal.

Simão. 

            Psicografia recebida em 2016.                                     
            Médium:  Débora S C

domingo, 3 de julho de 2016


EXISTE  VIDA  PLENA  APÓS  A  MORTE

            Os meus pés estavam hirtos, gelados e eu não os sentia. Minhas pernas estavam muito inchadas. Mesmo assim eu não percebia a gravidade da situação.
              Meus filhos iam me visitar e nada diziam a respeito. Os médicos iam e vinham, olhavam e examinavam, mas também nada me falavam de concreto.
          Um dia me levaram à sala cirúrgica, me disseram que eu sofreria uma intervenção nas pernas. Eu obedeci como se eu fosse um cordeirinho. Na verdade eu estava nas mãos dos médicos, e eu também acreditava que Deus e meus santos favoritos não me abandonariam. Eu sofri a intervenção...  Mas oh! Que tristeza, amputaram-me uma das pernas e tentariam salvar a outra, que se o sangue não circulasse eu também ficaria sem ela.
             Fui para o quarto e eu senti uma coisa muito estranha. Eu sentia coceiras e dores na perna amputada. Meus filhos vieram e eu pedi a eles que coçassem minha perna. Eles coçaram a perna que ficou e eu disse a eles: é a outra que coça! Eles acharam que eu não estava em meu juízo perfeito. Fiquei internado mais alguns dias e os médicos me disseram que teriam que amputar a outra perna. Eu pensei: é preferível morrer!
            E eu morri. Só que eu não morri da forma que eu pensava. Me via no caixão, depois vi meu enterro, ao que muitas pessoas me convidaram para sair dali e ir para outro lugar. Eu fui andando com minhas duas pernas. Pensei estar ficando louco, mas não, eu estava recuperado com minhas duas pernas que não doíam e nem coçavam. Eu estava são.
        Hoje estou aqui, recuperado, em companhia dessas pessoas, tendo oportunidade de me expressar. Não sou espírita, mas não hesitei em vir aqui dar meu testemunho.
             A morte do corpo não é a morte da alma. O corpo serve enquanto estamos vivos na Terra; no plano em que estou é tudo muito bom e diferente. Existe vida plena, como Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida e vivam plenamente.
             Tenhamos fé, façamos o bem nas nossas condições, amemos ao próximo que Jesus e Deus nos ajudarão.
              Obrigado.

               Nelson. 
                                                       
 Psicografia recebida em 2016.                                     

 Médium: Catarina.

sábado, 25 de junho de 2016

A  LOUCURA  ME  LEVOU  AO  SUÍCIDIO

Quanta saudade eu sinto do tempo que eu era criança, inocente e sem preocupação, quando meus pais eram vivos e me amavam. Aquele tempo em que tudo era felicidade, que a vida era gostosa de viver.
Mas o tempo é cruel, assim como a felicidade imperava naqueles dias,da noite para o dia tudo mudou, papai adoeceu, acamou-se e minha mãe passou a trabalhar exaustivamente para dar conta de nosso lar.
Em pouco tempo papai não mais falava, entrevou e nada mais fazia. Os trabalhos da casa, os cuidados de meu pai e a labuta exaustiva e incansável que mamãe tinha, minaram-lhe também as forças e numa tarde de inverno abandonou seu frágil corpo.
Se as dificuldades eram grandes, deste dia em diante ficaram pior...
As brincadeiras que eram nossas únicas preocupações naquela vida, sumiram, passamos a ter que cuidar de nosso pai e buscar o sustento do lar.
Foi aí que deu início a minha derrocada, sabendo que eu era moça bonita, esqueci os conselhos e os exemplos de luta de minha mãe, não quis o trabalho honesto, usei de meus atributos físicos e entrei-me a venda de meu corpo. Ah! Que estupidez a minha.  
Ganhava dinheiro, sustentava a casa, comprava os remédios e cuidava de meu pai.
Mas tudo tem um preço e este preço eu comecei a pagar quando vi após alguns anos minha irmã caçula, fruto de meu exemplo, seguir o mesmo caminho que eu e nas mãos de um homem enlouquecido pelo álcool e o desejo desenfreado a estrangulou e tirou sua vida.
Enlouquecida pelos acontecimentos entreguei-me as drogas e a tudo o que me fazia “esquecer” as dores.
A sífilis e tantas outras doenças tomaram meu corpo e em breve na loucura ingressei.   
Uma noite em momento de rara lucidez, atire-me daquela ponte e nas águas frias daquele rio minha vida se foi.
Quanto sofrimento experimentei, quanta dor, um sofrimento tão intenso que nunca poderia ter imaginado existir. Não sei precisar quanto tempo ali fiquei, transformei-me numa “bruxa”, um ser irreconhecível, um trapo...
Um dia minha bondosa e guerreira mãe, junto com um grupo de espíritos bons, conseguiram levar-me daquele lugar triste e mal cheiroso.
Hoje estou em tratamento, um tratamento longo, pois os estragos que fiz a meu espírito foram grandes, mas já sei orar e agradecer a Deus pela misericórdia que teve de mim, uma louca suicida. 
Perdão meu Deus por tudo que fiz e pela minha rebeldia. Perdão meu pai, perdão mamãe e perdão Emília, minha pequena irmã, que tanto fiz sofrer.

Julieta.       

            Psicografia recebida em  2016.                                      

            Médium: Luciano C.

sábado, 18 de junho de 2016

FUI  FRACO E EGOÍSTA

Filho onde está você? Vim ao seu encontro, por favor, apareça. Estou com saudades, estou aqui, venha para mim.
Achei eu que poderia estar do lado do meu filho assim que desencarnei. Como fui tolo e imprudente, não pensei em nenhum momento que o Senhor meu Deus não ia gostar do que fiz, mas minha dor era tamanha, enlouqueci quando meu filho não estava entre nós, e tentei, tentei varias religiões para que o conforto fosse me dado e infelizmente não suportei. Cometi o pior de todos os crimes, tirei a minha própria vida, que não é minha e sim do Pai que nos criou com sabedoria e amor.  
Fui egoísta e deixei minha querida esposa viúva e doente, sem nenhuma piedade. Sinto sua dor, sei de todos os seus lamentos e ainda encontra forças para pedir a Deus o meu perdão. Grande mulher, como é maravilhosa sua força e sua fé. Em nenhum momento ela vacilou e sempre humilde as ordens do Pai.
Eu sempre recriminei as pessoas que tiravam as próprias vidas, dizia como são fracas e egoístas, e olha eu aqui fraco e egoísta, mas o meu grande desejo era ficar do lado de meu filho querido e amado.
Um menino de apenas 15 anos sofreu de uma doença rara, mas sempre com um sorriso no rosto e com palavras de conforto para acalmar todos nós dizia: “Pai e mãe tudo vai ficar bem, não chorem e pensem que ainda estou com vocês, vamos curti esse momento não importa onde estamos, em um hospital ou em um parque.”, ele dizia com toda sabedoria e tranquilidade que nos emocionávamos ainda mais.
Hoje eu sinto que fui fraco e sinto vergonha do meu menino. Rogo a Deus que me perdoe e que me dê a oportunidade de estar do lado do meu menino, nem que seja um momento apenas. Por favor Pai,  por favor Pai...
Um dia eu já muito debilitado e quase louco, orei a Deus e pensei: Como Deus vai me ouvir se eu ainda não fiz nenhuma oração a Ele? O rei com toda a minha fé e força, aí não agüentei e senti que meu espírito ou “corpo” foi ficando esgotado e sucumbi.
Hoje me encontro em um lugar muito especial, fui socorrido e muito bem cuidado. Estou ainda em tratamento intensivo e constante, mas sinto que vou demorar a ver o meu filho, e hoje com todo o esclarecimento vejo que Deus foi prudente em não deixar que meu menino me visse em estado lastimável e triste.
 Vou fazer o melhor para que o meu filho possa estar do meu lado e não se envergonhar de mim, vou superar as dores e me fortalecer na fé. Dou graças a Deus o socorro que recebi.
Fiquem com Deus meus irmãos.

João Felipe Aragão.
 
 Psicografia recebida em 2016.
             Médium: M. Nicodemos.

domingo, 12 de junho de 2016

NÃO FOI CASTIGO DE DEUS

                Meus irmãos estou sempre na reunião, tentando uma oportunidade para dar uma mensagem, mas, como meu nome não se encontra na lista, fica difícil eu conseguir, pois o tempo é reservado para eles. Num certo dia, a irmã que me ajuda aqui nessa mensagem, percebeu a minha presença e agora consegui, estou muito feliz com isso.
             Morri muito cedo, devido a vida que levei, não conheci meu pai nem minha mãe, pra dizer a verdade, não sei como consegui viver até os dezessete anos, foi quando ocorreu a minha morte. Morte que foi acelerada pela vida que levei, sempre morando nas ruas, enfrentando a violência, fome, frio, etc., a família que conheci foi os pobres e maltrapilhos que viviam comigo, nessa mesma vida de imensas dificuldades.             
               Um dia estava com muita febre, tossia muito, a dor no corpo era insuportável, de repente, não senti mais nada. Me levantei, vi um grupo de pessoas olhando qualquer coisa no chão, me aproximei, ninguém me viu, perguntava o que estava acontecendo, ninguém me respondia, depois fiquei sabendo que se tratava do meu próprio corpo. Vaguei assim entre eles, sem que me vissem ou ouvissem e entendia cada vez menos.
                Depois de certo tempo, vi chegar até mim quatro pessoas carregando uma espécie de maca, muito limpa e um deles me deu uma espécie de água que disse ser remédio. Fiquei um pouco sonolento, me deitaram na maca que carregavam, deve ter sido a primeira vez que me deitei numa cama, como era confortável, limpa e agradável, adormeci.
                   Quando acordei, estava numa espécie de hospital, alguns enfermeiros cuidavam de mim, sentia muito bem, não sentia mais fome, sede, frio, somente um bem estar que não sentia há muito tempo. Perguntei aos enfermeiros o que tinha acontecido, onde estavam os meus amigos, ele respondeu que no momento certo eu saberia. Deram permissão para que eu me levantasse, me sentia muito bem, disposto, descansado, nada parecido com a vida que eu tinha, com o tempo descobri que eu não estava mais na terra. Eu tinha morrido.  Mas o interessante era que me sentia mais vivo do que nunca e numa condição muito melhor daquela em que eu vivia na terra. 
                    Fui me acostumando com o convívio dos irmãos e comecei aprender a ler e escrever, pois até então, era analfabeto. Comecei a frequentar reuniões onde se estudava sobre as palavras de Jesus. Soube, também, que a vida que eu levei na terra não foi castigo de Deus, pois ele não castiga ninguém, mas era devido ao meu comportamento nas vidas passadas, era a colheita do que eu havia semeado. Mas dou muito graças a Deus e Jesus por ter se compadecido de mim e eu estar agora onde me encontro.
               Sei que um dia voltarei para a terra, para uma nova existência, como e quando me é desconhecido. Espero aprender bastante para que eu possa merecer ter uma existência melhor quando voltar.
                   Deus abençoe a todos os irmãos dessa reunião que é muito querida para mim.
                   Um grande e fraternal abraço.

                   Paulo (não tenho sobrenome).

                  Psicografia recebida em reunião 2016.
                  Médium: Maria Aparecida.

sábado, 4 de junho de 2016

O  PRECONCEITO  ME  MATOU

 Quanta dor trago comigo, sinto que meu peito vai explodir. Não consigo enxergar a luz, aqui onde estou só há escuridão e muita umidade, tudo é muito sombrio, sem contar da solidão íntima que se estabeleceu na minha alma.  
Preciso de ajuda, preciso muito sair daqui. Minha mãe onde você está? Será que ainda me odeia ou se sente feliz? Muitas vezes ouvi-la dizer que me preferia morto a passar vergonha igual a que eu lhe impunha. Já faz tanto tempo que aqui estou, tempo que não sei precisar.
Mãe me ajuda, ore por mim, embora tudo o que te fiz sou seu filho.
Não posso me esquecer de tudo o que nos aconteceu, sei que a cena da minha morte não sai da minha cabeça, vejo e revejo por milhares de vezes a cena da minha morte.
Me vejo ali pendurado naquela árvore e a corda a aperta-me o pescoço. Sei que saí de casa após nos desentendermos, tudo já era muito costumeiro, mas aquele dia eu não agüentei, me senti muito humilhado e fortemente ferido, sai para o quintal da nossa casa, amarrei aquela corda na árvore e ali tudo se acabou.
Não te culpo mãe, sei que eu cometi o ato infame de tirar minha própria vida, no entanto mãe você me ajudou a tomar essa decisão, eu te via tão infeliz, tão triste com minha situação que resolvi acabar com tudo. Porque mãe, porque não me aceitou como eu era? Você foi uma mãe tão boa, tão dedicada na minha infância, me deu tanto amor, mas foi só eu entrar na adolescência e você descobriu que eu era homossexual, daí  você se rebelou contra mim.
Ah mãe como eu sofria com as suas insinuações, com as coisas que você me dizia, a maneira como passou a me tratar. Mãe você não conseguia enxergar que por dentro eu continuava o mesmo e que dentro do meu peito batia um coração cheio de sentimentos, cheio de amor por você. Porque mãe não me aceitou como eu era? Tanta coisa poderia ter sido evitada!
Você me dizia anormal, ah mãe, nunca fui anormal, nunca fui doente, eu só gostava de pessoas do mesmo sexo que eu, e o que tinha isso mãe se o importante é ter amor no coração? Não se trata um filho como você tratou a mim, seu filho, seu único filho. Quem sabe mãe eu seria seu amparo na velhice? Quem sabe a hora que você não mais pudesse caminhar eu te levava ao meu colo? Mas você por vaidade, orgulho e vergonha aniquilou tudo isso com xingamentos e maus tratos a mim que tanto te amava.  
Hoje mãe só posso te pedir que me perdoe, não pela minha homossexualidade, pois que por isso não preciso pedir perdão, nesse assunto não pequei, eu era assim e é só isso. A desculpa é por outro motivo e o motivo foi a minha fraqueza, eu deveria ter sido forte o suficiente para te entender, deixar que você falasse, não sofrer por isso, somente entender  seus devaneios e com isso não tirar minha própria vida.
Ah mãe com errei. Ninguém tem o direito de cometer esse ato, sei que sofro por isso e é por isso, só por isso que peço perdão a Deus. Peço a Ele que me estenda suas mãos amorosas e me tire desse lugar.
 Seria tão mais fácil se você tivesse conseguido me aceitar do jeito que eu era. Infelizmente não tivemos o futuro para que você entendesse todo amor que eu tinha por você. Espero ansioso o dia de sair desse lugar insalubre e novamente ter a paz que tanto tempo eu procuro.
Jesus, Maria de Nazaré nossa mãe me ajudem, esse sofrimento tem que ter um fim, sei que fui o responsável pela minha desdita, mas mesmo muito envergonhado e com lagrimas nos olhos lhe peço que me perdoem. 
                  
            Um Suicida.

            Psicografia recebida em 2016.                                     
            Médium:  Débora S C.  

sábado, 28 de maio de 2016


EU QUERIA VIVER

         Era como se uma espada perpassasse meu peito e varasse do outro lado. Meu tórax doía e eu não sabia precisar o que estava acontecendo.
      Era um dia tão bonito e o passeio seria muito gratificante. Todos estavam ansiosos pela chegada ao lugar aprazado. Mas o que? Não chegava nunca e não chegou.
       Lembro-me que com essa dor apavorante eu estava saindo de meu corpo e podia vê-lo. Estava preso nas ferragens do carro. Socorro! Socorro! Eu pedia, mas ninguém me ouvia. Nada do socorro. Os outros que estavam no carro comigo, estavam feridos levemente e apavorados pediam por socorro. Eu já não podia ver nada. Meus olhos se embaciaram e eu comecei a ter medo de que não voltasse a ver novamente.
         Dormi. Acordei em um necrotério, deitado sobre um mármore frio, o peito dilacerado, mas era eu mesmo que ali estava. Por quê? Por quê?  Meu Deus! Eu morri e aguardava que liberassem meu corpo, me vestissem e que meus familiares me velassem.
        No velório foi horrível! Sofri demais porque uns diziam que eu estava bêbado e por isso houve o acidente. Outros diziam que eu era mesmo inconseqüente e que mais cedo ou mais tarde aconteceria. Eu queria dizer que isso não era verdade! Eu queria viver. Eu ainda não cumpri tudo que queria...
         Mas na hora do enterro, eis que veio uma comitiva em que fazia parte um médico amigo da família.
         Este sim me deu um socorro, conversou comigo e pediu que eu dormisse tranquilamente, pois a morte não existia! Como não existia, se eu morri... Foi quando minha mãezinha veio e me aconchegou em seus braços e eu dormi.
    Hoje faço tratamento de recuperação numa casa transitória no mundo espiritual, estou consciente e às vezes vejo programas de teor espiritual.
         Não estou com minhas capacidades normais, mas já estou me recuperando. 
       Rogo a minha família que pense e mim não como uma pessoa irresponsável, mas como alguém que está aprendendo a ter responsabilidade.
         Graças a Deus por tudo.

         Robson.    
                                                                  
 Psicografia recebida em 2016.                                     

 Médium: Catarina.

sexta-feira, 20 de maio de 2016


PARA  MORTE  DA VARANDA  ME  JOGUEI.

Como pude acreditar naquelas palavras, naqueles chamados constantes, como pude ser tola?
Do alto de meu apartamento até o solo a distância era grande, mas nunca podia imaginar que seria tão grande.
Quando me precipitei varanda abaixo achava que breves segundos seriam do salto até a morte, que engano, o chão demorou uma eternidade e após o estalido de meu corpo no duro chão, as vozes ficaram mais intensas, os risos e gargalhadas aumentaram.
Da sacada ao solo é uma viagem que faço todos os segundos de minha vida, as dores não passam, meus problemas que até aquele dia pareciam insolúveis, hoje vejo que nada eram com relação as dores físicas e morais que carrego. 
Já faz tanto tempo que cometi tal loucura e nos raros momentos em que minha mãe ora por mim, sinto um leve refrigério dessas dores e num lapso de lucidez lembrei das aulas de religião. Lembrei-me de Jesus crucificado e pedi Sua ajuda, e Ele me ouviu.
Hoje não estou mais no “sonho” da queda, mas ainda bastante debilitada dos traumas que causei em mim e nas pessoas que muito me amavam.
Perdão fui fraca diante do mundo.
Rogo a Deus que eu consiga recuperar-me e reajustar-me perante as leis Dele.

 Catarina de Almeida.

            Psicografia recebida em  2016.                                      

            Médium: Luciano C.

sábado, 14 de maio de 2016

SUICÍDIO, UM ATO QUE FERI A DEUS.

Estou queimando e o fogo me consome por inteiro. Esse foi o meu FIM.  
Como fui tolo e infantil, queria apenas chamar a atenção de pessoas que eu achava que eram importantes para mim. Mais uma vez me enganei, sofri e ainda sofro. Sinto dores terríveis que me deixam enlouquecido, mas não morro e não me sinto morto, não há um momento si quer de alivio. Quando não é a carne que queima, são meus pensamentos que me torturam.
Hoje eu estou aqui acompanhado de anjos que não são anjos, são pessoas como eu e você, como todos nós, me auxiliando e ajudando, por que sinto que enlouqueço muitas pessoas com o meus pensamentos e vibrações. 
Quero deixar aqui o meu desabafo e um pouco da minha história para que nenhum ser vivo possa cometer esse ato que feri a Deus e não a nós.
Deus mostra para todos que cometeram esse terrível engano o seu amor, mas deixa que seu filho sofra as conseqüências de seus atos e usa a dor física e moral, que é muito grande.  No momento em que você senti que não tem mais força e vai sucumbir, Ele manda essas pessoas para te socorrer, como um balsamo de paz e sua  lucidez vem te mostrar que seu corpo não está em chamas e que você vive e senti que precisa de um médico e de Deus. 
Hoje um pouco melhor, sei do erro que cometi e que voltarei ao corpo carnal com grandes débitos e quero ter o discernimento de poder não mais errar. Peço a Deus a sabedoria de ouvir e a sensibilidade de sentir que o amor é um sentimento que se conquista e não se compra.
Obrigado meu Deus por essa oportunidade de estar aqui e relatar um pouco da minha dor e do grande erro que cometi.
Perdão eu peço a Deus, aos meus pais, irmãos e sobrinhos.
Mais uma vez eu agradeço e peço perdão, perdão e perdão.          

Luiz Carlos da Silva.

 Psicografia recebida em 2016.
             Médium: M. Nicodemos.

sábado, 7 de maio de 2016

MINHA MÃE, UMA ALMA SÁBIA.

Ah se eu pudesse voltar no tempo, eu faria tudo tão diferente, errei muito e sofro hoje meus atos de ontem. Se soubesse que depois da morte continuamos vivos de outra maneira, eu não iria errar tanto.
Como fiz a criatura mais doce e amorosa sofrer tanto, minha mãe, ah minha mãe na sua simplicidade, no seu pouco conhecimento era uma alma sábia. Porque não ouvi os conselhos que ela me dava. Como a fiz sofrer com minhas atitudes equivocadas!
Me envolvi com o tráfico de drogas, achei ali o meio lucrativo e fácil de enriquecer e consegui. Consegui acumular muita coisa, coisas materiais, eu era aquele que manda e desmanda, o dono, o chefão que nunca aparece, vivi uma vida de extremo conforto material. E achava que era um grande vencedor, imagina, um moleque pobre da periferia ter o que eu tive. Era muito mesmo em torno do conforto.
  Passei a vida usufruindo da desgraça de muitas famílias, enquanto vivi nunca me importei com isso, não me interessava pensar nisso. Minha pobre mãe jamais aceitou qualquer ajuda financeira que quisesse lhe dar, ela sabia que o que eu tinha não era fruto de honestidade. O que ela sempre nos ensinou, a sermos honestos, pessoas de bem, como ela dizia. Aquela atitude dela em relação a isso muito me irritava, como podia aquela situação, ela preferia a vida pobre que vivia a desfrutar do conforto  que eu podia lhe oferecer.
Muitas vezes insisti com ela para que aceitasse a ajuda que eu queria lhe dar e sempre ouvia a mesma coisa, a negativa veemente dela em relação a aceitar qualquer coisa e a afirmação consistente de que eu andava por caminhos errados e que um dia eu teria que acertar as contas com Deus. E que ela tinha me ensinado as coisas certas a fazer, mas  eu preferia aquela vida de erros e ela não queria compartilhar com isso. Iria pedir a Deus que me desse juízo e que perdoasse todo mal que estava fazendo as outras mães.     
Tentei me aproximar várias vezes com intuito de oferecer ajuda e com isso tentar ter o perdão dela. Nunca entendi que ela não tinha raiva de mim, que sofria pelo que eu tornei.  E assim o tempo passou, desisti de procurá-la e fui vivendo. Um dia recebi a noticia de que ela havia morrido. Sofri e chorei muito, procurei o local que ela havia sido sepultada. Solicitei a transferência dos restos mortais dela para um cemitério onde os mais ricos da cidade eram enterrados. Fiz-lhe um belo túmulo, ali de certa forma eu realizava o sonho de fazer a vida dela mais confortável. Como idiota eu fui! 
Os anos se passaram e eu sofri um infarto fulminante que nenhum dinheiro serviu pra que eu continuasse vivo, sequer tive a oportunidade de ser acolhido para tratamento em hospital.
Assim despedi-me da minha “boa vida”, repentinamente e sem poder levar comigo nada de material que eu tinha. A única coisa que eu levei foi a minha consciência culpada. Quando me dei conta do que eu tinha feito da minha vida, sofri com um arrependimento que me corroí e rouba o sossego.
Lembrei-me da minha mãe, daquela alma boa, simples e sábia, lembrei da decepção que impus a ela com minhas  atitudes e com minha ambição.
Hoje sozinho em triste lugar, ouço as mães daqueles jovens, daqueles mesmos que aliciei para o mundo nefasto das drogas. Não tenho sossego, tudo o que eu quero é me aliviar, é fugir de mim mesmo e da minha consciência. Mas como? Não há o que fazer, sei que mereço esse sofrimento, tudo isso eu cavei com as minha próprias mãos  o pior, não foi por falta de orientação.
Nesse instante, no auge da minha dor procuro incansavelmente pela minha mãe, imploro para que ela venha até a mim e me ajude, mas eu sei que de onde ela está não é possível acolher-me, ela é luz, evolução e bondade. Hoje os papeis são inversos, ela brilha e eu padeço pelos meus atos,
Mãe querida tudo que eu faço é te pedir perdão, perdão por esse filho que não soube te ouvir, que preferiu !!

Um sofredor por opção.            
                                                           
Psicografia recebida em 2016.    
Médium:  Débora S. C.

sexta-feira, 29 de abril de 2016


O CIGARRO ME PREJUDICOU MUITO

         O meu papel nesse mundo havia terminado. Eu não tinha mais nada a escrever no livro da minha vida. Eu sentia isso. Mas, eu desejava viver um pouco mais. Chamavam-me de velho. “Velho eu?” Eu não me sentia assim. Tinha ainda muito vigor apesar do cansaço e a falta de ar que me assolaram de vez em quando.
         A vida para mim ainda me oferecia algo de bom. Eu fumava, é verdade, diziam que eu não devia, mas eu pensava, “se fumar vou morrer, se não fumar também.”
         Aquela noite eu não passei bem, mas não disse para ninguém. Amanheceu e eu fui para a janela ver o dia e respirar um pouco. Pensava “os remédios não estão respondendo e eu não estou bem”. Foi quando houve um estrondo e eu cai. Não sei como os meus familiares me acharam, me levantaram e certamente me levaram para um hospital, pois quando acordei estava em um hospital, com oxigênio, respirava mal, mas eu não sentia aflição, só respirava mal.   
           Passou o tempo eu só via os médicos e enfermeiros, ninguém me visitava.
           Um dia perguntei a uma enfermeira: “onde estão os meus?” ao que ela me respondeu; “calma eles virão”.
           Vieram sim, mas quem veio não foi quem eu esperava; minha mulher, meus pais e irmãos já falecidos. Um de cada vez. Vinham me olhavam, e nada diziam, iam embora.   
            Confesso que fiquei muito confuso. Que acontecera? Minha filha é espírita, pede muito por mim e pediu em uma reunião. Eu compareci a esta reunião e lá eu entendi tudo (porque me disseram). Eu já não fazia mais parte do mundo dos encarnados. Eu estava desencarnado, eu morrera. Mas como eu nem senti e agora como vai ser?
            Me levaram para um lugar onde hoje estou, onde aprendo e ajudo aqueles que estão pior que eu. È um tipo de albergue. Lá eu soube por que não devia fumar. Para quem fuma o cigarro alivia as dores, embora não mate no sentido vulgar da palavra, abrevia a vida.  E temos a responsabilidade por nosso corpo físico. Não é o prazer que o cigarro trás o que prejudica, mas sim o cigarro (ou qualquer outro vicio em si.). 
           A desculpa que eu arrumava para fumar não abreviou em nada minha responsabilidade. O cigarro também me dava aquele ar de “velho” que eu detestava. Quando eu tiver a oportunidade de voltar novamente eu posso garantir que não vou fumar.
            O cigarro me prejudicou muito.
            Jorge. 
                                                       
          Psicografia recebida em 2016.                                     

          Médium: Catarina.

sábado, 23 de abril de 2016

DEPOIS DE ALGUMAS HORAS DE BEBEDEIRA

 Tendo eu nascido em família rica sempre tive muitas facilidades, tendo de tudo o que quisesse, era só desejar e logo o objeto do meu desejo era adquirido para me satisfazer, e assim eu vivia. Era moço e além de rico era muito bonito, atraindo assim as moças que se encantavam ou pela minha aparência ou pelo meu dinheiro e muitas vezes pelas duas coisas.
Andava feito um louco pilotando aquela moto possante e assim me fazendo notar por jovens como eu e que de certa forma sentiam inveja de tudo o que eu possuía.
Aquele dia, depois de algumas horas de bebedeira em um bar onde conheci uma linda garota, resolvemos ir para um lugar mais reservado. Assim saímos eu e ela, não era minha namorada eu a conhecera naquele mesmo dia. Acelerei minha moto e saímos felizes, eu como sempre muito imprudente e querendo fazer bonito pra garota saí acelerando feito um louco.
Ia assim cortando os carros, até que numa manobra mais arriscada e sob efeito do álcool perdi a direção e bati fortemente de encontro a um ônibus. Tudo escureceu na minha frente, mas cheguei a ser socorrido e a pobre moça morreu ali mesmo no local do acidente, sem chances de socorro. Lembro-me de ter ouvido tal frase: A moça foi a óbito. Daí pra diante não me recordo de mais nada. Sei que cheguei com vida ao hospital, mas em poucos minutos meu espirito se desprendia daquele corpo jovem.
Quando despertei estava em um lugar estranho, escuro, me sentia exausto, gritava por socorro, não entendia o porquê de eu estar ali. Ouvi muitos xingamentos, alguns me chamavam assassino, outros suicida e eu sem entender o que de fato aconteceu. Estava sujo com as roupas esfarrapadas. Enfim compreendi que não pertencia mais ao mundo dos vivos quando a cena do acidente me voltou à mente.
O desespero tomou conta de mim, além de ter a certeza de que eu havia morrido ainda fui responsável pela morte daquela pobre moça. Meu Deus o que havia feito, sempre fui irresponsável, mas daí a me tornar um assassino... Foi nessa hora que em lembrei da minha família e como num piscar de olhos voltei a minha casa e pude ver o choro compulsivo da minha mãe, daí a pouco fui sugado pelos pensamentos da família da moça que eu mal conhecia, eles me xingavam e me culpavam pela morte dela. Assim fiquei pulando de uma casa a outra e sofrendo com o sofrimento daquelas pessoas.
Certo dia resolvi, embora envergonhado, pedi ajuda a Deus, orei como nunca houvera orando antes, nesse momento vi uma luz bem perto de mim, era um anjo de Deus a me socorrer.
Hoje me encontro em recuperação, a moça a qual eu fui o responsável pela morte já muito me perdoara, ela era uma moça boa e com muitos conhecimentos espirituais, diferente de mim.
Onde estou aprendo a valorizar a vida para que na minha próxima existência corporal possa fazer tudo diferente, não sei se vou conseguir, mas confio em Deus. Sinto-me muito envergonhado por toda a dor que causei.
                                       
            Renato. 

            Psicografia recebida em 2016.                                      
            Médium:  Débora S C. 

terça-feira, 19 de abril de 2016


O CAMINHO

Chegando ao fim do caminho,
o que eu diviso meu Deus?
È algo que me surpreende,
pois só vejo os olhos seus.

Verdes e tão profundos
que divisam o meu ser.
E eu que nesse mundo
nunca pensava em morrer.

E seus olhos se aproximam
vejo teu rosto tão belo.
O teu sorriso tão doce
que algo mais me revela.

Teu corpo como que flutua
teus braços estendem-se a mim,
dizendo que nesse mundo
nenhum caminho tem fim.

Me abraço a ti e prossigo
maior paz eu nunca senti.
Caminho para um lugar
que eu nem sei, nunca vi.

Mas só de estar contigo,
oh alma de meu querer,
sei que todo lugar
é belo e é onde vou viver.

Para sempre e na eternidade
a que esse caminho me conduz,
só existe claridade
de um foco de eterna luz.

Francisco.

Psicografia recebida em 2016.

Médium: Catarina.

quinta-feira, 14 de abril de 2016



UM  ANJO  AO  MEU  LADO

Quantas saudades eu sinto de quando era criança, de quando estava ao lado de minha mãe, que saudades.
Fui tão imaturo, deixei que as facilidades da vida, que as ingenuidades de minha mocidade desse brecha e ter me tornando esse ser que hoje sou.
Porque para me afirmar perante os amigos deixei-me ser algo que hoje me envergonho, para ser forte fiz coisas que hoje me deixam arrasado, coisas que hoje não acredito que fiz e o pior de todos os males, foi ver minha pobre mãe vítima de minhas atitudes, foi ver o meu maior anjo da guarda sofrer toda sorte de humilhação. De ver um dia minha pobre mãe morrer de tristeza e desgosto.
Vivi na carne como um bicho. Matei, estuprei , aleijei e mesmo depois da morte continuei as minhas atrocidades.
Um anjo estava sempre a meu lado e eu o negava, mas um dia ao sentir-me cansado, vi naquele anjo minha adorada mãe, aquele que tanto fiz sofrer e que mesmo assim não desistiu de mim.
Foi ela que me ajudou, foi ela que me amparou e mostrou o quanto estava errado.  
Hoje estou em tratamento buscando minha melhora e a vejo sempre por aqui a me ajudar e encorajar para melhor.
A minha querida mãe Julieta. 

Gabriel.  

            Psicografia recebida em 2016.                                     

            Médium: Luciano C.