AS MARCAS DO
ABORTO
Boa noite! Irmãos em Cristo.
Hoje
permitiu Jesus que eu viesse até vocês para contar-lhes a historia de um espírito
inconseqüente e inescrupuloso, eu meus irmãos, eu sou esse espírito. Em um das
minhas últimas encarnações fui profissional de saúde, mas não uma pessoa que
presa-se pela vida, muito pelo contrário o meu negócio era ganhar dinheiro
fazendo abortos.
Muitas
mocinhas que se viam grávidas fora do casamento e se desesperavam imensamente,
com isso vinham a minha procura e eu espírito sem o menor escrúpulo logo ia
dando o preço e marcando a hora para realizar a ato nefasto. Não me importava
com as historias delas nem perdia meu tempo em saber, o que me interessava era
antes do procedimento receber o dinheiro combinado. Fazia o serviço e depois
dispensava aquelas pobres criaturas infelizes que deixavam ali em uma lata de
lixo o que seria no futuro um filho bem amado.
Criaturas
essas não mais infelizes do que eu, eram moças sofridas e apavoradas, eu que já
era uma mulher experiente que podia ajuda-lás, ao contrário ficava mais feliz
com quantas me procurassem e me rendessem dinheiro, só pensei nisso, sem
nenhuma vez pensar que ali estava um ser humano carregando o fruto de um amor
ou de um deslize, mas que viriam ser espíritos vivos, todos aqueles tinham suas
missões a cumprir.
Como errei!
Meu Deus como me envergonho por isso, que mal eu fiz, que comprometimento
imenso meu Deus com Suas leis de amor. Sofri muito até ter uma nova
oportunidade de reencarnar e tentar pelo menos um pouco resgatar meus erros
pretéritos.
Reencarnei
numa família espírita, desde muito pequena tive oportunidades de ter contato
com essa maravilhosa doutrina de amor. Me casei ainda jovem e cheia de sonhos,
o maior deles era de ter minha casa florida pela presença de filhinhos
queridos, filhinhos esses que jamais pude ter, sofri muita frustração por causa
disso. Mas também não tive a generosidade de trazer para o meu lar um filhinho
que não fosse saído das minhas entranhas, como eu poderia ter tido de Deus um
presente vindo de outra mãe, mas o meu orgulho e o medo de criar um ser que não
tivesse a minha genética não permitiram que eu fosse mãe adotiva. Quanto erro,
quanta ilusão sofri até desencarnar sem ter tido uma única vez o carinho de um
filho.
Era a
justiça de Deus trabalhando meu espirito devedor, era a lei de causa e efeito
que eu mais uma vez não consegui entender, não errei como antes, mas também não
tive coragem de evoluir, continuei sofrendo as minhas frustrações caladas,
fingindo que aquilo não me incomodava em nada, sempre dizia ao meu companheiro
que era melhor assim, mas por dentro sempre morrendo de inveja quando via uma
mulher carregando em seu ventre um filhinho amado, como eu sonhava em ser
chamada de mãe.
Agora já de
regresso a muitos anos no plano espiritual aprendi a domar minha maldade de uma
existência e a inveja frustração de outra. Hoje aqui meu trabalho, que é minha
alegria, é receber esses espíritos que bruscamente são arrancados dos ventres
das mães, auxilia-los na revolta, na tristeza de não poder ter concluída a sua
missão. Quantas mãezinhas não regressam junto com os espíritos que lhe seriam
filhos que com a revolta acabavam trazendo suas genitoras junto com eles.
Resgato, acalento e amo a cada um desses espíritos que como outros foram vítimas
de abutres como eu fui um dia.
Falta ainda
muito para que eu alcance o perdão de mim mesma para minha alma devedora e
destruidora das leis de Deus. Agora, no entanto vivo mais feliz cada vez que
consigo que uma mãe desista de se livrar do seu filhinho. Ainda tenho muito que
aprender, mas sei que a misericórdia divina me dará nova oportunidade e assim
quem sabe eu mais fortalecida consiga ter um lar com filhos queridos do meu
coração saídos de mim ou não. Que eu possa amar, amar de verdade, amor que vai
me reerguer de tanta dor e erros.
Fiquem com
Jesus, que a paz do Mestre envolva a vocês todos, felizes os que sabem amar de
fato, amar de verdade.
Uma mulher que errou, mas confia na bondade de
Deus para se regenerar.
Isaura.
Psicografia
recebida em 2017.
Médium: Débora S C.