sábado, 3 de março de 2018





 MORTO E ENLOUQUECIDO

         O lugar era encantador. Tudo do “meu” jeito. Eu tinha uma vida tranqüila. Vivia em paz. Tudo do jeitinho que eu sonhara.
         A meu lado, a esposa adorável; os filhos todos já haviam se casado, exceto um. Esse, cuja situação não me agradava, afastara-se de nós. Só de vez em quando, de longe em longe, vinha nos visitar. Eu sabia que sua vida sentimental era bem diferente de todo mundo, pois ele vivia com outro homem, mais velho, sisudo e muito mal humorado. Mas, se ele gostava dele, o que fazer?
          Os anos passaram, meus filhos (todos homens) foram se afastando de nós, em razão dos filhos, nossos netos já adultos; e cada um tendo seus problemas.
           Minha esposa, de vez em quando, falava deles com muitas saudades. Eu também sentia saudades, mas não falava.
           Eu comecei a ficar quieto num canto do quarto, às vezes, da varanda ficávamos tristes de saudades, até que não tínhamos mais a energia de antes e foi necessário contratarmos os serviços de um ajudante, que veio com sua família. Eles tomaram conta de nós e do lugar. Já não nos sentíamos donos.
           Meus filhos vieram nos ver, e nós expusemos a situação. Não queríamos ninguém cuidando de nós. Queríamos nossos filhos. Nenhum deles podia deixar a vida que levavam para nos olhar. Minha esposa ficou diabética, tinha que ter cuidados especiais.
           Um médico da família vinha sempre nos visitar. Um dia, ouvimos um resto de conversa dele com um dos nossos filhos... Não tem solução, a solução é uma clínica, e nós conhecemos uma muito boa...
           Fomos para a tal clínica, mas ah! Minha esposa só viveu três dias depois de ir para lá. E eu? Eu fiquei jogado, sozinho, solitário.
           Daí a pouco eu também morri.
       Na minha missa de sétimo dia, estava presente, e fiquei sabendo que aquele lugar lindo, maravilhoso, tão bem cuidado, não pertencia a meus filhos, mas ao homem maduro, companheiro de meu filho caçula.
        Oh! Desespero! Sai daquela missa aos prantos, revoltado querendo reaver aquilo que foi meu, mas que ao morrer deixara na Terra.
         De que vale o homem se esmerar, se esforçar para ter alguma coisa para deixar para seus filhos e netos, se vem um estranho e nos rouba o que é nosso?
          Estou em desespero. Não sei o que fazer. Minha esposa se afastou de mim, pois eu não a vi mais. Será que nunca mais vou estar com ela?
Fiquei sabendo que ela está em tratamento. Eu acho que eu também preciso de um tratamento, pois me acho enlouquecido.
        Ajudem-me, pois não sei o que fazer.
               
             Venâncio.    
                                                      
 Psicografia recebida em 2018.                                     
 Médium: Catarina.

8 comentários:

  1. Boa noite marcos! Nossa quanto tempo almejo uma noticia da minha mãezinha ou meu papai que desencarnaram mamãe :rosalina constância de Oliveira nasceu no dia 20/10/1939 desencarnou no dia 29/11/2013 meu papai:joao Gonçalves de oliveira nasceu no dia 23/04/1932 desencarnou no dia 30/01/1998 desde já agradeço amigo!

    ResponderExcluir
  2. Estava com saudades das cartas, estou a três semanas entrando todos os dias. E cada aacesso a ansiedade só aumentava.

    ResponderExcluir
  3. Como faz falta as suas cartas , entro toda semana para ver ler um novo relato.fique com Deus.

    ResponderExcluir
  4. Também sinto falta das cartas postadas com mais frequência!

    ResponderExcluir
  5. boa noite! esse espirito recebeu orientação? coitado esta sofrendo

    ResponderExcluir
  6. gostaria de receber carta de meu pai siempre pido a el k mande algo para mi me gustaria saber como el esta soo asi voy poder vivir en paz

    ResponderExcluir
  7. Gostaria de receber carta do meu irmão Marcelo Henrique Barbosa. Morreu afogado no dia o1 de fevereiro de 1989 com 16 anos. Nascido em 17 de julho de 1974.

    ResponderExcluir